CategoriesConexões Inteligentes,  Pro

Conheça 2 coisas que você precisa saber sobre redes MESH

Mesmo que cada vez mais a tecnologia de redes MESH sejam destaque entre técnicosela já existe há algum tempo e não é são um hype tecnológico temporário. As redes MESH oferecem benefícios consideráveis que impulsionam um cenário perfeitamente conectado de pessoas e coisas. 

O conceito de redes MESH surgiu pela primeira vez na década de 1980 no ambiente militar e tornou-se disponível comercialmente na década de 1990. Se essa tecnologia existe há algum tempo, então por que só agora estamos começando a ouvir mais sobre isso? Isso ocorre porque, no passado, as redes MESH precisavaser conectadas. A topologia podia ser cara e complexa para configurar em grande escala, pois cada nó precisava estar fisicamente conectado aos outros nós.  

Hoje, houve avanços consideráveis nas comunicações sem fio. Isso significa que os fios não são mais necessários. Além disso, as especificações de rede pessoal sem fio de curto alcance (WPAN) removeram barreiras físicas e financeiras que estavam presentes no passado. No entanto, a maior parte são requisitos de hardware, rádio e espectro. E com menos custo e maior disponibilidade, se tornou viável comercializar redes MESH. Essas são as razões pelas quais estamos vendo um boom na comercialização dessa tecnologia. 

Como funcionam as redes MESH

As redes MESH são um tipo de rede na qual a infraestrutura é transportada por nós que se conectam direta e dinamicamente e cooperam entre si para rotear pacotes de dados com eficiência. 

Os nós são pequenos transmissores de rádio que servem como roteador sem fio em uma solução de rede WiFi tradicional com pontos de acesso e roteadores. Ao contrário das redes com ou sem fio que usam dispositivos WiFi para se comunicar e transferir informações, esses nós são programados para interagir ou “conversar” entre si em redes MESH. Eles transmitem informações saltando sem fio de um nó para o próximo em um caminho rápido e seguro através de um processo conhecido como roteamento dinâmico. 

Confira algumas vantagens das redes MESH: 

As redes MESH são resilientes, autoconfiguráveis e eficientes;

Não há mais problema de ponto único de falha, que é o problema nas topologias em estrela (e ainda pior nas topologias de barramento). Se um nó não puder mais operar, a rede poderá redirecionar o sinAL, o que permitirá que ela ainda se comunique entre os nós restantes;

Desativar a rede é impossível, a menos que haja algum tipo de catástrofe mundial que destrua todos os dispositivos eletrônicos do mundo;

A rede trabalha com infraestrutura mínima e, portanto, pode ser implantada mais rapidamente a um custo menor do que a infraestrutura tradicional;

Os dispositivos em uma rede MESH têm a capacidade de retransmitir sinais e de conectar milhares de sensores em grandes áreas (por exemplo, cidades);

Outras aplicações incluem operar em áreas com grandes multidões (ex: shows, festivais etc.) ou conectar dispositivos em áreas remotas (ex: em áreas de agricultura, sistemas de transmissão elétrica, minas, plataformas de petróleo) e muitos, muitos mais;

Não há autoridade centralizada em redes MESH. Por esse motivo, algumas pessoas comparam como a Internet era antigamente: comunicação segura, localizada, anônima, baseada no cidadão 

Áreas de aplicação das redes MESH

Como não há autoridade central em uma rede MESH essa oportunidade de descentralização abre a possibilidade de centenas de novas formas de tecnologias e modelos de negócios que transformarão os mercados. Especialmente com o campo promissor da Internet das Coisas (IoT), as redes MESH começarão a tomar enormes dimensões. Os casos de uso variam de medição inteligente a cluster de objetos.  

Especialistas também preveem que as redes MESH serão encontradas em setores em que as implementações de regras de segurança robustas estão aumentando. Por exemplo, em logística, mineração, petróleo e gás, serviços públicos e energia. Também é esperado um aumento no uso de redes MESH em aplicações comerciais. Exemplos incluem grandes armazéns, agricultura, centros de distribuição, mas também conexões veículo a veículo etc.  

As redes MESH se encaixam com perfeição nesse cenário porque as áreas a serem cobertas com o Wi-Fi tradicional são muito grandes e caras para se conectar à infraestrutura tradicional.  

Mas não podemos deixar de lado o aspecto de que essa tecnologia tem um enorme potencial para fins humanitários. No caso de tempestades ou terremotos, as infraestruturas locais geralmente são danificadas, o que faz com que as pessoas percam os meios de comunicação. As redes MESH permitem que a conectividade não seja afetada nessas situações. Outro exemplo são as bombas manuais para água. Quando são danificadas, as pessoas podem passar meses sem acesso à água. Com as redes IoT e MESH, as comunidades locais podem reparar a bomba em apenas alguns dias. 

Saiba mais sobre como a tecnologia de redes MESH pode alavancar o seu negócio: confira os nossos casos de sucesso em parceria com a EDP e a Energisa 

CategoriesImprensa Corporativa – Conexões Inteligentes

Conectividade está impulsionando a produtividade na indústria

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

Na Indústria 4.0, tecnologias inovadoras vieram para transformar e otimizar todas as fases da cadeia produtiva, baseadas em interoperabilidade, virtualização, descentralização, informações em tempo real, computação em nuvem e modularização, digitalizando produtos, processos e equipamentos. E o que todas essas tecnologias têm em comum? A necessidade de conectividade para captar e interpretar informações, comunicarem-se entre si e, assim, agirem em conjunto, fornecendo uma visão holística das operações em toda a cadeia e permitindo reduzir custos de manutenção, bem como aumentar a vida útil dos ativos e a produtividade.

