CategoriesConexões Inteligentes,  Melhoria Contínua

Quais são as próximas tendências de IoT para o chão de fábrica?

A indústria 4.0 permite às empresas que transformem os ambientes de suas fábricas, conectando-os por meio de sensores e dispositivos projetados para coletar dados que permitem aos gestores terem uma visão completa das operações e como elas estão interligadas aos negócios, com o intuito de aumentar a eficiência, a produtividade e o desempenho geral da empresa. 

 

Inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina, sistemas na nuvem e a IoT industrial  (IIoT) já estão mudando a manufatura e abrem portas para que outras tecnologias tenham acesso ao chão de fábrica e ofereçam novas oportunidades para produzir mais em menos tempo e com menos custos. 

 

Gartner havia previsto que em 2020 cerca de 20 bilhões de sensores e dispositivos IoT estariam conectados e em funcionamento no mundo inteiro, e levantamento da Microsoft mostrou que 85% das indústrias têm ao menos um projeto de IIoT em andamento.  Com isso, especialistas acreditam que 2021 será o ano da IIoT 

 

Então, embarcar em uma jornada de transformação digital deixa de ser uma opção e passa a ser essencial para estratégia de negócios de uma empresa. 

 

Tendências para tornar o chão de fábrica mais inteligente

É no chão de fábrica que tudo começa, é para lá que o material necessário para a produção é enviado e o trabalho é feito. E, quase todos os dias, novos dispositivos e tecnologias surgem para oferecer novas formas de conexão e inovação. 

Aprendizado de máquina

Algoritmos permitem analisar diversos fatores e treinar a máquina para reconhecer falhas e, caso necessário, alertar os operadores sobre um problema futuro. Ou seja, a máquina aprende com seus próprios erros e pode se adaptar para superar essas falhas sem que o operador precise realizar alguma mudança na programação. O aprendizado de máquina também permite antecipar o planejamento do uso da máquina, prevendo os possíveis tempos de inatividade, abrindo espaço para tornar a manutenção também mais inteligente. 

Edge computing

IoT, por meio dos sensores, envia milhares de informações para a nuvem para serem analisados. O edge computing (ou computação de borda) processa parte dessas informações localmente antes ou, até mesmo, no lugar de enviar para a nuvem.  Essa maior agilidade, é essencial para processos produtivos que dependem de decisões em tempo real, ou em locais que a conectividade é falha ou inexistente. 

IoT as a service

Uma plataforma SaaS permite o nível de personalização necessário para atender às características e necessidades de um projeto de IoT  com dezenas de máquinas, cada uma com uma função diferente, incluindo o acesso aos recursos diretamente em um dispositivo móvel. 

Manutenção preditiva

Por meio da análise das informações capturadas pelos  sensores espalhados pelas máquinas, a equipe de manutenção tem acesso a dados importantes sobre o funcionamento do maquinário e sobre falhas que podem interromper a produção. Com base nessas informações e nos alertas gerados em caso de falhas, a equipe pode agir proativamente, programando paradas e evitando prejuízos com interrupções não programadas  e com os problemas que isso causa na produção. 

 

Maior segurança

Uma fábrica inteligente integra dados de ativos físicos, operacionais e humanos para tornar a operação mais eficiente e ágil, garantindo menor tempo de inatividade e maior possibilidade de prever problemas nas máquinas que podem levar a acidentes de trabalho. Por meio da manutenção preditiva, alertas são emitidos sempre que alguma falha é detectada, por menor que seja, minimizando os riscos e aumentando a segurança da força de trabalho. 

 

O crescimento de dispositivos conectados no chão da fábrica e aos processos de produção permite integrar as decisões relacionadas à produção com processos de toda a cadeia de suprimentos, vendas e marketing, aprimorando o relacionamento com os fornecedores. 

 

As soluções de conectividade da Atech permitem capturar os dados de todos os seus dispositivos IoT para sua rede, melhorando o monitoramento das condições de cada ativo e reduzindo falhas nos equipamentos. Saiba mais. 

 

CategoriesGestão de Ativos,  Pro

Saiba o que é IIoT e como implementar no seu negócio

O setor industrial tem enfrentado muitos desafios, incluindo a pressão para reduzir custos operacionais, ineficiências operacionais, orçamentos reduzidos e a necessidade de lançar produtos com mais rapidez. Mas a adoção de soluções de IIoT (Internet das Coisas Industriais) pode permitir que as empresas se diferenciem com o aumento da produtividade e a redução do risco operacional, melhorando, assim, a qualidade do produto e a satisfação do cliente.

