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Indústria 4.0: curva de adoção tem que acontecer agora

Líderes de negócios de todo o mundo estão correndo contra o tempo para ganhar vantagem competitiva a partir dos seus investimentos nas tecnologias e soluções que fazem parte do conceito de Indústria 4.0 antes do “ponto de inflexão” da curva de adoção, já pensando na retomada da economia após a pandemia.

O sociólogo Everett Rogers, em seu livro “Teoria de Difusão da Inovação”, identificou cinco personas conforme o seu estágio na curva de adoção de inovação: Innovators, Early Adopters, Early Majority, Late Majority, and Laggards.

Os Early Adopters da Indústria 4.0 podem esperar obter uma maior vantagem competitiva da transformação digital, em contraste com os que fazem parte dos grupos Late Majority e Laggards que simplesmente parecem estar presos ao passado. A maioria dos fabricantes líderes, grandes e pequenos, está atualmente procurando etapas práticas e maneiras sustentáveis ​​de investir em digital transformação para que possa obter os benefícios competitivos de estar na primeira parte da curva de adoção.

Antecipando o ROI

Mas os casos de uso da Indústria 4.0 geralmente exigem investimentos em novas tecnologias, que não são amortizados no mesmo ano. No entanto, os investimentos iniciais podem muitas vezes ser minimizados aplicando a abordagem de MVP (Mínimo Produto Viável), ou seja, pensando em um lançamento no menor prazo possível enquanto ainda fornece um valor comercial relevante em uma determinada área.

O ROI (Return on Investment) do MVP geralmente chega em meses e permite que as empresas provem o potencial econômico do caso de uso e implantem ciclos que maximizem a lucratividade. Com essa abordagem, o lançamento em grande escala pode ser feito por um caso de negócio claro, geralmente com cronogramas de ROI e investimentos mais direcionados do que o inicialmente previsto.

O ecossistema de produção

A Indústria 4.0 é que vai capacitar a implantação da “fábrica inteligente”, um ambiente verdadeiramente produtivo, com benefícios para os fabricantes e para os consumidores, como comunicação aprimorada, monitoramento em tempo real, análise avançada de dados e autodiagnóstico.

Quando pensamos no cenário ideal, uma fábrica inteligente, onde as tecnologias fazem parte do topo da curva de adoção da inovação, é automatizada e automonitorada de forma flexível, onde máquinas, insumos e humanos se comunicam, poupando os colaboradores para outras tarefas produtivas e, finalmente, otimizando os processos de design e produção para aumentar a eficiência operacional.

Sob as camadas, no entanto, existem desafios críticos para fabricantes, como gerenciamento de dados, funcionários com mais qualificação e o risco de incidentes cibernéticos, para os quais felizmente existem etapas e medidas preventivas.

Flexibilidade e eficiência

A implantação do conceito e tecnologias da Indústria 4.0 estão revolucionando as linhas de produção, digitalizando processos, e otimizando a qualidade, manutenção, planejamento, previsão, inovação e descoberta, tempo de colocação no mercado, a eficiência da cadeia de suprimentos e muitos outros aspectos do ecossistema de produção. A captura de dados digitais e fluxo de dados estão permitindo um grau de flexibilidade e eficiência que irá gerar custos de produção significativamente menores, por conta do aumento de escala, agilidade e lucratividade.

A questão sobre a transformação digital na manufatura não é mais “se” investir nela, mas “quando” fazê-lo. Na maioria dos mercados, os Early Adopters que investem em novas tecnologias ou modelos de negócios obtêm uma vantagem competitiva – às custas de

concorrentes que não adotaram. Para os Late Adopters do mercado, o investimento em novas tecnologias ou modelos continua sendo necessário, mas a possibilidade de ganhar competitividade e vantagem desaparece, e eles passam a ser um Laggard, simplesmente alinhados à nova norma do mercado.

Líderes de negócio na área de manufatura estão, portanto, reconhecendo a importância de estar na faixa dos Early Adopters para ficar à frente da concorrência. O mercado está chegando rapidamente ao ponto de inflexão, quando a maioria dos mercados terá adotado a nova tecnologia e modelo de negócios. Esse prazo é ainda mais urgente pela percepção de que esses Late Adopters provavelmente não vão conseguir alcançar a eficiência e lucratividade obtida pelos Early Adopters, independentemente de quando os Late Adopters conseguirem chegar ao topo da curva.

O “novo normal”

As organizações devem considerar uma visão holística da Quarta Revolução Industrial e as maneiras pelas quais ela muda o negócio. A Indústria 4.0 é mais do que apenas tecnologias avançadas: trata-se das maneiras pelas quais essas tecnologias são reunidas e como as organizações podem aproveitá-las para impulsionar as operações e o crescimento.

Provavelmente, a Indústria 4.0 é a razão pela qual não apenas sairemos dessa crise do Covid-19, mas também porque nosso comportamento profissional inevitavelmente mudará no futuro.

São as tecnologias da Indústria 4.0 que estão permitindo às empresas manterem seus negócios em tempo de pandemia, simplificando nossa capacidade de realizar várias tarefas e contribuindo para o trabalho sem estar acorrentado aos limites de um espaço de trabalho centralizado. Nas últimas décadas, a Indústria 4.0 vem otimizando os benefícios da computação móvel e, portanto, os benefícios do trabalho móvel, agora só precisamos começar a adotá-lo ativamente como o “novo normal”.

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Demanda por visibilidade em tempo real deve impulsionar digitalização no setor de transporte

Os dados da cadeia de suprimentos já permaneceram em silos de informações por muito tempo. Quando os dados não são compartilhados, a cadeia de suprimentos e o setor de transporte não podem acessar informações críticas de negócios e somam ineficiências, já que os processos não são otimizados.