A conectividade no chão de fábrica já é uma realidade na aquisição de dados provenientes de diversos sensores e dispositivos de IoT implantados em toda uma linha de produção, possibilita a exploração de grande volume de dados por aplicações de Inteligência Artificial e Big Data Analytics, automatizando a tomada de decisão em busca de redução de custos operacionais, do aumento da produtividade e de novas oportunidades de receita.

Em nossos projetos de implementação de soluções de conexão inteligente e de gestão de ativos, observamos a eficiência dessa nova linha de montagem inteligente, onde o grande fluxo de dados estratégicos enviados e recebidos por todos os componentes da fábrica são analisados em tempo real, conectando pessoas, softwares, equipamentos, máquinas e robôs.

Megatendência tecnológica

A conectividade foi apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma três das tecnologias chaves para transformação da produção, em um estudo apresentado na reunião realizada em janeiro de 2019. Junto com a conectividade, que cria conexões entre dispositivos, sensores, máquinas e softwares, e aumenta a visibilidade do que ocorre no chão de fábrica, o relatório indica a inteligência artificial – que automatiza o reconhecimento do evento e o tratamento para a tomada de decisão – e a automação flexível, que incorpora mecanismos responsivos, automação e movimentos remotos, como as tecnologias que vão impulsionar a produtividade na indústria.

Segundo o estudo, a aplicação dessas tecnologias chaves é que vão determinar o impacto no âmbito da produção inteligente, a partir da escolha do melhor modelo para a integração entre a inteligência, a automação flexível e a conectividade.

Mas todos os benefícios das tecnologias que promovem a Indústria 4.0, fundamentada em inovação, produtividade e competitividade, só poderão ser alcançados se a infraestrutura de conectividade das “coisas” estiver plenamente disponível, e muitas empresas têm obtido sucesso nessa jornada com a implantação de soluções para conexões inteligentes como as Redes Mesh, tecnologia que já vem fazendo a diferença no setor de energia, dando conectividade a medidores inteligentes para permitir a medição remota do consumo.

Na indústria, as Redes Mesh têm permitido rastrear itens produzidos e monitorar grandes objetos físicos, proporcionando conexão sem fio de alta confiabilidade para coletar dados do chão de fábrica e várias outras áreas para a geração de estratégias de manutenções preditivas, superando desafios na busca de maior eficiência operacional, gerando novos negócios e mais valor aos seus produtos, capacitando as empresas que adotam as Redes MESH a enfrentarem a crescente pressão competitiva que marca o atual ambiente de negócios.

CategoriesGestão de Ativos

Saiba como implementar um software de gestão de ativos que reduza custos

Com equipamentos cada vez mais sofisticados, dispondo de diversas tecnologias e sistemas de Internet das Coisas embarcados, as equipes de manutenção enfrentam mais desafios para assegurar o bom funcionamento das máquinas e garantir a sua confiabilidade e a continuidade da linha de produção.

Segundo Fábio Vieira, responsável pelos produtos de Gestão de Ativos da Atech, “disponibilidade e confiabilidade são fundamentais para garantir a produtividade, onde a eficiência operacional realmente se concretiza a partir da adoção de um software de gestão de ativos. Como exemplos de redução de custos obtidos com uma eficiente gestão de ativos, podemos destacar o menor número ou até mesmo a inexistência de paradas não programadas para manutenção, assim como menos ocorrências de falhas ou defeitos em ativos, o que resultam na redução de paradas de produção e, também, menos custos de inventário”.

Confira algumas das maneiras como um software de gestão de ativos irá reduzir os seus custos:

Organizando e mapeando ativos

O objetivo é conhecer todos os componentes da empresa e detalhar quem são os usuários, os elementos interligados e os serviços impactados em caso de falhas ou inconsistências.

Elaborando o inventário

Um eficiente software de gestão de ativos permite gerenciar a localização de todos os ativos da planta, com dashboards simples e claros, e também o cadastro de máquinas e veículos, utilizando TAG, estrutura organizacional do equipamento e a sua criticidade.

Acompanhando a condição do ativo

Após identificar o ativo e a sua criticidade, é hora de avaliar a sua real condição, o esforço a que está submetido e histórico, de modo a determinar o tempo provável em que ocorrerá a falha. Não é possível, claro, determinar uma data exata de quando um equipamento irá falhar, mas, analisando o seu desempenho, pode-se reduzir essa probabilidade programando a manutenção com antecedência.

O levantamento da real condição do ativo deve identificar e documentar:

Número de falhas, número de pequenas paradas, taxa de acidentes de trabalho, custo do downtime

Desempenho do equipamento

Estabelecer o nível de falhas – redução progressiva de falhas

Estabelecer metas de manutenção

Integrando as informações

Esse ponto é essencial para que os dados fiquem acessíveis e possam ser mais bem interpretados. A integração de todos os dados sobre os ativos (funcionamento, falhas, manutenções já realizadas) em uma única plataforma de gestão de ativos possibilita que a equipe avalie as respostas dos ativos para cada solicitação, o que leva à identificação de problemas e falhas.

O sistema de gestão de ativos deve analisar, simultaneamente, as necessidades de produção, as prioridades de manutenção, as diretrizes de planejamento e as restrições de uso. A partir dessas informações, o sistema fornece uma série de sugestões para otimizar a programação e a execução dos serviços, contribuindo para atingir a excelência em produtividade, eficiência operacional e segurança.

