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Saiba como o blockchain pode otimizar a logística no agronegócio

O interesse do agronegócio na tecnologia blockchain está crescendo rapidamente. Cada vez mais as empresas estão reconhecendo como os dados aprimorados da tecnologia emergente e a oferta de recursos de gerenciamento podem criar eficiências da cadeia logística e reduzir o atrito entre as transações. O setor agrícola se beneficia do potencial do blockchain para reduzir custos de transação, otimizar a logística, aumentar a rastreabilidade e aprimorar os protocolos de segurança alimentar.

No cenário atual, o agronegócio precisa passar por transformação tecnológica para:

  • Satisfazer a crescente demanda por alimentos mais de alta qualidade
  • Implantar soluções tecnológicas avançadas para atender às necessidades dos consumidores
  • Incentivar práticas agrícolas sustentáveis ​​e reduzir pegadas ambientais
  • Diminuir os custos da cadeia de suprimentos agrícolas
  • Estabelecer e seguir padrões sanitários e fitossanitários
  • Sustentar operações lucrativas de terras agrícolas e agronegócios
  • Aumentar a renda de pequenas fazendas, agricultores privados e produtores de alimentos

Problemas da agricultura tradicional

É do conhecimento geral que, antes de qualquer colheita passar de semente para planta, da prateleira do varejista até a casa do consumidor, ela será gerenciada por vários agentes independentes. Entre esses agentes estão fazendas, distribuidores, fornecedores, fabricantes e varejistas, realizando inúmeras escalas em inúmeros armazéns e transportados por diversos meios. Considerando tudo, muita coisa pode dar errado em uma determinada etapa devido a um erro causado por qualquer um dos envolvidos nessa cadeia logística.

A maioria dos problemas é causada pela falta de comunicação e de colaboração entre essas cadeias logísticas. Cada agente pode utilizar sua própria tecnologia, métodos e meios para realizar suas tarefas. Por si só, isso não afeta drasticamente o resultado final, mas também cria uma série de processos díspares que deveriam funcionar como uma máquina bem lubrificada. Como você pode imaginar, esse nem sempre é o caso.

Além disso, devido aos preços de venda determinados pelos grandes players do setor, há uma falta de envolvimento, ou melhor, uma falta de oportunidade para os agricultores independentes ingressarem no mercado.

E como a tecnologia blockchain vai otimizar a logística no agronegócio? Oferecendo as seguintes capacidades:

  • Gerenciamento de inventário e rastreabilidade

Produtores negociam diversos tipos de alimentos – verduras, legumes, frutas – que demandam armazenamentos diferentes. Por isso, os agricultores recorrem a inúmeras técnicas para garantir que suas culturas não estraguem enquanto armazenadas. Com instalações de armazenamento com temperatura e umidade controladas por sensores, eles podem impedir a ocorrência de mofo e manter as colheitas em condições favoráveis ​​antes de serem enviadas.

Embora as tecnologias atuais possam ajudar a manter os alimentos frescos, elas fazem pouco no sentido de fornecer números exatos para calcular o rendimento total. Naturalmente, é aqui que os aplicativos blockchain no agronegócio podem ajudar. Mantendo uma guia virtual sobre o tipo de colheita e seu período de vencimento, os agricultores podem otimizar o gerenciamento de seus recursos e planejar sua venda de acordo.

Depois que as culturas se tornam uma mercadoria negociável, usando uma única cadeia blockchain, qualquer pessoa com a autorização certa pode acessar a localização das mercadorias e acompanhar seu status. Para os consumidores, isso também significa rastreabilidade clara da proveniência de alimentos.

  • Custos de transação reduzidos

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, cerca de 1,3 bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas a cada ano. Grande parte dos alimentos que são desperdiçados é produzida por agricultores independentes, que não têm como chegar ao grande mercado.

A implementação de uma plataforma aberta na qual fornecedores e compradores possam negociar e determinar o custo de mercadorias, sem intermediários, pode otimizar a cadeia logística de uma maneira que também crie condições financeiras equitativas para todos os agricultores. Com menos agentes e intermediários, os agricultores podem se beneficiar de margens maiores e promover práticas agrícolas sustentáveis.

  • Conformidade e controle de qualidade

O blockchain já se tornou sinônimo de transparência e pode garantir a conformidade também no agronegócio. As transportadoras de alimentos podem ser informadas de todos os avisos de conformidade relevantes ao manusear mercadorias em nível nacional e internacional.

Além disso, informações relevantes sobre o tipo de colheita, datas de validade, condições de armazenamento e fatores externos garantem que a perda de colheita seja evitada ou minimizada. A sobrevivência dos alimentos é altamente dependente da sazonalidade. Condições climáticas adversas ou pragas podem ter um grande impacto severo na produção e na rentabilidade financeira geral dos agricultores.

  • Transparência e eficiência geral

Acessibilidade à origem de uma mercadoria, condições de transporte e armazenamento, conformidade e controle de qualidade – tudo isso fornece a transparência necessária de processos e agentes no agronegócio. Isso ajuda a diminuir a chance de abuso intencional e não intencional nas formas de fraude e erro humano, respectivamente. Ao otimizar o sistema existente por meio de um registro unificado, todas as partes podem obter produtividade máxima, ganhos financeiros justos e reduzir os riscos de um setor que precisa lidar com diversas instabilidades, entre elas as climáticas.

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Conheça os benefícios de contar com soluções para gestão de processos globais no setor minerador

Os desafios logísticos das empresas de mineração são únicos e complexos. Apesar disso, os investimentos em pessoas, processos e sistemas de logística costumam ficar atrás do núcleo de investimentos em pesquisa, extração e processamento de minerais. Os custos de logística, como um todo, dentro das operações do setor minerador, são uma grande parte dos custos operacionais totais e as empresas podem descobrir literalmente milhões de dólares em lucros ocultos, reexaminando como lidam com os desafios da logística.