Inovadoras tecnologias da Indústria 4.0 que interagem, se comunicam e geram dados vitais sobre o setor de transporte agora estão sendo adotadas e serão fundamentais para a criação da cadeia de suprimentos inteligente e com visibilidade em tempo real. Vamos conferir algumas dessas inovações:

  • Evolução da cadeia de suprimentos inteligente

A evolução da cadeia de suprimentos inteligente e a digitalização do setor de transporte ganhou força há cerca de 3 anos, quando os clientes de frete começaram a exigir visibilidade em tempo real para seus pedidos e remessas. Naquela época, as empresas não conseguiam entender por que não conseguiam rastrear cargas valiosas de caminhões e obter informações de trânsito mais precisas e confiáveis ​​para suas remessas. Mas o setor avançou e inovadoras plataformas de gestão logística, como a OKTO, oferecem ferramentas inteligentes para visibilidade dos dados em tempo real das cargas e suas condições desde o momento em que são coletadas até a entrega.

  • Todos os tipos de dados

O setor de transporte cada vez mais exigirá dados inteligentes e acionáveis. Seu foco não será apenas a obtenção de dados de posição dos caminhões e temperatura, mas outros tipos de dados, como pressão dos pneus, peso do sensor da porta e similares, e se estenderá também à análise e manutenção preditiva. Combinar e analisar dados telemáticos de todas as formas levará a novos modelos de negócios e novos serviços. A automação do processo de integração de novas transportadoras nos sistemas de dados permite que o transporte entre na era inteligente de visibilidade de dados em tempo real.

  • Redes crescentes de parcerias e construção de ecossistemas

Cada vez mais a digitalização do setor de transporte irá proporcionar a visibilidade em tempo real e maior colaboração entre todos os modais. Com dados acionáveis, as empresas de transporte podem firmar parcerias e ter interoperabilidade contínua. As plataformas de visibilidade de dados começarão a compartilhar dados sobre ecossistemas descentralizados usando a tecnologia blockchain. Isso permitirá a coleta e o compartilhamento de dados de acordo com regulamentos como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), da maneira legal correta. Os dados nesses ecossistemas serão disponibilizados para as partes interessadas acordadas (autoridades, remetentes, transportadoras, por exemplo) com base no conhecimento das regras, formato e termos acordados.

  • Desenvolvimento de novos modelos de negócios

Novas plataformas digitais ajudarão a remover as ineficiências do setor de transporte, resolvendo problemas associados à subutilização de ativos, gerando melhor correspondência entre demanda e suprimento e aumentando a visibilidade e a conectividade entre os sistemas. O uso plataformas únicas e integradas, que melhoram a clareza operacional e a conectividade entre sistemas previamente isolados, permite que as partes interessadas se conectem em toda a cadeia de suprimentos.

  • Digitalização de operações

A análise avançada é aplicada para otimizar as operações de precificação, roteamento e consolidação da remessa de carga parcial. Quanto à experiência do cliente, o front-end digital oferece aos clientes uma experiência livre de problemas e melhora a visibilidade operacional interna, automatizando processos anteriormente manuais. A automação dos principais processos internos de negócios certamente simplificará as operações de logística que demandam muito trabalho.

A era da logística e do transporte preditivo

A logística inteligente está começando a moldar uma concepção mais avançada do fluxo de valor logístico, com as plataformas de entrega preditiva sendo integradas aos sistemas de gerenciamento de tráfego. Ela marca o início da era da logística e do transporte preditivo, em que o gerenciamento da cadeia de suprimentos e a tecnologia inteligente preveem antecipadamente atrasos nas remessas em trânsito, permitindo que máquinas autônomas ajustem processos de cronograma de produção e de envio para atender às mudanças nos cronogramas de entrega.

À medida que as remessas preditivas se acelerarem, a cadeia de valor global se tornará mais complexa, contando com algoritmos preditivos avançados e a integração de elementos mais conectados. O setor de transporte se tornará mais inteligente e enxuto, oferecendo um ambiente mais adaptável e ágil.

A era da logística preditiva permitirá que mais dados circulem mais rapidamente pelas redes. Para impulsionar esse nova cenário, será indispensável contar com veículos autônomos, Internet das Coisas (IoT) em larga escala, conexões inteligentes e drones. Outras aplicações específicas da logística, como gerenciamento de frota e manutenção preditiva, serão beneficiadas e impulsionarão maior eficiência na cadeia de suprimentos com maior monitoramento de infraestrutura, automação de processos, medição inteligente e gerenciamento de frota em tempo real.

Grandes transportadoras serão as primeiras a se beneficiar da digitalização e das tecnologias preditivas de logística, permitindo rastrear ativos em tempo real, tomar decisões informadas por meio de fluxos de dados detalhados e se envolver melhor com os clientes. Enfim, é a hora de um setor de transporte mais inteligente.

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Inovação digital aumenta a produtividade no setor minerador

As tecnologias que chegam com a Indústria 4.0 e a inovação digital – como análises avançadas, Internet das Coisas (IoT), automação, Aprendizado de Máquina, robótica, entre outras – proporcionam economias significativas no setor minerador. O aumento da quantidade de dados, a computação mais barata e a disseminação de dispositivos conectados tornam seus benefícios mais disponíveis para as empresas.

O setor minerador está mudando suas estratégias e adotando novos modelos de negócios e operação para incluir a inovação digital. E está fazendo isso de maneira mais rápida e global do que nunca. Uma combinação de volatilidade do mercado, mudança na demanda global, economia de insumos radicalmente diferente, novos locais em busca de mais reservas, foco em um ciclo de vida mais longo dos ativos e um compromisso com a excelência operacional, bem como mudanças de políticas em todo o mundo, estão contribuindo para essa mudança no setor.