Planejando a manutenção

O software de gestão de ativos automatiza o agendamento de inspeções e manutenção, evitando a ocorrência de problemas de última hora e reparos caros. A mudança da manutenção reativa para a proativa também aumenta a vida útil do equipamento e reduz os custos operacionais gerais da função de manutenção. Todas as operações do programa de manutenção preventiva devem atender a três requisitos – aplicabilidade, eficiência e rentabilidade. Uma operação é aplicável se puder ser implementada, é eficiente se reduz o índice de falhas e é rentável se melhora a produção.

A periodicidade da manutenção deve inicialmente seguir as instruções do fabricante, mas condições ambientais de uso adversas, ou esforços maiores do que o previsto, podem interferir no cronograma.

Otimizando o estoque de peças de reposição

Quando um departamento de manutenção é desorganizado, pode ser difícil para os gerentes de manutenção encontrar as peças de que precisam, quando precisam. Um software para gestão de ativos permite que os gerentes de manutenção controlem os ativos que precisam ser mantidos e configurem o reordenamento automático de peças, para que eles tenham as peças de reposição certas e possam executar reparos rapidamente. Esse tipo de sistema também informa exatamente onde as peças que você precisa são armazenadas, para que você não perca tempo procurando em depósitos.

Reduzindo tempo de inatividade

O tempo de inatividade é caro, tanto em termos de perda de receita quanto de dano à marca e reputação de uma organização. Quando você se concentra na manutenção preventiva planejada, o tempo de inatividade do equipamento é minimizado.

Como um sistema de manutenção automatizado permite manter estruturas e ativos regularmente, eles são menos propensos a quebrar, o que significa que os custos de reparo também são reduzidos ao mesmo tempo em que garante mais confiabilidade.

Os desafios, certamente, são inúmeros, e é preciso implantar um software de gestão de ativos capaz de reduzir os custos de manutenção e aumentar a confiabilidade. Mas com o parceiro correto e inovadoras soluções para gestão de ativos, essa jornada é contínua, sem percalços. Conte com a Atech, e em nossos mais de dez anos de experiência em atividades e processos, fundamentados nas melhores práticas.

CategoriesGestão de Ativos

Saiba como criar um programa de manutenção eficiente

O programa de manutenção deve fazer parte do planejamento empresarial de qualquer indústria, e tem reflexos diretos na receita operacional, lucros e demais resultados financeiros. É importante realizar um programa de manutenção para aumentar a confiabilidade e a disponibilidade dos equipamentos e, também, da tecnologia embarcada nos ativos da fábrica.

Uma correta estratégia de gestão de ativos reduz os riscos de falhas, quebras de peças dos equipamentos e evita interrupções indesejadas na produção. Além do mais, como os ativos industriais normalmente têm um custo alto de aquisição, a empresa poderá ter prejuízos elevados com a sua reposição no caso de estragos que não têm reparo.

Também é preciso aplicar recursos e inteligência na manutenção para impedir ou mitigar desperdícios de mão de obra, de tempo e de materiais, já que a falta de planejamento pode ocasionar o desperdício de um desses itens. Sem planejamento, não haverá uma previsão adequada do que será consumido nos procedimentos de manutenção. Sem esse parâmetro fica mais fácil “perder o controle” dos materiais usados e estourar o orçamento do setor.

Para reduzir ao máximo a perda de tempo dentro das operações de manutenção, o indicado é implantar sistemas para gestão de ativos como o OKTO, desenvolvido pela Atech, com tecnologias para monitoramento de condição, planejamento e programação de ordens de manutenção, gestão da execução e gestão da confiabilidade.

Executando um programa de manutenção correto, com certeza, haverá menos falhas, quebras e substituição de peças periféricas essenciais para o funcionamento de um ou mais ativos. Com isso, sua equipe poderá trabalhar com menos paradas, elevando sua produtividade e sua performance.

Para elaborar um programa de manutenção eficiente, você pode seguir alguns passos no seu desenvolvimento e implantação:

Levantamento de dados

Essa é a fase em que se levantam todas as características de cada ativo da planta fabril ou de campo que deverá receber manutenção. Isso inclui as condições, a quantidade de peças de cada máquina e a checagem da vida útil delas. Inicialmente, é preciso fazer uma lista com o histórico de manutenção de cada um. Isso é importante para definir prioridades dentro do planejamento.

Engajamento e treinamento da equipe

Uma equipe bem treinada, com certeza, terá melhor “olho clínico” para compreender quando e porque ocorre uma falha e saberá logicamente antecipar um problema maior no processo de manutenção. Além disso, conseguirá sugerir melhorias para aprimorar o programa de manutenção sempre que possível, passando a contribuir mais ativamente com o líder da área de gestão de ativos. Também é imprescindível conversar com os funcionários que operam os ativos para saber o que apresenta defeito recorrentemente ou identificar sinais de necessidade de manutenção e perceber de que forma ocorrem os primeiros indícios de problemas.

Orçamento

Com base nos dados levantados, é importante determinar um orçamento para a execução das possíveis trocas e substituições que precisam ser realizadas. Aqui devem ser contabilizados os materiais e peças a serem utilizados e possível contratação de novos profissionais para execução. Todas essas informações são incluídas na funcionalidade Centros de Custo da plataforma OKTO. Verifique a realidade de sua empresa e crie o orçamento que leve em consideração o financeiro e os valores disponíveis para o setor. Mas o orçamento não deve levar estar focado somente no valor inicial dos produtos usados na manutenção, mas também na relação custo-benefício e a qualidade que eles podem oferecer. Às vezes, com um investimento inicial maior em um produto de melhor qualidade, obtemos economia em relação à eficiência e à disponibilidade dos equipamentos.