Na verdade, a gestão de processos de transporte e logística da mineração pode ser um dos maiores custos de uma operação. Soluções para gestão de processos globais de gerenciamento de ativos e logística ajudam a melhorar o uso dos recursos de manutenção e transporte por meio da integração de dados operacionais ao longo de toda a cadeia, oferecendo visibilidade e novas possibilidades de automação e ganho de confiabilidade. Isso proporciona ao setor sistemas mais enxutos e simplificados, com menos custos indiretos e, portanto, pode significar melhores margens de lucro.

Otimizando a gestão de processos

O setor minerador enfrenta uma grande pressão para atender à crescente demanda por qualidade e entrega pontual de produtos. A solução para isso está na otimização do gerenciamento completo da cadeia de suprimentos, integrando e automatizando as operações, logística e funções de marketing de empresas de mineração. No entanto, entender a cadeia de suprimentos na sua totalidade é a maior necessidade no setor de mineração, especialmente nos países em desenvolvimento.

No contexto da mineração, a cadeia de suprimentos se estende da seleção do local da mina à venda ao usuário final. Com soluções para gestão de processos globais é possível automatizar o processo de planejamento, implementação e monitoramento das operações diárias, a partir da aquisição de matérias-primas, gerenciamento e disponibilidade para produção e, finalmente, a distribuição de produtos acabados. O objetivo de otimizar os processos é proporcionar o mais alto nível de satisfação ao cliente, por meio de produtos de qualidade e gerenciamento de tempo, além de reduzir custos e aumentar a produtividade e segurança.

Desafios globais

O objetivo principal do setor minerador, claro, é encontrar, extrair, processar e vender minerais e seus derivados. Mas, sem contar com soluções para gestão de processos globais, especialmente na área de logística, podem ocorrer os seguintes problemas, entre outros:

  • As decisões de frete são transferidas para os gerentes de localidade, eliminando a alavancagem de compra da organização mais ampla
  • Falta visibilidade e controle e menos confiança do cliente na sua cadeia de suprimentos
  • A dependência de transportadores pode resultar em serviço inconsistente, agendas imprevisíveis e um acúmulo de inventário

E quais são os maiores desafios da logística no setor minerador?

  • Desafio 1: Gerenciando a logística em locais remotos

Geralmente localizadas em áreas remotas, de difícil acesso, o acesso às minas, por si só, já é um desafio. Por outro lado, não é incomum que que a sede da transportadora esteja a quilômetros da mina, a menos que esse serviço seja próprio.

Essa falta de capacidade da transportadora estar próxima cria problemas como:

Capacidade insuficiente. Se você não conseguir encontrar transportadoras para mover o frete em sua programação, pode resultar em atrasos que aumentam o tempo do ciclo e os custos de manutenção de estoque.

Maiores custos de frete. Uma base limitada de transportadoras cria uma dependência maior de corretores de frete e as respectivas marcações. A distância da transportadora também pode fazer o seu frete mais caro. Digamos que um caminhoneiro percorra 150 milhas para fazer uma entrega no seu local remoto. Você pagará não apenas pela movimentação de ida, mas também pelo custo do caminhão vazio na sua viagem de volta.

Serviço inconsistente. A confiança dos corretores também afeta os níveis de serviço, uma vez que os corretores se concentram em capacidade de mercado à vista para movimentos individuais, não na criação de uma solução de longo prazo para serviço de frete. Essa falta de confiabilidade dificulta o planejamento – carregamento, descarregamento, movimentos subsequentes de frete, processamento – criando ineficiência no suprimento da cadeia.

  • Desafio 2: Gerenciamento de frete complexo e multimodal

Desde a extração até a entrega, as empresas de mineração utilizam diversos modais de transporte, com requisitos e conhecimentos especializados. Coordenar e sincronizar esses movimentos é difícil e requer conhecimento em todos os modais. É difícil obter esse conhecimento, principalmente se o gerenciamento de logística não contar com soluções para gestão de processos globais.

  • Desafio 3: Desorganização de processos

Coleta de documentos, revisões detalhadas de contratos, frete complexo, processos de resolução de reclamações. Sem equipe focada no gerenciamento de frete, é fácil perder detalhes que podem levar a resultados financeiramente devastadores. Políticas de seguro, por exemplo, com muitos documentos legais, podem ser bem confusas.

Esses desafios parecem intransponíveis? Saiba como a plataforma OKTO atende empresas do setor minerador com uma solução dinâmica, capaz de operar em nível global, gerindo seus ativos e a logística de maneira eficiente e confiável, reduzindo os ciclos dos processos, fornecendo rastreabilidade e agregando valor às operações.

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Visibilidade em tempo real: Entenda a importância dos softwares de logística no agronegócio

A logística da cadeia de suprimentos do agronegócio está se tornando cada vez mais complexa. O transporte, que envolve rodovia, ferrovia, mar e ar criam muitos pontos potenciais de falha que, até recentemente, as empresas não podiam controlar ou até detectar. Esses pontos cegos incluem problemas para proteger a segurança alimentar, desvios das condições ambientais exigidas, roubo, fraude alimentar e práticas inadequadas de manuseio. É por isso que o agronegócio precisa de monitoramento e visibilidade da cadeia de suprimentos em tempo real.

As soluções de gestão de logística que oferecem visibilidade em tempo real, como a plataforma OKTO, fornecem uma imagem detalhada de onde os produtos estão e o que está acontecendo com eles. O monitoramento integrado na cadeia de suprimentos do agronegócio fornece melhor continuidade, visibilidade, segurança e produtividade. Mas como isso funciona exatamente?