Décadas de redução de custos e o envelhecimento da força de trabalho deixaram as empresas de mineração com recursos limitados para se ajustarem. Agora, um conjunto de novas tecnologias em rápida evolução – a inovação digital – abre novas possibilidades para melhorar a eficiência operacional, desenvolver um planejamento mais preciso e ágil, aumentar a conscientização do fornecedor e colaborar com parceiros de negócios em toda a cadeia de valor.

A automação das minas, novos recursos analíticos, trabalhadores digitais, operação remota e autônoma são apenas alguns dos exemplos em que as tecnologias estão beneficiando atualmente o setor minerador, gerando considerável diferenciação e vantagem competitiva. Tudo isso precisa ser analisado com muita atenção para impulsionar o crescimento e aumentar a eficiência.

É fundamental que as empresas de mineração compreendam a inovação digital e suas oportunidades e riscos associados. As possibilidades de novos modelos operacionais e novos níveis de otimização criarão a próxima onda de diferenciação no setor. E quais tecnologias irão realmente fazer a diferença?

  • Operações autônomas

A operação autônoma é uma das inovações digitais que vem sendo utilizada no setor de mineração, empresas que agora operam enormes equipamentos pesados, como caminhões fora de estrada, perfuradoras e recuperadoras, sem a presença de operadores. A segurança é novamente um benefício, pois menos pessoas – os operadores – precisam permanecer em locais industriais perigosos. O grande impacto, no entanto, pode ser verificado pela diminuição da variabilidade nos resultados da produção, o que leva a uma operação mais consistente e eficiente.

  • Mobilidade

Um dos grandes usos dos aplicativos de mobilidade está relacionado à utilização de dispositivos de posição geográfica que permitem rastrear e localização de pessoas, equipamentos e outros ativos. Com isso é possível obter níveis mais altos de segurança, pois a localização das pessoas pode ser controlada, delimitando lugares perigosos. O controle da posição de ativos e pessoas em relação às atividades programadas também leva a melhor produtividade. Uma empresa de mineração, por exemplo, pode utilizar dispositivos de identificação geográfica para controlar os movimentos dos funcionários, equipamentos e ativos dentro de suas instalações durante a execução de uma grande recuperação em uma de suas plantas.

  • Análise de dados

O setor de mineração ainda tem muito a ganhar com tecnologias de análise de dados para melhorar seu processo de tomada de decisão. Muitas empresas efetivamente agregam parte das informações operacionais disponíveis e, através de sofisticados processos de análise, otimizam a produtividade. Uma empresa pode, por exemplo, utilizar informações de telemetria enviadas por caminhões em modelos analíticos para prever falhas. A análise em tempo real permitirá o contínuo e rápido ajuste nos processos de produção, proporcionando mudanças nos níveis de produtividade.

  • Trabalhador digital

A produtividade do trabalhador digital, alimentado por dispositivos vestíveis e realidade aumentada, proporcionará ganhos incríveis nas atividades de manutenção de ativos, reduzindo drasticamente o tempo de inatividade de ativos críticos na linha de produção.

  • Drones

A inspeção de transportadores de correia ou linhas de transmissão aérea cobrindo milhares de quilômetros será possível em períodos mais curtos e com maior eficácia devido à combinação de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) com câmeras especiais.

  • Sensores inteligentes

Os sensores se tornarão cada vez mais poderosos e inteligentes. Um bom exemplo é a utilização de câmeras com análise de vídeo. A capacidade de processar um fluxo de imagens em tempo real já permite uma infinidade de controles que vão desde a detecção de anomalias (por exemplo, incêndio, poluição, resíduos em vagões, áreas de aquecimento em linhas de energia) a métodos sofisticados de contagem, rastreamento e identificação de pessoas e objetos.

O valor da inovação digital

O valor intrínseco da inovação digital permite que o setor minerador otimize seus processos e, a partir dos exemplos vistos acima, podemos perceber os seguintes benefícios:

  • Uso eficaz de dados para tomadas de decisão em tempo real e baseadas em insights e otimização contínua
  • Possibilidades sem precedentes de operação autônoma, controle remoto de ativos e rastreamento de equipamentos e pessoas
  • Maior colaboração e compartilhamento de conhecimento entre as equipes de operações dentro e fora da organização
  • Entrega de soluções muito mais flexíveis e responsivas às novas demandas de negócios
  • Gestão de ativos preditiva e baseada em condição e gestão otimizada de frotas
  • Melhor controle de meio ambiente e segurança
  • Menores custos operacionais
  • Maior rendimento e produtividade
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Conheça 5 conceitos da Indústria 4.0 para o setor elétrico

A tecnologia tem sido cada vez mais adotada por todos os principais setores da indústria nos últimos anos – e o setor elétrico vem adotando as tecnologias e passando por grandes transformações, desde a forma de gerar e distribuir energia até a forma de se relacionar com os clientes. A Indústria 4.0 não está mais associada apenas à substituição da papelada por sistemas eletrônicos automatizados. O próximo passo é reinventar as maneiras pelas quais as empresas do setor elétrico fazem negócios, envolvem seus clientes e interagem com eles. E não vamos esquecer a Energy 4.0, uma palavra de ordem usada para entender a revolução digital neste setor.

Mas, para ir além do jargão, exploraremos os principais conceitos e tecnologias relacionados à Indústria 4.0 no contexto da gestão de ativos e do uso de conexões inteligentes no setor elétrico:

Monitoramento extensivo

O desenvolvimento de tecnologias para automação e monitoramento de processos industriais permite a captura de dados em quantidades cada vez maiores, permitindo análises cada vez mais poderosas. No gerenciamento do setor de energia, sofisticados equipamentos (soluções de Internet Industrial das Coisas – IIoT – e medidores inteligentes) são capazes de interpretar dados que permitem a compreensão de processos, monitorando variáveis ​​que avaliam desde a energia consumida, por exemplo, a índices que descrevem a qualidade da eletricidade consumida.