Cronograma do programa de manutenção

Com a aprovação do planejamento e do orçamento proposto, defina a frequência com que as revisões e manutenções devem ocorrer, automatizando a gestão da execução da manutenção. Estabeleça datas e quais atividades acontecerão em cada um dos ativos e os responsáveis. Estabeleça um cronograma de periodicidade para a realização da manutenção. Como determinados ativos exigirão cuidados mais recorrentes, e outros, de forma mais espaçada, é importante deixar bem especificado os prazos e os itens que serão verificados e ajustados em cada etapa.

Planejamento da manutenção

Com o planejamento da manutenção, o trabalho se torna mais rápido e preciso, gerenciando atividades críticas, nivelando a carga de trabalho da equipe e planejando paradas. Com a função de gestão de ordens de serviço da plataforma OKTO, é possível estabelecer a prioridade de atendimento, o tipo de manutenção, o responsável técnico e o solicitante, entre outros itens, com todas as informações armazenadas no sistema e transformadas em inteligência de negócio com indicadores da situação dos ativos e status de manutenção.

Acompanhamento com Indicadores de Produtividade

Relatórios de acompanhamento devem ser elaborados ao final de cada etapa do programa de manutenção. É de responsabilidade do gestor definir quais serão os indicadores a acompanhar e quais devem constar nos relatórios. O acompanhamento do planejamento e da execução do processo de manutenção é essencial para a coleta de dados sobre riscos, eventuais contratempos e identificar possíveis soluções. É importante que sejam criados relatórios ao final de cada etapa, para analisar erros e acertos e em quais pontos a manutenção pode ser ainda mais assertiva, além de registrar claramente os gastos e o tempo médio de execução de tarefas específicas.

Confira algumas características que determinam o sucesso do processo de gestão de ativos:

Eficiência – Característica do processo de planejamento relacionada à abrangência das ações programadas no escopo das ações de planejamento

Eficácia – Característica do processo de planejamento relacionada à aderência das ações executadas, em relação ao escopo das ações de planejamento

Efetividade – Característica do processo de planejamento relacionada à coerência entre as ações executadas e o plano de ações, no escopo das ações de planejamento.

Produtividade – Característica do processo de planejamento associada à relação entre os resultados alcançados e as ações e recursos utilizados para alcançá-los

Qualidade – Característica do processo de planejamento relacionada à consistência entre as ações programadas e realizadas, com os resultados obtidos

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Conheça os benefícios da conectividade para a gestão de ativos

Em um cenário de competição global, o setor industrial procura estratégias que permitam maximizar a rentabilidade, disponibilidade e confiabilidade de seus ativos, além de reduzir o custo total de propriedade, atuando em todas as fases do ciclo de vida dos equipamentos, integrando informações técnicas, de manutenção, de projetos e financeiras.

Pensar nos ativos como uma rede integrada, e não como um conjunto de máquinas isoladas, adotando inovadores sistemas de conectividade para gestão de ativos, permite melhorar a capacidade de resposta a possíveis falhas, eliminar gargalos e otimizar as cadeias de valor, de ponta a ponta.

Com a implantação de soluções de IIoT (Internet das Coisas Industriais) e a entrega de dados em tempo real trafegando por uma rede robusta e resiliente, os benefícios são tangíveis, possibilitando prever a quebra de máquinas com meses de antecedência, implantar estratégias eficientes de manutenção, otimizar o trabalho das equipes de manutenção e reduzir o tempo de parada.

Com uma camada de IIoT, a empresa adiciona o elemento futuro na manutenção, passando da manutenção corretiva ou preventiva para a preditiva, com monitoramento em tempo real, agregando as seguintes possibilidades:

Implantar uma estratégia de manutenção preditiva, obtendo as seguintes vantagens –

Aumento da vida útil do ativo

Mais confiabilidade e disponibilidade nos serviços

Agilidade e otimização do processo de produção

Redução dos custos com manutenções corretivas

Eliminação do processo de desmontagem das máquinas para inspeções

Redução da quantidade de danos

Redução na perda de recursos com falhas na linha de produção

Ações de manutenção baseadas em eventos – quanto maior a capacidade de coleta de dados (IIoT e conectividade para gestão de ativos) maior a capacidade de análise;

Gerenciamento de ativos em rede e Cloud Computing – integrar todos os sistemas legados da organização reunindo dados que estejam alocados em múltiplas bases e organizados de formas diferentes, extraí-los e colocá-los em uma única base de dados categorizada de maneira uniforme. Isso irá permitir que esses dados possam ser acessados com facilidade e usados por todos os envolvidos na gestão de ativos;

Uso de Realidade Aumentada –  mapear ativos físicos e relacionando operação e manutenção, incorporando ferramentas de análise de campo (óculos, tablets, smartphones) aos procedimentos de operação, manutenção e segurança;

Criação de modelos de predição –  ao conectar todos os bancos de dados da planta, planejamentos de manutenção e inventário, é possível desenvolver modelos de predição e prognóstico, baseados em dados de ativos e conhecimentos prévios dos técnicos;

Eliminar manutenção preventiva – substituir ações de prevenção baseadas em diagnóstico por ações baseadas em confiabilidade (prognósticos inteligentes) e decisões orientadas a eventos;

Conectar rede de ativos ao inventário –  permite integrar dados da manutenção (comportamento e padrão do ativo) ao estoque de peças de reposição, otimizando custo e tempo e também conectar ativos e inventários a fornecedores e assistência técnica autorizada;

Reduzir riscos em ambientes adversos – a conectividade para gestão de ativos, com sensores integrados, automação e compartilhamento de informações em tempo real, permite coletar dados operacionais de locais remotos e com condições adversas, como nos setores de mineração e de óleo e gás, removendo as barreiras físicas para que as empresas possam atingir o local das operações inacessíveis ao ser humano, e garantir a integridade dos ativos (equipamentos, robôs, entre outros);