Paletes, estojos ou contêineres são equipados com sensores habilitados para Internet das Coisas (IoT) que enviam dados pelas redes de comunicação em intervalos regulares. Os sensores fornecem informações em tempo real sobre quanto tempo um item está em trânsito, se o veículo que o transportou aderiu à rota aprovada e, se a remessa parou, onde e por quanto tempo. Esta é uma informação crucial, especialmente para mercadorias altamente perecíveis. Por exemplo, folhas verdes podem ser arruinadas se o motor e o sistema de refrigeração de um caminhão forem desligados por horas em uma passagem de fronteira. Com monitoramento e rastreamento em tempo real, as empresas podem entender e agir sobre riscos específicos com dados detalhados em nível de unidade.

Os dados são disponibilizados por meio da plataforma de gestão de logística, através da qual os usuários podem definir parâmetros (por exemplo, temperatura mínima e máxima) para alertar o sistema sobre irregularidades ou gerar relatórios para análise. Esses dados estão associados aos dados de rastreabilidade e se tornam parte de um produto, tornando-o uma ferramenta poderosa para a visibilidade da cadeia de logística do agronegócio.

Soluções de gestão logística permitem às empresas do agronegócio monitorar suas cadeias de suprimentos, proteger os consumidores, proteger suas marcas e obter um retorno considerável sobre o investimento. A tecnologia pode mostrar às empresas como maximizar a eficiência da rota, mudar de transportador ou detectar roubo ou desvio em tempo real. Os sensores habilitados para IoT transmitem alertas, capacitando fabricantes e fornecedores a usar dados para interromper remessas que possam ter sido adulteradas, redirecionar remessas para prolongar a vida útil e gerenciar recalls de alimentos – ou evitá-los completamente.

Quais são os pontos cegos na cadeia logística do agronegócio?

Vamos conferir alguns desses pontos cegos e como a visibilidade em tempo real da cadeia de suprimentos em tempo real pode minimizá-los ou eliminá-los.

Fraude alimentar. A fraude alimentar custa à indústria do agronegócio pelo menos US $ 65 bilhões por ano. Todos os tipos de alimentos são falsificados e rotulados incorretamente, desde produtos de luxo como a carne de gado selecionado a itens mais comuns, como azeite e frutos do mar. Além disso, compradores e consumidores geralmente não têm como rastrear as origens do que estão comprando.

Roubo de cargas. O roubo de cargas pode acontecer em qualquer ponto cego da cadeia de logística. A carga do agronegócio é valiosa, fácil de vender e geralmente perecível, e as evidências do roubo não duram muito. No Brasil, o crime organizado e a “indústria” em torno dos roubos de cargas nas rodovias brasileiras foram responsáveis por mais de 22 mil ataques em 2018. O roubo e a receptação de cargas provocaram prejuízos de quase R$ 2 bilhões, segundo o levantamento anual da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), consolidado a partir do cruzamento de dados da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal.

Qualidade e segurança. É praticamente impossível garantir a qualidade e a segurança dos alimentos quando a carga é mal manipulada. Os produtos podem ser expostos e danificados pela água, calor e frio. Os alimentos são suscetíveis à contaminação e deterioração se as condições ambientais não forem bem controladas. Tais danos podem ser particularmente perigosos na cadeia de frio, onde produtos perecíveis devem ser movidos rapidamente sob parâmetros precisos de temperatura, umidade e luz.

Ineficiências de roteamento. Não está monitorando o tráfego? Não está usando o rastreamento de localização GPS? Não está cumprindo os regulamentos de transporte locais, estaduais, federais ou internacionais? Não importa, as ineficiências de roteamento têm as mesmas consequências: atrasos de remessas, deterioração do produto, vida útil reduzida, perda de receita. Por isso, a visibilidade em tempo real da cadeia logística do agronegócio tornou-se ainda mais importantes à medida que os governos reforçam a supervisão da cadeia de suprimentos.

Agora, o setor do agronegócio precisa ser proativo, não reativo. Com softwares de logística que entregam dados e oferecem visibilidade em tempo real, as empresas obtêm dados acionáveis ​​que podem ser implementados para tomar decisões imediatamente, não após o fato acontecer ou ser tarde demais. Quando necessário, eles podem desviar ou redirecionar remessas ou tomar ações para remediar quaisquer problemas que possam resultar em problemas na entrega dos produtos. Com visibilidade em tempo real, é possível economizar dinheiro e proteger a reputação da marca.

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Integração entre máquinas, processos e pessoas representa a nova Logística 4.0

A digitalização da Logística deve oferecer às empresas novas formas de se conectar em rede e automatizar sua cadeia de suprimento, extraindo mais valor. Neste cenário, automação e inteligência são peças fundamentais, e a Logística 4.0 integra e coordena de maneira otimizada máquinas, processos e também as pessoas.

Uma gestão eficiente, baseada em dados confiáveis, simplifica os processos relacionados à entrada e à saída de insumos e de produtos, além de criar uma nova forma de relacionamento das empresas com seus clientes e parceiros, fornecedores, agentes logísticos, varejistas e outros stakeholders que fazem parte dessa cadeia. Essa digitalização abrange todos os elos da cadeia logística, entrega cada vez mais dados em tempo real, gerando novos insights, oferecendo mais transparência, flexibilidade e confiabilidade.

É neste cenário que entram os sistemas de monitoramento e rastreamento conectados, capazes de realizar transações praticamente imediatas e transparentes, e as ferramentas alinhadas ao conceito de internet das coisas, que capturam, rastreiam e garantem fidelidade da informação desde a coleta de dados até sua entrega para os softwares de gestão, garantindo ainda mais visibilidade dos processos logísticos de forma integrada, com altos níveis de rastreabilidade – desde a produção até a entrega do produto final.