Além dos avanços tecnológicos, os custos de aquisição e instalação de sensores e instrumentos modernos tornaram-se cada vez mais acessíveis, permitindo uma compreensão ampla e profunda das características dos processos industriais, oferecendo redundância de medições e obtenção de dados de alta qualidade – essencial para planejamento, controle e melhoria da eficiência energética e eficiência operacional.

Internet Industrial das Coisas

A Internet Industrial das Coisas é outro conceito amplamente discutido e refere-se a toda uma “rede de dispositivos físicos que inclui sensores, atuadores, eletrônicos e conectividade, permitindo a integração do mundo físico com os sistemas de computadores”. Em nosso contexto, a Internet Industrial das Coisas, um termo frequentemente usado como sinônimo da Indústria 4.0, refere-se à aplicação de tecnologias como Machine Learning e Big Data para explorar dados de sensores, comunicação entre máquinas (M2M) e sistemas de automação para melhorar processos industriais e de fabricação.

Na gestão do setor de energia, a Indústria 4.0 é realizada a partir da conectividade entre instrumentos de medição e de toda a arquitetura de informações e automação, ampliando as capacidades de coleta, comunicação e armazenamento de grandes volumes de dados relacionados ao consumo, geração e transformação de insumos energéticos.

Energia inteligente como parte da cidade inteligente

A crescente urbanização tornou globalmente as cidades como ponto zero para o reexame das políticas ambientais. Ao implantar tecnologias de Internet das Coisas (IoT) e de conexões inteligentes, as chamadas smart cities pretendem aumentar a qualidade de vida e reduzir o consumo de energia. Empresas, gestores públicos e empreendedores nas cidades trabalharão juntos para garantir que as áreas urbanas participem da revolução energética.

Análise de grandes volumes de dados

Aplicações industriais típicas podem envolver milhares de medidores coletando dados em grande quantidade, gerando gigabytes de dados por dia – em aplicativos de qualidade de energia, por exemplo, medidores especializados hoje visualizam a rede a cada milissegundo.

Essa abundância de dados e a crescente disponibilidade de recursos computacionais permitem a aplicação de técnicas específicas de Inteligência Artificial com o objetivo de facilitar a previsão de variáveis ​​e a identificação de padrões de interesse em diversos processos industriais.

Devido à própria natureza dos fenômenos que produzem dados coletados de operações industriais e às limitações dos instrumentos usados ​​para capturá-los, o desenvolvimento de modelos de previsão baseados em dados coletados de operações industriais envolve níveis consideráveis ​​de ruído e impõe pressões adicionais sobre os requisitos de volume, variedade, velocidade e veracidade dos dados, algo comum aos aplicativos de Big Data. Algoritmos eficientes para o processamento da qualidade dos dados estão se tornando tão essenciais quanto os algoritmos para a construção de modelos de previsão.

Na gestão do setor de energia, os dados disponíveis podem dar origem, por exemplo, a:

  • Modelos de previsão para o consumo de energia (ou geração de energia) das operações, começando pelos níveis de produção planejados ou outras variáveis ​​contextuais
  • Modelos para aprender e estabelecer os modos ideais de operação, que permitem níveis efetivos de consumo de energia
  • Modelos para analisar a eficiência energética dos processos, a partir da captura de variáveis ​​de entrada e saída e conhecimento dos fenômenos de transformação envolvidos

Eficiência e sustentabilidade

Por trás de todo o investimento na Indústria 4.0, existe um objetivo comum: aumentar a eficiência e a competitividade de uma operação. Os benefícios são diretos e têm o potencial de estabelecer um ciclo virtuoso de investimento, resultado e reinvestimento: mais competitividade resulta em melhores resultados financeiros; com mais dinheiro disponível, mais investimentos podem ser direcionados à expansão da capacidade, tecnologias de produtividade, eficiência operacional e eficiência energética; maior eficiência garante níveis mais baixos de emissão de gases de efeito estufa, reduzindo o impacto ambiental, além de melhorar a qualidade do trabalho, que afetam positivamente a comunidade.

CategoriesImprensa Corporativa – Excelência Operacional

Saiba como combinar o Lean com a Indústria 4.0

Por Jefferson Castro, Gerente de produto da Atech

Não é de hoje que as empresas têm adotado os princípios e as ferramentas Lean para reduzir a complexidade de suas operações, aumentar a eficiência e a produtividade de seus processos operacionais, visando principalmente reduzir desperdícios e custos e gerar mais valor para o cliente.

A implementação da filosofia Lean permite obter uma visão holística de toda a cadeia de valor, garantindo uma cultura de melhoria contínua e excelência operacional a partir do monitoramento dos processos, otimizando as operações, identificando desvios e garantindo a entrega de produtos com a qualidade e nos prazos determinados nos objetivos de negócio. A filosofia Lean também desenvolve os sensos de autonomia e responsabilidade, pois os colaboradores têm voz e papel mais ativo na melhoria do processo produtivo.

E como a metodologia Lean pode se combinar com a Indústria 4.0? Na verdade, as suas bases têm diversos pontos em comum, como ganhos de eficiência, otimização de tempo e redução de custos. Com sistemas que possibilitem a melhoria contínua de sua produtividade a partir da tomada de decisão baseada nos dados enviados por sensores e soluções de IoT (Internet das Coisas) embarcados nos equipamentos e plataformas de gestão capazes de transformar dados em insights, a Indústria 4.0 vem se consolidando como a evolução dos métodos Lean.