Uso da Inteligência Artificial – algoritmos permitem a correta análise dos dados recolhidos automaticamente pelas máquinas, tomando o lugar do tradicional modelo de monitoramento manual da vida útil padrão dos componentes dos equipamentos. A partir das informações enviadas pelos sensores embarcados de fábrica nos equipamentos as ferramentas de Inteligência Artificial emitem alertas preditivos avaliando a sua condição atual. E também sugerem ações corretivas para reparar ativos, informando quais componentes precisam ser inspecionados, quais ferramentas e que métodos usar, o que resulta em reparos muito mais focados, programados em antecedência;

Fábio Vieira, responsável pelos produtos de Gestão de Ativos da Atech, destaca que “se antes a coleta de dados via sensores era vista como algo ‘inovador demais’ muito distante, hoje a avaliação dessas informações é fundamental para gerar confiabilidade e dar mais inteligência aos negócios, tornando-se algo fundamental para a gestão de ativos.

“A oferta de conectividade para gestão de ativos cria um cenário em que as empresas usam uma enorme quantidade de informações à sua disposição para alinhar as atividades de manutenção de acordo com as necessidades e riscos de ativos individuais, no qual definem prioridades e organizam cronogramas com base em previsões altamente precisas, e não em relatórios improvisados após um evento ou cronogramas predefinidos para manutenções periódicas. Com isso, as equipes de manutenção podem atualizar as informações e gerenciar os ativos quase em tempo real”.

CategoriesLogística,  Pro

Saiba quais características são fundamentais em um software de gestão de logística

Na era digital, onde os clientes exigem rapidez e personalização, líderes de negócio precisam garantir que a sua cadeia logística, além de ser um fator competitivo, também seja uma garantia de crescimento sustentável. Para se manter competitivo, é hora de agir, unindo estratégia e eficiência com a adoção de um software de gestão logística, integrado a todos os sistemas legados da empresa, visando atingir a excelência operacional.

O fluxo de informações é um elemento fundamental nas operações logísticas. Pedidos de clientes e de ressuprimento, necessidades de estoque, movimentações nos armazéns, documentação de transporte e faturas são algumas das informações que precisam ser integradas e compartilhadas entre todos os envolvidos na cadeia.

Levando em conta as novas demandas, quais são as principais capacidades que o software de gestão de logística deve entregar, apoiando desde o sistema operacional, o controle gerencial, a tomada de decisão até o planejamento estratégico?

Gerenciar custos

A capacidade de gerenciar documentos do processo, pedidos e custos, consolidando diferentes fontes de despesas para o cálculo do custo final, é fundamental para que os gerentes de operações tenham total controle no planejamento da cadeia, de forma centralizada.

Controlar a operação

O software de gestão logística deve permitir o controle avançado da operação do armazém, transporte, pátio e docas, gerenciando serviços, simplificando e sistematizando sua oferta e consumo, independentemente se forem prestados pela própria empresa ou por meio de outros fornecedores. Assim, será possível eliminar perdas de todo o processo operacional, como, por exemplo, superprodução, tempo de espera grande, transporte, processamento inadequado, defeitos, inventários e movimentos desnecessários.

Integrar parceiros

Essa é a base da Logística 4.0, onde empresas são parceiras e compartilham recursos visando reduzir os custos logísticos e aumentar a eficiência operacional. O software de gestão logística deve integrar soluções e processos desde a entrada de pedidos dos clientes até a entrega do produto no seu destino final, garantindo agilidade, segurança e assertividade dos dados coletados, ampliando a competitividade das empresas parceiras.

Oferecer visibilidade

Sem visibilidade dos processos logísticos, não é possível identificar oportunidades de redução de custos, aumentar a eficiência e reduzir o índice de falhas. Na logística 4.0 toda a cadeia se conecta: fornecedores, clientes, fornecedores de clientes e assim por diante – tudo para suprir a necessidade de maior visibilidade e controle de todo o fluxo de produtos, com o gerenciamento integrado das informações e análise dos resultados para as tomadas de decisões estratégicas, por meio de dashboards customizados.

Integrar e analisar dados de IIoT

Atualmente, dispositivos de IIoT (Internet das Coisas Industriais) localizados em diferentes unidades da empresa, ou mesmo de empresas diferentes, trocam informações de forma instantânea sobre compras e estoques e, com a sua integração e análise, permitem uma otimização logística até então impensável, estabelecendo maior integração também entre os elos de uma cadeia produtiva.

Otimizar o transporte

Com o custo relativo ao transporte cada vez mais alto, é cada vez mais importante que os líderes de logística consigam visualizar processos de maneira integrada e com um alto nível de rastreabilidade – não apenas na cadeia de suprimentos, mas em todo o fluxo produtivo. Um eficiente software de gestão logística deve permitir que transportadoras e fornecedores façam o agendamento das entregas e coletas de forma autônoma, respeitando a capacidade da operação.

Gerenciar serviços de coleta

Com um portal de gestão do serviço de coleta, como o oferecido pela Plataforma OKTO, a comunicação entre fornecedores da empresa e agentes de carga é centralizada, entregando notificações de que a carga está disponível para ser coletada. Assim o software de gestão logística permite automatizar a indicação do melhor prestador de serviço, baseado em regras de negócio, considerando nível de serviço, tempo e custo.