A gestão da cadeia logística das empresas fica mais fácil na medida em que aumentam a automação dos processos e a colaboração entre os diferentes elos da cadeia, e esse nível de integração de sistemas de ponta a ponta, entre soluções e processos de supply chain de todos os parceiros, além de agregar inteligência, é fundamental para garantir visibilidade total, minimizando os riscos de erro de processamento e maximizando o nível de produtividade, além de ampliar a disponibilidade de equipamentos, melhorar a programação do transporte de material, aperfeiçoar o uso das informações para o desenvolvimento de rotas mais inteligentes e garantir a conformidade com normas regulamentadoras.

Neste contexto, processos logísticos de alta performance vão se basear em estratégias de orquestração e manutenção, em que as máquinas vão fazer o trabalho pesado, orquestradas por plataformas de gestão logística poderosas, e a manutenção das máquinas também vai se basear em dados e inteligência por meio de poderosas plataformas de gestão de ativos.

Automação e inteligência: as tecnologias que estão transformando a logística

Tecnologias disruptivas estão transformando todos os setores da indústria e o relacionamento com as marcas – a Internet das Coisas é apenas o início.

A automação na logística não é algo novo, já na década de 60 falávamos de Automated Storage and Retrieval System – AS/RS, os famosos armazéns automatizados. O que muda agora é que a automação está muito conectada com a robotização, que, junto aos veículos autônomos, transformam processos e geram mais agilidade, visibilidade e confiabilidade em toda a cadeia. Nos armazéns e Centros de Distribuição, por exemplo, empilhadeiras e AVGs são “dirigidos” por sistemas que contam também com Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina para operar com segurança em ambientes com muitas pessoas e onde a origem e o destino das movimentações são variáveis, uma operação mais complexa e que já vai além do processo apenas de armazenagem e que conecta diferentes máquinas e sistemas.

Com mais automação e mais dados do processo, caberá a nós tomarmos decisões com base em dados, e contaremos com soluções de Advanced Analytics com insights em tempo real baseados nos dados produzidos ao longo da cadeia, avaliando os cenários de demanda e confiabilidade dos ativos, uma vez que estas serão as nossas principais funções: orquestrar a cadeia para evitar rupturas e garantir o desempenho das máquinas.

Orquestração de máquinas, processos e decisões suportados por inteligência artificia, oferecendo uma capacidade mais ampla de automação: esses avanços são apenas o início, e apenas a integração de sistemas logísticos de ponta a ponta vão garantir que os negócios estejam preparados para suportar essa e as próximas gerações da indústria na governança de processos logísticos globais, em que transações praticamente imediatas e transparentes de ponta a ponta vão ser itens básicos para garantir a competitividade.

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Saiba como a economia compartilhada está impactando a cadeia de suprimentos

Por Jefferson Castro, gerente de produto da Atech

O conceito de economia compartilhada está impactando diversos modelos tradicionais de negócios, proporcionando maior agilidade, redução de custos e melhor atendimento ao cliente, a partir do compartilhamento de recursos e de ativos físicos, além, claro, da troca de informações. Essa nova forma de pensar os processos produtivos vem transformando, inclusive, o setor de logística, que vem se aproveitando da digitalização para criar uma nova cadeia de suprimentos, maximizando, por exemplo, a utilização dos armazéns e dos meios de transporte com informações em tempo real.

A economia compartilhada está baseada em três princípios: existência de capacidade ociosa de quem detém o recurso ou o ativo; adoção de uma cultura de compartilhamento e avaliação dos benefícios, como redução de custos e de riscos

Seria essa a saída para enfrentar os gargalos da logística? Certamente a economia compartilhada permite otimizar o armazenamento, por exemplo, compartilhando espaço nos armazéns e centros de distribuição. E também otimizar a movimentação de materiais, estoque e transporte, um dos custos logísticos mais altos.

Para se ter uma ideia, um estudo da Fundação Dom Cabral aponta que as empresas gastaram, entre 2015 e 2018, em média, 12,37% do seu faturamento bruto com custos logísticos. Ou seja, tiveram de desembolsar R$ 15,5 bilhões no final desse período, já que em 2015 o percentual era de 11,73%. E o transporte responde por 63,5% do custo logístico total.

Essa nova cadeia de suprimentos tem como base a colaboração entre produtores, fornecedores, distribuidores, representantes e prestadores de serviços, que se unem para trocar melhores práticas e informações estratégicas que irão gerar mais vantagem competitiva para todos os envolvidos. A ideia é compartilhar recursos ociosos a fim de otimizar a sua capacidade, chegando a eliminar a necessidade da propriedade.

Com o uso de soluções para gestão destes serviços compartilhados, além de compartilhar recursos como caminhões para reduzir os custos de combustível e acelerar entregas, principalmente em áreas urbanas congestionadas, os armazéns também estão se adaptando para atender às necessidades de diferentes indústrias e segmentos, com operadores logísticos encarregados de controlar rotinas como recebimento, armazenagem e expedição.

No modelo tradicional, estima-se que a parcela de veículos rodando sem carga chegue a 43%, uma porcentagem alta considerando a importância do transporte rodoviário no país – segundo os dados da Confederação Nacional de Transporte (CNT), mais de 60% do transporte de cargas no Brasil é feito por rodovias. Em um cenário de economia compartilhada, este recurso mostra, portanto, um grande potencial para redução de custos e aumento de eficiência.

Mais competitividade e visibilidade

A troca de informações e a adoção dos princípios da economia compartilhada têm proporcionado maior competitividade a todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. A pressão pela redução do custo está cada vez mais acirrada e o profissional de SCM (Supply Chain Management) precisa avaliar de que forma os custos podem ser otimizados em toda a cadeia de suprimentos.