Como o Lean e a Indústria 4.0 se complementam

Filosofia e tecnologia, nesse caso, caminham juntas. Em primeiro lugar, a filosofia Lean sempre teve como foco o cliente e, com inovadoras tecnologias digitais, os líderes de negócio passam a ter uma visão mais clara das necessidades e demandas de seus clientes.

Em segundo lugar, temos a cultura de melhoria contínua que, com o poder de análise embarcado nas plataformas de gestão de ativos, passa a ser guiada por um olhar holístico que antecipa necessidades, reduzindo custos com períodos de inatividade e otimizando a gestão da execução da manutenção.

E, em terceiro lugar, como a filosofia Lean visa eliminar todos os desperdícios na cadeia de valor – desde o pedido do cliente até a entrega do produto –, a base da Indústria 4.0 é fundamental para uma maior eficiência em toda a cadeia produtiva, com a conectividade entre máquinas e processos, a integração dos sistemas e análise de dados.

Assim como também é fundamental a presença de uma plataforma de gestão que permita a troca de dados em tempo real, removendo as atividades que não agregam valor, identificando as causas-raiz dos problemas de desempenho e acelerando a validação das medidas de melhoria, permitindo uma implementação mais rápida de ações em toda a fábrica.

Ao final, o objetivo sempre é aumentar a capacidade produtiva, reduzir custos, entregar produtos com alta qualidade e gerar mais valor para o cliente. Essa é a perfeita união entre o Lean e Indústria 4.0.

Saiu na mídia: Instituto Information, InforChannel, Channel 360º, Revista Equipamentos, Guia Rei, CIO, Jornal Empresas & Negócios, Jornal Empresas & Negócios, Indústria 4.0, IT Trends, Cargo News, Fórum de Manufatura, IT Fórum 365, O Setor elétrico, Indústria 4.0, Portal Inovemm, Jornal Empresas & Negócios, Jornal Empresas & Negócios

CategoriesImprensa Corporativa – Conexões Inteligentes

Não saia de casa: Conectividade permite gestão remota de equipamentos

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

O isolamento social é a ação mais recomendada pela OMS para conter a pandemia do novo coronavírus, mas muitos de nós não podemos ficar em casa todo o tempo, mesmo que evitemos ao máximo os deslocamentos. Entre os profissionais que não podem adotar o home-office em tempo integral estão os responsáveis pela gestão de ativos.

Mas como eles podem cuidar da manutenção dos equipamentos de suas plantas à distância? Mesmo com a produção parada ou operando de forma mínima, máquinas precisam ser mantidas em boas condições de funcionamento. Caso contrário, os prejuízos podem ser incalculáveis.

Mas as empresas que já investiram em conexões inteligentes, como a oferecida pelas redes MESH, têm uma grande vantagem competitiva nesse cenário de crise. Com conectividade robusta, confiável e escalável é possível fazer a gestão praticamente de forma remota dos equipamentos com informações em tempo real.

Tudo começa com o conceito de Indústria 4.0 e na abordagem dos ativos como uma rede integrada, e não como um conjunto de máquinas isoladas. Com plataformas unificadas para o gerenciamento de ativos, é possível integrar todos os sistemas legados e reunir os dados enviados pelos sensores a partir de soluções de conexões inteligentes, mesmo que alocados em múltiplas bases, formando uma base única de dados.

Todos os dados coletados pelos sensores em máquinas paradas ou em operação mínima, contextualizados e em tempo real, são transformados em indicadores de manutenção e enviados em dashboards amigáveis para o dispositivo preferido do gestor via plataforma de gestão de ativos.

Com isso, o responsável pela manutenção só se deslocará para o local em caso de real necessidade, ou pode acionar o colaborador mais adequado para a tarefa de forma remota, indicando exatamente o local de instalação do equipamento e tipo de manutenção necessária, entre outras informações.  E como o responsável pelo reparo já recebeu os dados em tempo real via redes MESH, ele pode melhorar o índice de resolução na primeira visita, já que teve acesso remoto a todas as informações possíveis e com possibilidade maior de já identificar qual seria o problema.

Conectividade é a base de um ecossistema de informações

Novas aplicações de Internet das Coisas (IoT) estão entregando melhorias consideráveis nos processos industriais, como o uso de sistemas autônomos, que permitirão que os insumos sejam processados com maior produtividade, além de garantir maior precisão nos processos produtivos; o uso de sensores que, capturando dados em tempo real poderão prevenir eventuais problemas e garantir a segurança, a eficiência energética e o bom funcionamento dos sistemas integrados e também a implantação de aplicações voltadas para a manutenção prescritiva e preditiva, que poderão antever a necessidade de reposição de peças e eventuais desgastes.

Essa conectividade é garantida com eficiência pela rede MESH, que consiste em nós (pontos) de rádio organizados em uma topologia mesh (em malha), que se conectam sem fios, e sem envolver uma companhia telefônica ou um provedor de serviços de internet.

Analistas indicam que essa tecnologia deve predominar no futuro devido ao seu alto grau de escalabilidade, caráter colaborativo e baixo custo. Em tese, não há limite para o tamanho da cobertura de uma rede de dados; ela será do tamanho do número de máquinas, terá a forma da distribuição dos equipamentos na sua planta e sua força será diretamente proporcional à densidade de equipamentos conectados, fazendo com que o uso das redes MESH seja uma vantajosa solução para garantir a conectividade.

A tecnologia deve ser sempre uma aliada, seja nos negócios ou na preservação da vida. Já que é possível, vamos aproveitar as inovações da Indústria 4.0 e fazer a nossa parte para tentar conter a pandemia.