Eliminar gargalos

Como em qualquer operação executada através de uma sequência de processos, na cadeia logística é preciso conhecer os tempos de execução em cada processo para identificar o gargalo do sistema. Por isso, é preciso contar com a capacidade de gerenciar eventos, dando visibilidade ao gestor das não conformidades do processo, bem como impedimentos e tratativas. Com o software de gestão logística, os eventos são controlados e monitorados para garantia de uma operação segura e de qualidade.

CategoriesGestão de Ativos,  Pro

Saiba o que é IIoT e como implementar no seu negócio

O setor industrial tem enfrentado muitos desafios, incluindo a pressão para reduzir custos operacionais, ineficiências operacionais, orçamentos reduzidos e a necessidade de lançar produtos com mais rapidez. Mas a adoção de soluções de IIoT (Internet das Coisas Industriais) pode permitir que as empresas se diferenciem com o aumento da produtividade e a redução do risco operacional, melhorando, assim, a qualidade do produto e a satisfação do cliente.

O grande desafio está em avaliar a melhor maneira de implementar softwares e sistemas de Internet das Coisas Industriais e fazer valer as promessas de maior eficiência e mais valor para o negócio.

Quando se começa a planejar uma estratégia de IIoT, geralmente os primeiros questionamentos incluem:

Como saber quais sensores funcionarão com nossas máquinas

Como avaliar que tipo de infraestrutura de rede será necessária para aumentar nossa eficiência

Como criar uma rede de informações complementar na produção que permita planejar e monitorar a produção e manutenção em tempo real

Como conectar e integrar redes independentes tais como logística e fornecedores

Como saber qual tipo de plataforma comprar para integrar e interpretar os dados gerados por todas as redes

Como estabelecer padrões de interoperabilidade e de segurança para garantir que os dados sejam compartilhados com confiança entre as empresas

A jornada rumo à IIoT

Para aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo avanço da tecnologia e fazer a transição para a era da Internet das Coisas Industriais, as empresas precisam transformar sua estratégia e sua cultura organizacional, avaliando as seguintes etapas para implementar uma jornada sem atrito:

Adote uma abordagem baseada em ideação – O momento de ideação, uma das fases do Design Thinking, é o processo de formação de ideias e conceitos para resolver problemas específicos e, com esse conceito, os responsáveis pela digitalização da empresa poderão avaliar as características de cada tecnologia e solução de Internet das Coisas Industriais e identificar como cada uma vai impactar o negócio. Pensando em cada processo é possível entregar para cada unidade de negócio uma oportunidade de melhoria e de otimização de processos, e não apenas uma tecnologia.

Crie business cases – Somente apresentar o problema e a oportunidade não são suficientes para justificar a implementação de soluções de Internet das Coisas Industriais. É preciso mostrar como elas vão gerar novos fluxos de valor e também aprimorar os já existentes, combinando tecnologia e inovadores modelos de negócio.

Nova experiência de usuário para IIoT – A experiência do usuário (UX) de IIoT abrange uma vasta lista de tecnologias e técnicas de design, impulsionada por quatro fatores: novos sensores, novos algoritmos, novas arquiteturas de experiência e contexto. O sucesso de uma estratégia de implementação de soluções de IIoT depende da adoção dessas tecnologias e, por isso, é preciso entender como os usuários as querem usar e em quais ambientes.

Governança de IIoT – Com a contínua expansão da Internet das Coisas Industriais, a necessidade de uma estrutura de governança que garanta o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IIoT se tornará cada vez mais importante. A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias de dispositivos e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles.

A cultura do compartilhamento – A Internet das Coisas Industriais ajuda a melhorar a produtividade e reduzir os custos, mas o seu pleno potencial econômico só será alcançado se as empresas se beneficiarem da tecnologia digital para ir além dos ganhos de eficiência e utilizarem o valor das informações para criar novos mercados e fontes de receita. Isso significa mudar radicalmente a forma como as empresas fazem negócios: trabalhando com os concorrentes, formando parcerias com outras indústrias, redesenhando estruturas organizacionais e investindo em novas habilidades e talentos.

 

 

CategoriesImprensa Corporativa – Conexões Inteligentes

A revolução da IoT vai melhorar a vida nas cidades, e de forma mais inteligente

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes

A Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), baseada em hardware, software, serviços, conectividade, nuvem e dispositivos, vem transformando as cidades que, com o conhecimento gerado pela interpretação dos dados, ganham mais eficiência na gestão pública e na melhoria de qualidade de vida dos cidadãos. Nessa nova cidade inteligente, tudo estará conectado e uma das aplicações consideradas como das mais importantes está relacionada à eficiência energética, com a implantação de smart grids e medidores inteligentes.

Os medidores inteligentes apresentam diversas funcionalidades tanto para as distribuidoras de energia quanto para os consumidores. As informações transmitidas em tempo real ajudam a gerenciar a distribuição de maneira mais inteligente, evitando sobrecargas, e também reduzindo o tempo necessário para o restabelecimento da energia após falhas, já que é possível isolar o ponto de falha e redirecionar o fornecimento. E também reduzir furtos de energia e fraudes.

Além disso, em uma cidade inteligente, as concessionárias podem desenvolver novos modelos de medição e cobrança, como a Tarifa Branca, incentivado a população a consumir energia fora dos horários de pico e monitorando os comportamentos de consumo de cada região.

Para os clientes, a implantação de soluções de IoT garantem a entrega de um serviço com melhor qualidade e uma cobrança justa, personalizando a sua experiência, já que o usuário pode controlar melhor os seus gastos, avaliando o seu consumo diário, semanal ou mensal nos aplicativos disponibilizados pelas concessionárias de energia. Com as informações detalhadas, o usuário pode, por exemplo, configurar uma meta de consumo e acompanhar o seu cumprimento durante o mês.