Mesmo em um cenário em que o compartilhamento de dados e a ampla colaboração ainda são coisas restritas a empresas inovadoras, com o apoio de uma cultura de melhoria contínua, as empresas podem promover a transparência na cadeia de suprimentos, permitindo que negócios dos mais diferentes segmentos ganhem por meio de processos mais integrados, ágeis e sustentáveis.

A ampliação do cenário de economia compartilhada exigirá que as empresas reavaliem as suas estratégias de rede, digitalizando informações e ativos, o que traz mais visibilidade para todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. Inovadoras soluções fornecem visibilidade e integração no gerenciamento das informações e análise dos resultados, por meio de dashboards customizados, oferecendo insights para a tomada de decisões estratégicas.

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Lean e logística: conheça cinco formas de otimizar o transporte

Atualmente, os líderes de logística, assim como todos os líderes de negócio, estão sendo pressionados a reduzirem custos e geralmente a primeira estratégia é negociar preços com as transportadoras e fornecedores de logística. Mas, além dessa negociação, é possível reduzir custos, e muito, adotando uma filosofia de logística Lean, identificando e eliminando desperdícios em toda a cadeia.
A filosofia Lean busca eliminar desperdícios de tempo, alterar processos ineficientes – que resultam em retrabalhos e movimentações desnecessárias –, melhorar a gestão de estoques e armazéns e otimizar o transporte de mercadorias, tornando a logística mais ágil, produtiva e competitiva.
Para se trabalhar com uma logística Lean, ou logística enxuta, é preciso que a empresa entenda a necessidade de adotar uma série de ações, entre elas:
Mapear e otimizar os processos
Eliminar as principais falhas
Reduzir (ou eliminar) os estoques
Diminuir a movimentação dos materiais
Mudar o layout (se necessário)
Agregar soluções para os clientes (por meio do atendimento das necessidades)
Otimizar e adequar os fluxos de entrega
Investir em métodos e tecnologias
O objetivo dessas ações é evitar desperdícios como, por exemplo:
Estoques de segurança e pulmão devido à ineficiência, falta de confiabilidade nos processos, variação errática e artificial da demanda
Transportes a longas distâncias devido à falta de planejamento de rotas, equipamentos subutilizados na planta pela inexistência de uma adequada engenharia de processos, pagamento de taxas por atraso de entrega devido a não utilização de janelas de entregas programadas
Áreas de estoques desnecessários, investimento em sistemas de armazenagem caros devido aos níveis elevados de estoque
Esperas com subutilização da mão de obra, equipamentos, materiais parados
Embalagens sendo solicitadas além da necessidade, ou transportando simplesmente “ar”, além de desperdícios por embalagens danificadas
Retrabalhos

Como otimizar o transporte

Segundo um estudo da Fundação Dom Cabral, as organizações brasileiras chegam a gastar mais de 12% dos seus faturamentos brutos com custos logísticos. Então, para manter a competitividade, é cada vez mais fundamental otimizar o transporte, o que é possível com a adoção da logística Lean.
Veja como a filosofia Lean pode ajudar a reduzir esses custos:

Eliminando desperdícios e erros

 A primeira atitude a ser tomada é eliminar desperdícios e erros. Na logística, é comum haver falhas, e elas têm um custo. Para evitar desperdícios como tempo de espera, falta de manutenção de ativos ou até mesmo por não contar com sistemas de gestão ou pessoal especializado, os líderes devem identificar a fonte dos problemas e melhorar continuamente suas operações.
Uma vez identificados desperdícios no fluxo de valor atual, é preciso adotar a criação de fluxos contínuos como um princípio fundamental para a proposição de melhorias num estado futuro. E, se os desperdícios continuam acontecendo, provavelmente há um problema sistêmico no processo e a metodologia Lean é uma ótima ferramenta para detectar e eliminar esses problemas – e para otimizar custos.

Oferecendo uma visão centrada no cliente

É importante pensar nas necessidades e demandas dos clientes no momento de criar e implantar uma estratégia de transporte, que deve ser entendida por todos os envolvidos e atender às expectativas da empresa e do cliente, com um sistema puxado que trabalhe de forma mais sincronizada possível com o consumo real. Afinal, os clientes não aceitam mais pagar pelas ineficiências e pelos custos desnecessários nos produtos ou serviços, independentemente de qual segmento a empresa atue.
Assim, a empresa deve buscar reduzir seu lead time, os estoques, as filas e esperas de caminhões, ao integrar, de forma Lean, fornecedores, produção e centros de distribuição. E, finalmente, é fundamental escutar o que os clientes têm a dizer após cada serviço realizado. Quando o feedback for positivo, mantenha a estratégia e encontre pontos de melhoria. Se for negativo, aproveite para aprender com os erros e evitar desperdícios.

Estabelecendo métricas de desempenho

Os fornecedores de transporte certamente devem ser considerados como parceiros estratégicos já que, para implantar a filosofia Lean, é preciso construir relacionamentos de longo prazo, baseados na busca de melhoria contínua. Quando as organizações constroem relacionamentos positivos e duradouros, o resultado certamente será igualmente positivo e benéfico, resultando em uma estratégia de transporte mais enxuta.