Saiu na mídia: Indústria 4.0, Agro News Brasil, Portal do Agronegócio, Jornal Empresas & Negócios, Jornal Empresas & Negócios, Instituto Information

CategoriesGestão de Ativos,  NXT,  Siderurgia

Conheça os desafios da Indústria 4.0 na Indústria Siderúrgica

A Indústria Siderúrgica vem aproveitando as oportunidades de melhoria na produção oferecidas pelos sistemas e soluções que fazem parte da Indústria 4.0, implantando processos de produção inteligentes. ” e aproveitando as oportunidades apresentadas pela Indústria 4.0. A Indústria 4.0 significa siderúrgicas quase autônomas, com pessoas, produtos e instalações de produção totalmente conectados através da Internet das Coisas (IoT), documentando e avaliando todas as etapas da produção.

Na Indústria Siderúrgica, os sensores coletam grandes quantidades de dados e essas informações são interpretadas pela Inteligência Artificial (IA). Isso otimiza a linha de produção e cria sinergias em toda a instalação. E uma grande variedade de sistemas eletrônicos de medição e monitoramento registra, interage com a rede e usa numerosos parâmetros de máquina e produto para controlar a produção e garantir a qualidade. Isso facilita o planejamento de paradas para manutenção, aumenta a produtividade e garante a melhor qualidade.

Conjuntos de dados sobre o processo siderúrgico já estavam disponíveis anteriormente, mas as tecnologias da Indústria 4.0 estão abrindo novas possibilidades que permitem aos produtores de aço coletar mais dados de maneiras diferentes, dentre uma infinidade de sensores inteligentes e sistemas inteligentes que se comunicam através de uma rede local.

Por exemplo, quando uma laje de aço chega ao forno de reaquecimento, os sensores a laser verificam a entrada de ar. Os resultados são devolvidos à IA para obter a temperatura certa na placa. O calor da parte superior e inferior da laje de aço é então medido para aferir se há uma diferença.

As usinas siderúrgicas são operações 24/7, que precisam estar on-line. Assim como você não pode substituir o motor de um avião enquanto está no ar, é muito difícil substituir unidades individuais uma por vez na planta.

A digitalização também muda a maneira como a Indústria Siderúrgica interage com fornecedores e clientes, por exemplo, usando novas plataformas, aplicativos e outros sistemas on-line que oferecem rastreamento de pedidos e outros serviços. Assim, abre possibilidades para modelos de negócios totalmente novos.

Desafios da Indústria 4.0

A implementação da Indústria 4.0 traz mudanças significativas em muitos setores industriais e nos seus modelos de negócios e, claro, também na Indústria Siderúrgica. É por isso que devemos estar cientes dos desafios e entender como enfrentá-los neste momento de transformação.

Baixa segurança e desempenho

Provavelmente o maior obstáculo é a segurança digital. Integrar uma enorme quantidade de dados em diferentes sistemas através da rede de computadores não é uma tarefa simples. Com os dispositivos recém-conectados e a computação em nuvem, há novos riscos para a sua rede. À medida que o acesso à informação é ampliado, aumentam os riscos de violações de dados.

Manter as informações fora do alcance de pessoas mal-intencionadas é uma das principais prioridades para a TI. Existem novas medidas e ferramentas para rastrear e prevenir problemas, garantindo que a transmissão de dados seja segura.

A estabilidade, desempenho e confiabilidade da rede é outro ponto importante para a Indústria 4.0 para oferecer os benefícios esperados. Evitar problemas técnicos produz uma inovação mais bem-sucedida. Afinal, sistemas estáveis ​​e robustos são a base da comunicação entre máquinas.

Falta de conhecimento

A nova força de trabalho precisa agregar novas habilidades e conhecimentos, e a maioria das empresas está lutando para preencher cargos especializados. A falta de treinamento está atrasando o desenvolvimento e fazendo com que as empresas percam a competitividade no mercado.

Custos de implantação

O alto valor para implantar todos os serviços, aliada à falta de habilidades, são algumas das principais barreiras da Indústria 4.0. Levará ainda algum tempo para que todas essas tecnologias se tornem realmente acessíveis. Mas a Indústria Siderúrgica pode priorizar áreas críticas e começar com provas de conceito.

Uma solução para esse problema é trabalhar com parceiros de serviço. A Indústria Siderúrgica mão precisa contar com especialistas em TI e desenvolver sistemas e soluções proprietárias de IoT. A melhor estratégia é contar com um parceiro para implementar as soluções certas. Isso pode ajudá-lo a reduzir custos e alcançar um alto nível de desempenho.

Também é importante lembrar que, na maioria dos casos, esses ganhos de desempenho superam o investimento em tecnologia. Economizando recursos, otimizando processos e reduzindo falhas, é possível aumentar a produtividade e a eficiência da organização.

Novas tendências

A Indústria 4.0 está redefinindo o modelo de manufatura com novas tendências, ideias e tecnologias com soluções digitais projetadas para otimizar as operações da fábrica e aumentar a eficiência.

Por meio da automação e análise de Big Data, as fábricas digitalizadas contarão com equipamentos que podem tomar decisões proativas e baseadas em evidências. A nova face da manufatura também demonstrará produção customizada e personalizada em alta escala, com a otimização de padrões de comportamento e clientes mais engajados.

À medida que o ritmo da tecnologia acelera, a fabricação inteligente depende de métodos ágeis e iterativos para acompanhar as novas demandas. As empresas da Indústria Siderúrgica que aprendem, adotam e implementam técnicas da Indústria 4.0 estarão mais bem preparadas para ter sucesso no futuro digital.

CategoriesBeginner,  Excelência Operacional

Saiba como preparar sua equipe para a Indústria 4.0

Imagine que você recebeu a missão de supervisionar a construção de uma nova fábrica otimizada com as mais recentes tecnologias digitais, incluindo robótica avançada, sensores, impressão 3D, análise de dados, automação e Internet das Coisas (IoT). Você tem um orçamento ilimitado, exceto que a empresa exige que toda a tecnologia permaneça em um sistema operacional Microsoft DOS. 