O grande desafio está em avaliar a melhor maneira de implementar softwares e sistemas de Internet das Coisas Industriais e fazer valer as promessas de maior eficiência e mais valor para o negócio.

Quando se começa a planejar uma estratégia de IIoT, geralmente os primeiros questionamentos incluem:

Como saber quais sensores funcionarão com nossas máquinas

Como avaliar que tipo de infraestrutura de rede será necessária para aumentar nossa eficiência

Como criar uma rede de informações complementar na produção que permita planejar e monitorar a produção e manutenção em tempo real

Como conectar e integrar redes independentes tais como logística e fornecedores

Como saber qual tipo de plataforma comprar para integrar e interpretar os dados gerados por todas as redes

Como estabelecer padrões de interoperabilidade e de segurança para garantir que os dados sejam compartilhados com confiança entre as empresas

A jornada rumo à IIoT

Para aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo avanço da tecnologia e fazer a transição para a era da Internet das Coisas Industriais, as empresas precisam transformar sua estratégia e sua cultura organizacional, avaliando as seguintes etapas para implementar uma jornada sem atrito:

Adote uma abordagem baseada em ideação – O momento de ideação, uma das fases do Design Thinking, é o processo de formação de ideias e conceitos para resolver problemas específicos e, com esse conceito, os responsáveis pela digitalização da empresa poderão avaliar as características de cada tecnologia e solução de Internet das Coisas Industriais e identificar como cada uma vai impactar o negócio. Pensando em cada processo é possível entregar para cada unidade de negócio uma oportunidade de melhoria e de otimização de processos, e não apenas uma tecnologia.

Crie business cases – Somente apresentar o problema e a oportunidade não são suficientes para justificar a implementação de soluções de Internet das Coisas Industriais. É preciso mostrar como elas vão gerar novos fluxos de valor e também aprimorar os já existentes, combinando tecnologia e inovadores modelos de negócio.

Nova experiência de usuário para IIoT – A experiência do usuário (UX) de IIoT abrange uma vasta lista de tecnologias e técnicas de design, impulsionada por quatro fatores: novos sensores, novos algoritmos, novas arquiteturas de experiência e contexto. O sucesso de uma estratégia de implementação de soluções de IIoT depende da adoção dessas tecnologias e, por isso, é preciso entender como os usuários as querem usar e em quais ambientes.

Governança de IIoT – Com a contínua expansão da Internet das Coisas Industriais, a necessidade de uma estrutura de governança que garanta o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IIoT se tornará cada vez mais importante. A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias de dispositivos e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles.

A cultura do compartilhamento – A Internet das Coisas Industriais ajuda a melhorar a produtividade e reduzir os custos, mas o seu pleno potencial econômico só será alcançado se as empresas se beneficiarem da tecnologia digital para ir além dos ganhos de eficiência e utilizarem o valor das informações para criar novos mercados e fontes de receita. Isso significa mudar radicalmente a forma como as empresas fazem negócios: trabalhando com os concorrentes, formando parcerias com outras indústrias, redesenhando estruturas organizacionais e investindo em novas habilidades e talentos.

 

 

CategoriesExcelência Operacional,  Gestão de Ativos,  Melhoria Contínua

Entenda o que a gestão de ativos significa para a otimização dos processos produtivos

Na Indústria 4.0, a gestão de ativos precisa estar integrada ao processo produtivo, contribuindo para que a empresa atinja um patamar de excelência. A integração entre a gestão de ativos e a produção têm influência direta na qualidade, na otimização dos processos produtivos e nos resultados operacionais e financeiros do negócio.

Um eficiente planejamento de gestão de ativos é que vai manter a planta em condições ideais, garantindo a confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos e, consequentemente, contribuir para a otimização dos processos produtivos em toda a cadeia e assegurar a qualidade dos produtos finais.

Mas o desafio é grande. A engenheira de produção Mariana de Almeida Costa, em seu trabalho de conclusão de curso apresentado na Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora, ressalta que a gestão de ativos envolve o conhecimento integrado da empresa, de cada setor e de cada equipamento, decidindo onde, quando e por que aplicar cada tipo de manutenção. “O aumento da complexidade e a diversidade de ativos físicos dentro de uma organização aumenta ainda mais a demanda por sistemas de manutenção eficientes e economicamente viáveis”.