Entendendo a estrutura de custos do transporte

Para conhecer e mensurar corretamente os custos envolvidos no transporte de uma mercadoria, é preciso analisar todo o processo de produção esse serviço, identificando as suas etapas e os seus fluxos operacionais.
As etapas do processo de transporte, em linhas gerais, são:
Etapa 1 – Serviços de coleta de mercadorias
Etapa 2 – Serviços de terminal de cargas (armazenagem)
Etapa 3 – Transferência de mercadorias
Etapa 4 – Distribuição ou entrega de mercadorias
Avaliando a complexidade e a produtividade em cada uma dessas etapas, é possível eliminar desperdícios e reduzir custos. Quanto mais complexo o esquema operacional para movimentar a carga, maior será o número de atividades dentro de cada etapa (carregamento, descarregamento, manuseios, conferências, processamento de documentos etc.), realizadas para completar a operação.
Além desses custos embutidos no processo, também temos custos relacionados ao controle da frota de transporte, como:
Manutenções da frota
Consumo de combustível
Treinamento dos motoristas
Seguro para a frota
Documentação e impostos
Depreciação da frota
Frota ociosa
Roteirização ineficiente

Implantando uma eficiente gestão de logística

Para implantar uma estratégia de logística Lean, é preciso ter visibilidade total da cadeia logística, desde a produção até a gestão do transporte das mercadorias, com agendamento de entregas e coletas de forma autônoma, capacidades, entre outras, oferecidas pela solução OKTO para logística desenvolvida pela Atech.
Em uma economia cada vez mais competitiva, todos os envolvidos no setor estão buscando reduzir os custos com armazenagem e transporte dos produtos. Objetivo que só poderá ser alcançado com maior visibilidade e rastreabilidade de todos os processos que envolvem o fluxo das mercadorias com a implementação de inovadoras soluções para a gestão e governança, que vão permitir adotar a logística Lean.

CategoriesLogística

Saiba como um sistema logístico pode prevenir fraudes na cadeia de suprimentos

Empresas de todos os portes, em todos os setores da indústria, têm enfrentado muitos desafios na gestão do seu sistema logístico relacionados ao aumento da variabilidade da demanda, ciclos de vida de produtos mais curtos, extensão da cadeia de suprimento, maior foco em servir os clientes de uma forma rentável e, também, fraudes na cadeia de suprimentos.

Dentro das atuais dinâmica e maturidade do mercado brasileiro, as empresas e toda a comunidade de negócios têm buscado adotar práticas mais estruturadas para gerir os aspectos relacionados a controles, compliance, governança e gestão de riscos de fraudes.

Há dois importantes fatores que podem propiciar um cenário de fraude: o primeiro é a geração de oportunidades para a ocorrência de fraudes – são exemplos a falta de sistemas de controles e a autoconfiança dos profissionais. O segundo é a pressão por resultados, que pode fomentar um comportamento que priorize soluções de curto prazo para obtenção de rápidos resultados, em detrimento de uma visão de longo prazo.

O esforço que vem sendo feito para reduzir a incidência de fraudes na cadeia de suprimentos inclui a adoção de práticas de monitoramento e controle que podem ser reforçadas para que a organização tenha uma abordagem mais proativa em relação aos riscos de fraude, tais como controles e monitoramento automáticos obtidos com a implementação de soluções de gestão logística, que oferecem visibilidade em toda a cadeia e também a possibilidade de rever processos e procedimentos, prática fundamental para que os riscos de uma nova ocorrência de fraude sejam minimizados.

Uma estratégia de controle de fraudes na cadeia de suprimentos deve englobar os seguintes pontos, entre outros:

Mapear a cadeia de suprimentos

Investir em tecnologia

Atuar proativamente na gestão de fraudes

Construir uma cultura positiva de segurança

Estabelecer resiliência a novos riscos

Monitorar continuamente fornecedores

Integrar a cadeia de valor do início ao fim

Os desafios da cadeia estendida

Atualmente, as cadeias de suprimentos abrangem centenas de estágios, dezenas de localizações geográficas e uma infinidade de fornecedores, o que dificulta e muito o rastreamento de eventos ou a investigação de incidentes. Sem um rigoroso controle e transparência na cadeia de suprimentos é extremamente difícil a investigação e a responsabilização de eventuais atividades ilícitas ocorridas ao longo da cadeia, o que explica os inúmeros casos de falsificação, trabalho forçado e os diversos escândalos nas cadeias de suprimentos que mancham a reputação e custam milhões às empresas envolvidas.

Os fluxos de informação numa cadeia de suprimentos dependem de que dados sejam efetivamente coletados e disponibilizados pelas soluções de gestão do sistema logístico e pelas redes de informação das diversas partes interessadas.

Além disso, sem controle, clientes e compradores não conseguem, de modo confiável, verificar e validar a real procedência dos produtos e serviços adquiridos, de modo que o preço pago por tais produtos e serviços não refletem o real custo de produção.

Tatiana Revoredo, representante do European Law Observatory on New Technologies no Brasil, destaca que “a complexidade e não integração das cadeias de suprimentos têm dificultado sobremaneira a ampla e eficiente rastreabilidade de ponta a ponta, bem como a fiscalização ao longo da cadeia. A criação de programas de gerenciamento de riscos na cadeia de suprimentos é essencial ao monitoramento, previsibilidade assertiva dos riscos e resposta adequada, já que a falta de visibilidade e transparência na cadeia de suprimentos, tanto interna quanto externa, expõe empresas a diferentes tipos de riscos como fraudes, violação de códigos de conduta, entre outros”.

Os riscos na cadeia farmacêutica e alimentícia

Na indústria farmacêutica questões relacionadas à segurança de medicamentos na cadeia de suprimentos são um tema de extrema relevância. Isto porque a rastreabilidade de ingredientes farmacêuticos “ativos” durante a fabricação é um processo difícil, na medida em que a falha na identificação de medicamentos que não contêm os ingredientes ativos pode, em última instância, causar danos ao paciente ou até mesmo a morte do paciente final.

Daí a importância da adoção de plataformas de gestão logística, como a OKTO, desenvolvida pela Atech, e também do desenvolvimento de aplicações em blockchain, capazes de fornecer uma base para a rastreabilidade completa de medicamentos, desde o fabricante até o consumidor final, e a capacidade de identificar exatamente onde a cadeia de suprimentos se rompe durante um problema.