Além da iluminação pública

Sistemas inteligentes de iluminação pública vão além do controle da luz nas vias públicas e podem ser aproveitados para a implantação de outras aplicações. Como o monitoramento de segurança pública, gerenciamento de tráfego, monitoramento do clima, estacionamento inteligente, entre outras.

Temos observado que diversas cidades brasileiras já estão ampliando o uso das infraestruturas inteligentes de iluminação pública, oferecendo, por exemplo, a recarga gratuita para veículos elétricos compartilhados, que serão alugados via aplicativo, e também para veículos particulares, incentivando a migração para essa tecnologia.

Em San Diego, nos Estados Unidos, os serviços já vão bem além da iluminação das vias. Uma rede de dispositivos conectados na malha de iluminação viária envia informações sobre clima, iluminação e som para uma plataforma aberta na nuvem, onde desenvolvedores utilizam essas informações para identificar violações da ordem pública e emitir um alerta à polícia. Também é possível identificar vagas em estacionamentos. Tudo para facilitar a vida da população urbana.

Conectividade é o ponto de partida da inteligência

Mas todas essas funcionalidades dependem da oferta de uma conexão robusta, flexível, escalável e confiável. Na cidade inteligente, a conectividade é a chave para o sucesso da implantação de soluções de IoT, que transmitem uma enorme quantidade de dados, em tempo real, para a nuvem.

E, como o custo de implantação de uma infraestrutura de conectividade pode ser muito alto se levarmos em conta, por exemplo, a extensão, o relevo, e a topografia das cidades, as Redes Mesh aparecem como a melhor opção. Com custo menor quando comparada à rede de rádio modem e oferecendo mais confiabilidade do que a rede celular, a Rede Mesh tem sido considerada por empresas do setor de energia como a melhor tecnologia para conexão de religadores, possibilitando sua operação remota.

Ao final, o objetivo de toda essa infraestrutura tecnológica e soluções de IoT é criar espaços urbanos e iluminação pública inteligentes, com a utilização de sensores, conectividade, algoritmos e uma base de dados robusta. As oportunidades para o setor de energia são imensas, levando a um uso racional dos recursos e buscando um ambiente mais seguro e uma melhor qualidade de vida para os cidadãos.

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O futuro da energia está na tecnologia

A adoção de tecnologias digitais, como em diversos outros setores, representa o futuro da energia, entregando mais eficiência e resiliência com redes inteligentes e também novas formas de relacionamento com os clientes. Estudos da IEA (International Energy Agency), organização que reúne 38 países, inclusive o Brasil, apontam que a adoção das tecnologias digitais no setor elétrico poderá poupar cerca de US$ 80 bilhões por ano, melhorando a eficiência de redes e estações e reduzindo desligamentos.

O futuro da energia certamente passa pela adoção de inovadoras tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, redes inteligentes, medidores inteligentes, processamento na nuvem. E essa transformação é fundamental para a implantação de cidades inteligentes, com redes elétricas inteligentes e automatizadas, controle da distribuição e redução dos tempos de falhas.

O futuro da energia está na mudança de um modelo único de alimentação centralizada, que ainda predomina atualmente no setor brasileiro, para modelos descentralizados, baseados em redes bidirecionais entre consumidores e fornecedores. Atualmente, quando a distribuição energética de uma fonte centralizada falha, ela prejudica o abastecimento de toda a rede.

Como a tecnologia irá definir o futuro da energia

O setor de energia enfrenta dificuldades típicas da gestão de projetos longos e complexos, especialmente relacionadas com altos investimentos, uso de tecnologia avançada, gestão de riscos, requisitos regulatórios, infraestrutura, logística, além da preocupação com impactos ambientais.

Mas a implantação de inovadoras tecnologias permite otimizar todos os processos, como:

Construção de redes mais eficientes e inteligentes;

Apoio no processo de operação das redes de distribuição;

Gestão de ativos;

Engajamento da força de trabalho;

Redefinição do relacionamento com clientes;

Fortalecimento da segurança e privacidade de sistemas e das informações de clientes;

Saneamento de inconsistências nos cadastros técnicos e comerciais das distribuidoras;

Direcionamento e refinamento de ações de recuperação de receitas nas distribuidoras;

Conformidade com aspectos regulatórios;

Maior sustentabilidade no fornecimento de energia;

Medidores inteligentes e análise de dados: mais eficiência

As empresas de distribuição de energia têm investido cada vez mais em tecnologias que permitem medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também suas estratégias de distribuição, adotando medidores inteligentes e soluções para análise de dados.

Ao adotar os medidores inteligentes, a distribuidora de energia terá como primeiro benefício a eliminação da “perda de receita”, que geralmente é causada pela impossibilidade de medir regularmente o consumo de energia em determinadas localidades, principalmente nas áreas rurais, nas quais há dificuldade de estar presente todos os meses para a leitura manual da medição.

As cobranças então são feitas a partir de cálculo baseado no “consumo médio” dos últimos meses em que houve a medição. Além disso, quando a distribuidora não consegue realizar a medição por três meses consecutivos, a cobrança deve ser efetuada com o valor mínimo. Nestes dois cenários se configura a “perda de receita”. A partir da implantação de um sistema de automação da medição, não existe mais perda, pois o monitoramento do consumo de energia é remoto e online – algo impossível por meio da leitura de medição tradicional -, sem a necessidade da “presença física” para esta atividade. A automação da medição garante que a distribuidora faça a cobrança correta e tenha receita sem perdas.

