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Conheça as vantagens de usar o FMEA na sua estratégia de manutenção

O FMEA (Failure Mode and Effect Analysis – Análise do Tipo e Efeito de Falha) é uma ferramenta que vai identificar potenciais falhas que podem ocorrer em qualquer etapa do processo industrial, e determina o provável efeito de cada uma das falhas sobre as outras etapas, até a entrega do produto final. A meta é antecipar as falhas sistêmicas (desde as mais leves às mais críticas), assim como seu efeito sobre o conjunto, contribuindo para maior eficiência da estratégia de manutenção.

Com o FMEA, equipes de gestão de manutenção realizam análises das possíveis falhas que podem ocorrer em componentes e gerar um efeito sobre a função de todo o conjunto. Assim, são analisadas as falhas potenciais e propostas ações de melhoria para o desenvolvimento do produto ou do processo.

O FMEA detecta falhas antes mesmo que elas ocorram, e as lista por ordem do risco que elas representam e as respectivas ações a serem tomadas para mitigá-las. Também as prioriza em relação aos impactos na qualidade do produto e na condição operacional, oferecendo diversos benefícios para a implantação de uma eficiente estratégia de manutenção, como:

Redução nos custos de operação e manutenção

Identificar os modos de possíveis falhas, hierarquizando as mesmas

Descrever os efeitos, as causas de cada modo de falha e controles existentes

Calcular o risco de cada falha

Redução de falhas potenciais em serviço

Recomendar ações preventivas para as causas das falhas apontadas

Identificação do serviço de manutenção mais adequado para o item

Aumento nos tempos de disponibilidade e da confiabilidade

Locação de mão de obra e serviços de forma mais adequada

Identificação de possíveis gargalos no sistema

Registro mais eficaz de informações e documentação do item

Aumento na confiabilidade de operação do sistema

Os 7 passos para alcançar melhores resultados

A implantação do FMEA envolve a participação de uma equipe multidisciplinar, com técnicos e engenheiros de manutenção, operação, segurança e meio ambiente, alinhados às definições de funções e padrões de desempenho esperados pelo ativo em análise. Especialistas defendem essa multidisciplinaridade da equipe destacando a importância de que as decisões tomadas englobem todas as áreas que podem ser afetadas pela falha.

Esse processo envolve 7 passos, demonstrados abaixo:

 

Análise de sistemas

Análise das falhas e mitigação de riscos

Comunicação dos riscos

 

1º. passo

Planejamento e preparação

 

2º. passo

Análise da estrutura

 

3º. passo

Análise das funções

4º. passo

Análise das falhas

 

 

5º. passo

Análise de risco

 

 

6º. passo

Otimização

 

 

7º. passo

Documentação dos resultados

 

Entendendo o objetivo de cada etapa

1º. passo – Planejamento e preparação

Identificação do projeto

Planejamento do projeto

Escopo da análise: o que será incluído e excluído da análise

Lições aprendidas

Definição de funções e responsabilidades das equipes

2º. Passo – Análise da estrutura

Entendimento do processo de manufatura baseado em um todo

Entendimento dos elementos do trabalho do processo

Baseado nos 4Ms (em inglês): Man, Machine, Material, Method – homem, máquina, material, método

3º. Passo – Análise das funções

Descrição detalhada das funções e requisitos

Descrição mais completa dos modos, efeitos e causas de falhas

4º. Passo – Análise das falhas

Definição da cadeia de falhas – possíveis efeitos, modos e causas – para cada etapa do produto ou processo

Visualização das relações entre as falhas do produto ou processos

5º. Passo – Análise de risco

Baseada nas tabelas de Severidade (gravidade do efeito da falha para o cliente), Ocorrência (frequência com que um modo de falha acontece) e Detecção (probabilidade de detectar a falha no ponto de controle previsto no processo)

Tomada de decisão baseada nas tabelas de Prioridade de Ação, considerando riscos Baixo, Médio e Alto

6º. Passo – Otimização

Definição de ações de prevenção, detecção, situação das ações (status de implementação), bem como as evidências de implementação

Definição de responsabilidades

7º. Passo – Documentação dos resultados

Relatórios internos para gerenciamento

Registros para informações para os clientes

Em linhas gerais, o objetivo do FMEA é fazer com que a estratégia de manutenção adote uma abordagem de prevenção de falhas, implantando ações de melhoria baseadas em dados, priorizando os ativos mais críticos, e monitoradas continuamente. Ao final, o maior ganho é em eficiência na produtividade em toda a linha de produção, o que é igual a mais competitividade.