Já na indústria de alimentos, é impossível saber a quantidade de fraudes no produto, que podem ocorrer em qualquer ponto ao longo da cadeia de suprimentos. “Boa parte das fraudes nos alimentos não acarreta necessariamente problemas de saúde para o consumidor, e as evidências se vão assim que o alimento é consumido. Mas, se ninguém fica doente, ninguém fica sabendo que a fraude aconteceu. Por exemplo: se houve troca de uma espécie de peixe mais cara por outra mais barata, o consumidor não vai adoecer, mas pagará mais caro por um produto de valor inferior. Talvez ele nunca saiba que foi enganado”, diz Roy Fenoff, professor do Departamento de Justiça Criminal da Universidade The Citadel, na Carolina do Sul (EUA), que se dedica há anos ao tema de fraude em alimentos.

Segundo Fenoff, é preciso que fabricante, distribuidor ou varejista saibam com o que estão lidando e entenda os pontos fracos e as oportunidades de fraude em seus processos logísticos, antes de tomar medidas preventivas. Ele lembra que a fraude nos alimentos é algo premeditado e praticado intencionalmente com objetivo de ganho econômico, e que a falta de mecanismos de vigilância e outras ferramentas de prevenção facilitam sua ocorrência.

As soluções apontadas pelos especialistas vão desde a manutenção de equipes preparadas para atuar junto a fornecedores e clientes, passando pelo treinamento contínuo dos próprios funcionários da empresa, o uso de soluções digitais para gestão e rastreamento de cadeias de suprimentos e logística, até o incentivo de programas de denúncias anônimas, o uso de câmeras de vigilância e o monitoramento passo a passo da produção.

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Saiba quais características são fundamentais em um software de gestão de logística

Na era digital, onde os clientes exigem rapidez e personalização, líderes de negócio precisam garantir que a sua cadeia logística, além de ser um fator competitivo, também seja uma garantia de crescimento sustentável. Para se manter competitivo, é hora de agir, unindo estratégia e eficiência com a adoção de um software de gestão logística, integrado a todos os sistemas legados da empresa, visando atingir a excelência operacional.

O fluxo de informações é um elemento fundamental nas operações logísticas. Pedidos de clientes e de ressuprimento, necessidades de estoque, movimentações nos armazéns, documentação de transporte e faturas são algumas das informações que precisam ser integradas e compartilhadas entre todos os envolvidos na cadeia.

Levando em conta as novas demandas, quais são as principais capacidades que o software de gestão de logística deve entregar, apoiando desde o sistema operacional, o controle gerencial, a tomada de decisão até o planejamento estratégico?

Gerenciar custos

A capacidade de gerenciar documentos do processo, pedidos e custos, consolidando diferentes fontes de despesas para o cálculo do custo final, é fundamental para que os gerentes de operações tenham total controle no planejamento da cadeia, de forma centralizada.

Controlar a operação

O software de gestão logística deve permitir o controle avançado da operação do armazém, transporte, pátio e docas, gerenciando serviços, simplificando e sistematizando sua oferta e consumo, independentemente se forem prestados pela própria empresa ou por meio de outros fornecedores. Assim, será possível eliminar perdas de todo o processo operacional, como, por exemplo, superprodução, tempo de espera grande, transporte, processamento inadequado, defeitos, inventários e movimentos desnecessários.

Integrar parceiros

Essa é a base da Logística 4.0, onde empresas são parceiras e compartilham recursos visando reduzir os custos logísticos e aumentar a eficiência operacional. O software de gestão logística deve integrar soluções e processos desde a entrada de pedidos dos clientes até a entrega do produto no seu destino final, garantindo agilidade, segurança e assertividade dos dados coletados, ampliando a competitividade das empresas parceiras.

Oferecer visibilidade

Sem visibilidade dos processos logísticos, não é possível identificar oportunidades de redução de custos, aumentar a eficiência e reduzir o índice de falhas. Na logística 4.0 toda a cadeia se conecta: fornecedores, clientes, fornecedores de clientes e assim por diante – tudo para suprir a necessidade de maior visibilidade e controle de todo o fluxo de produtos, com o gerenciamento integrado das informações e análise dos resultados para as tomadas de decisões estratégicas, por meio de dashboards customizados.

Integrar e analisar dados de IIoT

Atualmente, dispositivos de IIoT (Internet das Coisas Industriais) localizados em diferentes unidades da empresa, ou mesmo de empresas diferentes, trocam informações de forma instantânea sobre compras e estoques e, com a sua integração e análise, permitem uma otimização logística até então impensável, estabelecendo maior integração também entre os elos de uma cadeia produtiva.

Otimizar o transporte

Com o custo relativo ao transporte cada vez mais alto, é cada vez mais importante que os líderes de logística consigam visualizar processos de maneira integrada e com um alto nível de rastreabilidade – não apenas na cadeia de suprimentos, mas em todo o fluxo produtivo. Um eficiente software de gestão logística deve permitir que transportadoras e fornecedores façam o agendamento das entregas e coletas de forma autônoma, respeitando a capacidade da operação.

Gerenciar serviços de coleta

Com um portal de gestão do serviço de coleta, como o oferecido pela Plataforma OKTO, a comunicação entre fornecedores da empresa e agentes de carga é centralizada, entregando notificações de que a carga está disponível para ser coletada. Assim o software de gestão logística permite automatizar a indicação do melhor prestador de serviço, baseado em regras de negócio, considerando nível de serviço, tempo e custo.

Eliminar gargalos

Como em qualquer operação executada através de uma sequência de processos, na cadeia logística é preciso conhecer os tempos de execução em cada processo para identificar o gargalo do sistema. Por isso, é preciso contar com a capacidade de gerenciar eventos, dando visibilidade ao gestor das não conformidades do processo, bem como impedimentos e tratativas. Com o software de gestão logística, os eventos são controlados e monitorados para garantia de uma operação segura e de qualidade.