Impossível, certo? Mesmo se você pudesse implantar alguns sistemas que poderiam funcionar, tornar essa planta apropriada para competitividade exigida pela Indústria 4.0 seria uma tarefa impossível. 

Ainda assim, muitos fabricantes estão fazendo algo semelhante com sua força de trabalho. Eles se concentram em investir em novas tecnologias, enquanto aplicam estratégias de gestão de pessoas desatualizadas. Enquanto isso, continua a aumentar o gap entre as habilidades que os trabalhadores possuem e as que os empregos na Indústria 4.0 realmente exigem. 

A Indústria 4.0 está mudando o cenário da indústria e os funcionários precisam estar preparados. Isso significa mais do que atualizar suas habilidades e adquirir conhecimento  extremamente importante – mas há algumas outras coisas que você pode fazer para eliminar ou pelo menos reduzir drasticamente esse gap. 

Aqui estão três maneiras de preparar sua equipe para a Indústria 4.0: 

Abrir um canal de comunicação

A comunicação é sempre fundamental, mas é especialmente importante em tempos de mudança. Na medida do possível, informe seus colaboradores sobre as alterações e como eles serão afetados. 

Além disso, é preciso esclarecer as novas funções. As responsabilidades de cada colaborador e da equipe estão passando por um período de mudança, que às vezes pode causar confusão. Muitas vezes os colaboradores deixam de ser proativos porque confiam na tecnologia para resolver tudo. Essa tendência pode ser combatida por boa liderança e esclarecimento dos papéis e posições em evolução. A direção clara também ajuda a evitar divisões internas e mal-entendidos motivados pelo medo de estabilidade no emprego no futuro.  

Quando todos estiverem na mesma página, as alterações serão muito menos estressantes e o período de transição será mais curto. Os departamentos de RH têm um grande papel a desempenhar nesse processo, traduzindo decisões de gerenciamento em planos acionáveis e bem comunicados. 

Treinar as novas habilidades necessárias na Indústria 4.0

Conforme o cenário vai se transformando, as posições também vão mudando. Isso significa que existem grandes oportunidades para aprender e crescerHá uma escassez de funcionários treinados para adotar as tecnologias e metodologias da Indústria 4.0 – então treine as pessoas boas que você já tem! 

Os executivos devem fazer um esforço conjunto para treinar e envolver seus funcionários para que a Indústria 4.0 decole. Isso significa investir tempo, orçamentos e energia para garantir o bom funcionamento – reconhecendo onde estão as novas oportunidades de trabalho e que tipo de reciclagem é necessária.  

Os gestores devem investir ativamente em sua força de trabalho por meio de esforços de reciclagem e atualização das atuais habilidades dos funcionários, para que possam gerenciar processos automatizados ou assumir tarefas “criativas” que têm menos probabilidade de serem substituídas pela automação. Além disso, à medida que as tarefas automatizadas são implementadas, o treinamento simultâneo de trabalhadores existentes com as habilidades incrementais necessárias para trabalhos de nível superior (por exemplo, análise de dados, melhorias de processo) pode ajudar a mitigar a ameaça percebida da automação. 

Administração e RH devem assumir um papel ativo nesse processo, identificando funcionários de alto potencial e oferecendo a educação e o treinamento que se alinham com os cargos de maior habilidade e identificando aqueles indivíduos com maior probabilidade de permanecer na empresa a longo prazo. 

Os modelos de treinamento e aprendizagem cruzada são ideais e podem ser refinados para atender às necessidades atuais e futuras de uma empresa em particular. Algumas empresas, por exemplo, aproveitaram para recrutar funcionários experientes em fase de aposentadoria para treinar trabalhadores mais jovens. Os empregadores também obtiveram grande sucesso usando programas de incentivos salariais para impulsionar os funcionários a aprender novas habilidades. 

Aproveitar a experiência dos recursos internos

Embora o recrutamento de novos talentos seja essencial, é fundamental que as empresas façam um inventário de seu conjunto de talentos internos – particularmente colaboradores mais velhos e mais experientes, que estão mais familiarizados com a fábrica e têm conhecimento prático da empresa e de sua cultura. Uma vez que esses funcionários saem pela porta, o mesmo ocorre com os conhecimentos adquiridos durante anos de experiência prática – experiência que eles podem compartilhar com uma nova geração de trabalhadores. 

Então, como os empregadores retêm os melhores colaboradores? À medida que a automação assume tarefas de nível inferior e aumenta a necessidade de mão de obra qualificada, o setor está experimentando pacotes de salários e benefícios médios mais altos para atender à demanda de trabalhadores qualificados. Iniciativas de qualidade de vida, como horários de trabalho flexíveis mantêm os funcionários engajados e felizes no trabalho. Melhorias no próprio local de trabalho também se mostraram bemsucedidas.  

 

CategoriesImprensa Corporativa – Excelência Operacional

Métodos ágeis são fundamentais na jornada rumo à Indústria 4.0

Por Paulo Tiroli, Product Owner na Atech

Segundo a pesquisa “Manufatura Avançada e Indústria 4.0”, realizada pela FIESP, com 227 empresas, 32% dos entrevistados nunca ouviram falar em quarta revolução industrial, Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada. Entre outras descobertas, o estudo mostrou ainda que, mesmo que 90% concordem que a Indústria 4.0 “vai aumentar a produtividade” e que “é uma oportunidade ao invés de um risco”, apenas 5% se sentem “muito preparados” para enfrentar esses desafios, enquanto 23% se sentem “nem um pouco preparados”.

Isso acontece porque a jornada rumo à Indústria 4.0 não exige apenas novas máquinas, sistemas e ativos, mas, principalmente, uma gestão de alta performance – algo que abrange não apenas tecnologias, mas pessoas e processos cada vez mais eficientes. O sucesso na indústria depende da capacidade de conquistar resultados de valor para seus clientes e isso exige, além de tecnologias, a capacidade de engajar pessoas em processos eficientes.