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Entenda a importância de uma definição organizacional na sua estratégia de manutenção

A sua equipe responsável pela manutenção consegue listar os ativos da sua empresa com base na sua criticidade para a produção? O sistema que irá definir essa criticidade é a definição organizacional na gestão de ativos, onde as equipes de manutenção e de operação não irão focar somente nos equipamentos, mas vão além para preservar estrategicamente o funcionamento do sistema produtivo, escalando os serviços de manutenção dos equipamentos e garantindo:

Rastreabilidade dos ativos

Otimização do uso dos ativos em todo seu ciclo de vida

Aumento da disponibilidade dos ativos

Redução dos custos em reparos e aumento de produtividade

Melhoria do planejamento das ações sob os ativos

Qualidade dos serviços prestados aos clientes

Maximização dos resultados da empresa

Segurança e conformidade com as regulamentações

 

Certamente os gestores da manutenção devem ter como propósito a disponibilização dos equipamentos e máquinas em condições adequadas, para exercer as suas funções que lhes estão atribuídas, com o objetivo de manter o funcionamento do sistema de produção, garantindo a confiabilidade dos equipamentos para produção e consequente geração de receita e competitividade.

Mas a seleção estratégica com a definição organizacional na gestão de ativos, apontando os equipamentos usados em cada um dos departamentos da empresa é que fará com que a manutenção esteja alinhada com as especificidades, objetivos e metas do planejamento e controle da produção da empresa, e aderente às demandas e expectativas.

Identificando a criticidade para programar a manutenção

A primeira ação da definição organizacional na gestão de ativos é a elaboração da Matriz de Criticidade, ou seja, definição da importância relativa dos equipamentos e sistemas em relação à produção, segurança, meio ambiente e custos.

O importante é identificar a criticidade do equipamento, avaliando se uma falha:

Coloca em risco a segurança pessoal e das instalações

Impacta a continuidade operacional

Impacta a qualidade do produto

Impacta o negócio no seu aspecto estratégico

A partir das respostas a esses questionamentos, os equipamentos são classificados em três categorias – A, B e C. Com isso a definição da política de manutenção a ser adotada estará baseada em critérios objetivos ligados aos resultados do negócio.

Com base na Matriz de Criticidade, a equipe responsável pela manutenção pode começar a planejar e programar as atividades, onde planejar significa conhecer os trabalhos, os recursos para executá-los e tomar decisões, e programar significa determinar pessoal dia e hora para execução dos trabalhos.

Esse plano de manutenção deve incluir, para cada equipamento, informações que determinem:

Como será feita a manutenção?

Em quanto tempo?

Quem será responsável pelo serviço?

Quando será feita a manutenção?

Qual será o custo da manutenção – pessoal e material?

Ao final, a definição organizacional na gestão de ativos é que vai ordenar e estruturar os serviços visando manter a produtividade e a eficiência da produção, sem desperdícios ou retrabalho, e garantindo a confiabilidade e disponibilidade dos ativos de todos os departamentos da empresa.

Mas sabemos que sem automação é impossível implantar um eficiente programa de manutenção. Por isso desenvolvemos o conjunto de soluções para gestão de ativos OKTO, que oferece mais capacidade no monitoramento de condição do ativo; no planejamento e programação da manutenção, na gestão da execução de manutenção e na gestão da estratégia do ativo, que atende empresas de diversos setores, inclusive em nível global.

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