O segundo benefício é o combate a fraudes a partir dos registros minuto a minuto de consumo e de demanda de energia disponíveis nos medidores inteligentes, possibilitando assim o levantamento do perfil de consumo, a análise e comparação que podem denotar atitudes suspeitas por parte do cliente. Consequentemente, é possível obter redução de despesas ao eliminar deslocamentos desnecessários de equipes para o trabalho de inspeção de fraudes.

Recursos Energéticos Distribuídos: tendência no setor de energia

Recursos Energéticos Distribuídos (RED – Distributed Energy Resources) são tecnologias de geração e/ou armazenamento de energia elétrica, implantadas junto a unidades consumidoras, atrás do medidor. Para o setor residencial e de PME, estudos apontam o uso de painéis solares como predominantes. Já nos setores comerciais e industriais a tendência é que a geração distribuída consistirá principalmente de fontes de cogeração (Combined Heat and Power – CGH).

A geração distribuída, a eficiência energética, o gerenciamento de demanda e o armazenamento de energia são os recursos que, atuando proximamente ao uso final da energia, são capazes de oferecer soluções – tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – que contribuam para o equilíbrio no atendimento energético.

Os REDs, que permitem maior participação do consumidor tanto na geração quanto na gestão do consumo da sua própria energia, contemplam:

Geração distribuída (GD);

Armazenamento de energia;

Veículos elétricos (VE) e estrutura de recarga;

Eficiência energética;

Gerenciamento pelo lado da demanda (GLD);

Essa nova forma de lidar com o consumo de energia, onde usuários podem vender energia para uma distribuidora local e também comercializar energia entre si, possível com a implantação de medidores inteligentes e soluções de conexões inteligentes, certamente vão transformar os sistemas elétricos, predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados de forma centralizada.

CategoriesImprensa Corporativa – Conexões Inteligentes

Saiba por que uma logística inteligente começa com o conceito de IoT

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes

Não é de hoje que as notícias sobre os custos logísticos no Brasil não são animadoras. Desde o ano 2000 a Fundação Cabral, através do seu Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Logística, Supply Chain e Infraestrutura, realiza a Pesquisa de Custos Logísticos. Na primeira edição do estudo, os custos logísticos representavam cerca de 10,5% do faturamento bruto das empresas.

De lá para cá, esse percentual nunca diminuiu e, na última versão, divulgada em 2018, apresentou o maior índice, alcançando 12,37% do faturamento bruto das empresas brasileiras do setor industrial. Com isso, o Brasil apresenta o maior custo logístico entre as 20 principais economias do mundo.

Como reverter essa situação? Com inteligência de negócios, baseada na “Internet das Coisas”, ou IoT (Sigla do inglês “Internet of Things”), onde caminhões, equipamentos, sensores, câmeras e muitas outras “coisas” trocam informações em tempo real. A capacidade oferecida pelas tecnologias e sistemas de IoT para integrar todos esses dados, e os transformarem em inteligência com ferramentas de Data Analytics, é que vai garantir a eficiência da cadeia logística, reduzindo custos, flexibilizando trajetos, entre outras ações que gerem mais valor para o negócio.

Se antes as empresas não conseguiam integrar seus centros de distribuição ou gerenciar a frota de caminhões (própria ou terceirizada), esse cenário muda com a chegada das tecnologias de IoT. E, internamente, dispositivos localizados em diferentes unidades da empresa, ou mesmo de empresas diferentes, também trocam informações em tempo real sobre compras e estoque, otimizando a logística em toda a cadeia de suprimentos. Assim, a integração entre todas as etapas da cadeia produtiva são automatizadas e ganham inteligência.

O impacto da IoT no transporte logístico

E como o transporte é um dos maiores gargalos da logística, diversas soluções de IoT têm sido desenvolvidas para otimizar a sua gestão. Os dados enviados pelos sensores ampliam a capacidade de análise e tornam o processo de tomada de decisão mais assertivo, baseado não apenas na experiência dos gestores, mas principalmente em dados confiáveis sobre o desempenho dos ativos, condições das estradas, trânsito, monitoramento da saúde dos veículos ou comportamento dos motoristas, entre outras variáveis.

As equipes dos centros de controle de operações, por exemplo, ganham a capacidade de tomar decisões rápidas e assertivas, já que todos os processos – rota percorrida, tempo de direção, acidentes, temperatura da carga, perfil do condutor, uso de combustível e de pneu – são monitorados em tempo real.

Outra área que atinge um novo patamar com a adoção das soluções de IoT é a manutenção da frota, onde os sensores enviam dados sobre o estado do motor e notificam automaticamente os gerentes de frota sobre possibilidade ou ocorrência de danos ou falhas/panes, permitindo o agendamento de manutenções preditivas e preventivas.

Além disso, essas informações, quando transformadas em insights, podem ser usadas para limitar o desgaste do motor, reduzir os tempos e números de paradas pela necessidade de manutenções corretivas ou desnecessárias, aumentar a média de quilômetros percorridos por litro e, indiretamente, reduzir as emissões de CO2.

Assim, com todos esses dados, a empresa pode manter um histórico sobre cada veículo da frota, das rotas utilizadas para as entregas, e dos respectivos motoristas, viabilizando análises de desempenho, detecção de intercorrências, levantamento de rotas que provocam muitas perdas (sejam por sinistros, ou por danos nos produtos transportados ou manutenções recorrentes nos veículos), e, claro, reduzir custos e otimizar as entregas, gerando mais valor para os negócios e para os clientes.

A grande lição é que, apesar dos desafios na implementação de novas tecnologias, os benefícios que podem ser alcançados com a adoção da IoT superam todas as dificuldades. As empresas precisam criar uma agenda de inovação e buscar parceiros confiáveis e com a expertise necessária para seguirem juntos nessa jornada.

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