Ela também destaca que a gestão de ativos deve ter um papel cada vez mais participativo nos resultados e objetivos estratégicos. “É preciso que a atividade de gestão de ativos se integre de maneira eficaz ao processo produtivo e também deve se configurar como agente proativo dentro da organização, contribuindo para que a empresa caminhe rumo à excelência”, diz Mariana.

Processos da gestão de ativos

Uma eficiente estratégia de gestão de ativos não pode estar baseada na premissa “redução de custo a qualquer custo”. É preciso seguir etapas para garantir o aumento do ciclo de vida do equipamento.

Essa prática de gestão é que vai alavancar os melhores resultados e garantir que a empresa tenha mais competitividade.

Veja abaixo os processos básicos da gestão de ativos:

Definição dos objetivos da gestão de ativos

Priorização de ativos – central de despesas

Modelagem de gestão de cada ativo (criticidade)

Indicadores de desempenho para análise

Projeto de infraestrutura e de implantação

Medição, coleta, gravação e análise

Plano de ação – procedimento padrão

Automação e eficiência

Soluções automatizadas e integradas para a gestão de ativos, como a plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech, atendem aos requisitos da Indústria 4.0, que tem como características “ser colaborativa, preditiva e inteligente”, segundo Márcio Venturelli, especialista em automação industrial. “Para isso”, diz ele, “sua arquitetura de produção deve ser interoperável, flexível e descentralizada, com impactos diretos na escala produtiva, mão de obra e tomada de decisões”.

Com ferramentas de coleta e análise dos dados, visualizados em tempo real, a qualquer hora, em qualquer lugar, é possível implantar eficientes estratégias de gestão de ativos, com ações de manutenção preditiva que vão evitar paradas e reduzir custos com imprevistos, contribuindo para a otimização dos processos produtivos e, consequentemente, no aumento do faturamento e lucros relativos de cada produto.

“Tornar a fábrica mais inteligente e autônoma permite aumentar o ritmo de produção e evitar custos desnecessários, além de possibilitar a customização de produtos e, assim, atender consumidores cada vez mais exigentes. Mas é preciso garantir que você tenha à disposição plataformas confiáveis e de fácil integração para que as informações não sejam perdidas ou cheguem de maneira equivocada”, ressalta Venturelli.

A evolução do processo de gestão de ativos

Alan Kardec, coordenador da Comissão de Gestão de Ativos da Abraman (Associação Brasileira de Manutenção), lembra a evolução na busca pela excelência na gestão de ativos, que engloba todo o ciclo de vida dos equipamentos, desde a aquisição até o descarte:

1 – Primeira etapa

Vigorou até meados da década de 1990 e tinha como direcionador que a capacitação das pessoas e a modernização dos ativos seriam suficientes para alcançar a excelência, tanto empresarial como pessoal.

2 – Segunda etapa

Iniciou em meados da década de 1990 e tinha como direcionador o reconhecimento de que a primeira etapa é imprescindível, mas não suficiente, para alcançar a excelência. Era preciso incorporar a gestão nos diversos processos da organização, entendendo como os diversos tipos de manutenção influenciam os indicadores estratégicos da organização. Mas ainda existia uma lacuna: a otimização dos diversos processos presentes em uma organização não significa, necessariamente, em alguns casos, a otimização do seu processo macro.

3 – Terceira etapa

Chegamos então à gestão de ativos, que surgiu em meados da década de 2000, como consequência da lacuna observada na segunda etapa – é preciso ter um processo global de gestão em que o mais importante é a busca da excelência para os resultados empresariais da organização.

O que é a IIoT

A IIoT é a Internet das Coisas aplicada ao setor industrial, conectando máquinas à Internet e a plataformas de análises avançadas que processam os dados coletados e enviados pelas máquinas.

Especialistas indicam que a IIoT é baseada em três pilares:

Sensores – colocados nas máquinas e conectados à Internet, gerando dados em tempo real;

Softwares de análise – soluções que coletam e analisam os dados gerados em toda a cadeia logística, por exemplo, e os transformam em inteligência de negócio e insights;

Pessoas – ao final, a tecnologia permite que as pessoas executem as suas tarefas com informações em tempo real, antecipando problemas e levando mais eficiência aos processos.

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