Não por acaso, a gestão Lean – e consequentemente os métodos ágeis – despontam como alternativa à gestão tradicional de projetos e como base para a Indústria 4.0, pois permite aprimorar processos, aumentar a produtividade e encurtar os ciclos de entrega com o envolvimento de equipes cada vez mais multidisciplinares e focadas, resultando em melhor qualidade.

Atuando no aperfeiçoamento de processos, a pensamento Lean consiste na busca constante pela redução de custos e pelo aumento de produtividade, impulsionando as empresas a superar os desafios da indústria, combatendo desperdícios, facilitando a identificação e a correção de falhas e, principalmente, engajando colaboradores e liderenças no objetivo estratégico de aumentar a eficiência operacional.

Métodos ágeis adicionam abordagens voltadas à eficiência e à produtividade, simplificando processos antigos e oferecendo uma maneira mais direta de lidar com os problemas encontrados.

Essa base é fundamental para os projetos voltados para modernização e Indústria 4.0. Com a implantação de metodologias ágeis, é possível otimizar os resultados dos projetos e reduzir os riscos de adoção de novas tecnologias, sistemas e soluções, garantindo que os investimentos vão trazer o máximo de retorno e vão, de fato, trazer ganhos em produtividade e redução de custos.

Dados como os divulgados pela FIESP mostram que já é de conhecimento da indústria brasileira que a quarta revolução industrial vai trazer uma série de ganhos em eficiência operacional, e que existe uma grande necessidade de desenvolvimento e implantação de sistemas e soluções que permitam alcançar os benefícios esperados com a transformação digital. Porém, antes de tudo, cada negócio precisa analisar em que estágio estão dessa jornada.

Nem todas as empresas já construíram a base necessária para extrair todos os benefícios dessa revolução, e as metodologias ágeis se encaixam perfeitamente nesse cenário, ajudando a pavimentar este caminho ao garantir um alinhamento de excelência entre pessoas, processos e tecnologias.

CategoriesGestão de Ativos,  Pro

Saiba o que é IIoT e como implementar no seu negócio

O setor industrial tem enfrentado muitos desafios, incluindo a pressão para reduzir custos operacionais, ineficiências operacionais, orçamentos reduzidos e a necessidade de lançar produtos com mais rapidez. Mas a adoção de soluções de IIoT (Internet das Coisas Industriais) pode permitir que as empresas se diferenciem com o aumento da produtividade e a redução do risco operacional, melhorando, assim, a qualidade do produto e a satisfação do cliente.

O grande desafio está em avaliar a melhor maneira de implementar softwares e sistemas de Internet das Coisas Industriais e fazer valer as promessas de maior eficiência e mais valor para o negócio.

Quando se começa a planejar uma estratégia de IIoT, geralmente os primeiros questionamentos incluem:

Como saber quais sensores funcionarão com nossas máquinas

Como avaliar que tipo de infraestrutura de rede será necessária para aumentar nossa eficiência

Como criar uma rede de informações complementar na produção que permita planejar e monitorar a produção e manutenção em tempo real

Como conectar e integrar redes independentes tais como logística e fornecedores

Como saber qual tipo de plataforma comprar para integrar e interpretar os dados gerados por todas as redes

Como estabelecer padrões de interoperabilidade e de segurança para garantir que os dados sejam compartilhados com confiança entre as empresas

A jornada rumo à IIoT

Para aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo avanço da tecnologia e fazer a transição para a era da Internet das Coisas Industriais, as empresas precisam transformar sua estratégia e sua cultura organizacional, avaliando as seguintes etapas para implementar uma jornada sem atrito:

Adote uma abordagem baseada em ideação – O momento de ideação, uma das fases do Design Thinking, é o processo de formação de ideias e conceitos para resolver problemas específicos e, com esse conceito, os responsáveis pela digitalização da empresa poderão avaliar as características de cada tecnologia e solução de Internet das Coisas Industriais e identificar como cada uma vai impactar o negócio. Pensando em cada processo é possível entregar para cada unidade de negócio uma oportunidade de melhoria e de otimização de processos, e não apenas uma tecnologia.

Crie business cases – Somente apresentar o problema e a oportunidade não são suficientes para justificar a implementação de soluções de Internet das Coisas Industriais. É preciso mostrar como elas vão gerar novos fluxos de valor e também aprimorar os já existentes, combinando tecnologia e inovadores modelos de negócio.

Nova experiência de usuário para IIoT – A experiência do usuário (UX) de IIoT abrange uma vasta lista de tecnologias e técnicas de design, impulsionada por quatro fatores: novos sensores, novos algoritmos, novas arquiteturas de experiência e contexto. O sucesso de uma estratégia de implementação de soluções de IIoT depende da adoção dessas tecnologias e, por isso, é preciso entender como os usuários as querem usar e em quais ambientes.

Governança de IIoT – Com a contínua expansão da Internet das Coisas Industriais, a necessidade de uma estrutura de governança que garanta o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IIoT se tornará cada vez mais importante. A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias de dispositivos e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles.

A cultura do compartilhamento – A Internet das Coisas Industriais ajuda a melhorar a produtividade e reduzir os custos, mas o seu pleno potencial econômico só será alcançado se as empresas se beneficiarem da tecnologia digital para ir além dos ganhos de eficiência e utilizarem o valor das informações para criar novos mercados e fontes de receita. Isso significa mudar radicalmente a forma como as empresas fazem negócios: trabalhando com os concorrentes, formando parcerias com outras indústrias, redesenhando estruturas organizacionais e investindo em novas habilidades e talentos.

 

 

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