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Novo módulo de monitoramento de condição da Atech integra toda a cadeia de manutenção

A Atech, empresa do Grupo Embraer especializada no desenvolvimento de soluções e tecnologias para apoio à tomada de decisão, lança no mercado brasileiro um novo módulo de monitoramento de condição voltado para a gestão de ativos industriais.

Parte da plataforma OKTO, que integra soluções de Gestão de Ativos, Logística e Conectividade, o software de monitoramento de condição da Atech reúne em um único dashboard os dados coletados por diversas outras ferramentas usadas para acompanhar o estado de equipamentos industriais, como informações de temperatura, vibração, frequência, entre outros.

Além de permitir análises mais inteligentes por meio do cruzamento de dados de diversas fontes, o software de monitoramento de condição da plataforma OKTO trabalha de forma integrada com o módulo de gestão da execução.

De acordo com Fábio Vieira, responsável pelo portfólio de produtos para Gestão de Ativos da Atech, com o lançamento, a plataforma OKTO se firma como um conjunto de tecnologias capaz de integrar toda a cadeia de manutenção.

“Ao conectar o monitoramento à gestão da execução, podemos disparar ações para o time de manutenção. Trata-se de dar uma utilidade maior às informações que, muitas vezes, já são coletadas pelas empresas, mas precisam percorrer um longo caminho até que motivem a geração de uma ordem de manutenção”, explica Vieira, afirmando que agora é possível automatizar toda a camada tática da gestão da manutenção dos ativos.

“Quando falamos no agronegócio, por exemplo, percebemos que muitas empresas que já monitoram seus ativos, como tratores e colheitadeiras, enfrentam o desafio de tomar decisões com base nesses dados e disparar essas informações para a próxima fase da cadeia. Ou seja, quem monitora sabe que existe um problema, mas depende de outro profissional, que vai passar um rádio, abrir um chamado e então gerar uma ordem de manutenção”, explica.

Todas as integrações possíveis

Além de ser integrado a qualquer ferramenta de monitoramento por meio de protocolos abertos, mesmo sendo parte da plataforma OKTO, o módulo de monitoramento de condição da Atech pode se conectar a qualquer software usado para a gestão da execução.

A tecnologia também pode integrar soluções de conectividade, como redes Mesh, segundo Vieira.

“Esse é o caminho ideal para negócios que contam com instrumentos de medição ainda offline, em que técnicos precisam ir a campo para coletar dados de condição dos equipamentos, reunindo todas as informações em uma única tela”, explica o executivo da Atech.

rastreamento na logística
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Seguir e rastrear: saiba por que esse é o futuro da logística

Apesar das inúmeras tecnologias, o rastreamento ainda é um desafio para muitas empresas do setor. A exigência por informações mais rápidas e precisas e a necessidade de lidar com dados de localização, muitas vezes, sensíveis, obrigam as empresas a encontrarem um equilíbrio entre conjuntos de dados abertos e segurança de dados, algo fundamental para a logística.

No rastreamento de área local, também há alguns problemas técnicos que precisam ser resolvidos. As etiquetas RFID, por exemplo, criam muitos dados que precisam ser filtrados para que se tornem relevantes para a gestão da cadeia de suprimentos. A privacidade também é um questão que precisa ser considerada. Muitos clientes e empresas não sabem que o RFID pode conter informações confidenciais, com dados de cartões de crédito.

Entretanto, há recursos de segurança que criptografam os dados enviados para evitar vazamentos e outros ataques, e que dificultam o rastreamento ilícito de mercadorias ou clientes – apesar dessa tecnologia não ser muito implementada pelas empresas.

O futuro

Especialistas acreditam que a tecnologia de rastreamento encontre seu maior potencial nos mercados emergentes, locais que ainda não são utilizadas com frequência. O software e hardware já estão disponíveis no mercado e continuam em evolução.

Esse aprimoramento do hardware de rastreamento por GPS é uma das razões que levaram a tecnologia para mais produtos de consumo, como roteadores, câmeras e outros dispositivos. As empresas perceberam o potencial das soluções de rastreamento como parte de seus produtos ou serviços e o usam como vantagem competitiva, pois o algoritmo utilizado permite determinar a posição dos objetos com precisão, mesmo que existam obstáculos no caminho.

Empresas lançaram dispositivos de rastreamento que podem ser utilizados para localizar bagagens, chaves e qualquer outro objeto que seja possível colocar uma etiqueta. No futuro, talvez seja possível encontrar qualquer coisa, independentemente do local em se encontra.

Recentemente, novos sistemas de satélite também tornaram possível obter inteligência em tempo real em relação a qualquer embarcação. A tecnologia serve como base para muitos serviços, como sistemas de gestão de frota ou planejamento de rotas, além de estudos sobre impacto ambiental.

Mas, quando se trata de infraestrutura de comunicação necessária para apoiar o rastreamento na logística, o 5G é citado com frequência. Entretanto, apesar de ser citado a todo instante como a solução para todos os problemas de comunicação, ainda não há estudos consistentes sobre quanto tempo levará para ser implementado em todo o planeta.

Até mesmo plataformas baseadas em blockchain estão sendo lançadas para melhorar a visão de toda a cadeia de suprimentos.

Todas essas tecnologias de rastreamento serão usadas para mapear toda a cadeia de suprimentos em tempo real. O objetivo é gerar uma visão transparente de onde um determinado item está e para onde vai. No futuro, informações mais precisas e frequentes, como dados de posição em tempo real, serão adicionadas a essas plataformas, aumentando a transparência e a eficiência da cadeia de suprimentos.

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