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Agricultura 4.0: novas tecnologias promovem avanços na produção e na manutenção no agronegócio

Em busca de mais produtividade, o uso da tecnologia aliada ao meio ambiente, um dos itens que define a agricultura 4.0, está permitindo que os negócios no campo otimizem recursos naturais, equipamentos e processos no agronegócio.

Um exemplo de como essas iniciativas voltadas para a agricultura 4.0 devem crescer nos próximos anos é o programa BNDES IoT, por meio do qual o banco estatal oferece uma linha de crédito de R$ 100 milhões em recursos para financiar projetos piloto de Internet das Coisas, no qual o agronegócio deve ser um dos maiores beneficiados devido ao seu potencial de desenvolvimento para essa tecnologia.

Além disso, o País já conta com uma série de empresas que oferecem tecnologias específicas para atender às necessidades do agronegócio e prepará-lo para caminhar rumo à Agricultura 4.0, vencendo os desafios enfrentados de acordo com os diferentes níveis de maturidade de cada negócio quando o assunto é a modernização.

Neste cenário, a Atech, empresa do Grupo Embraer especializada no desenvolvimento de soluções e tecnologias para apoio à tomada de decisão, oferece, por meio da plataforma OKTO, um portfólio de softwares e serviços voltados para ajudar o setor agrícola a obter mais eficiência, agilidade e organização, oferecendo desde serviços voltados para melhoria contínua até sistemas avançados para modernizar o negócio e dar suporte à busca por inovação.

Segundo o diretor da área de Negócios Corporativos da Atech, Marcelo Eskenazi, apesar de ter seus benefícios bastante claros e diretos, o caminho rumo à Agricultura 4.0 ainda é nebuloso para muitos tomadores de decisão, e é neste cenário que a Atech busca se diferenciar.

“Especialmente neste segmento, em que a otimização dos processos e o envolvimento das pessoas são fatores críticos de sucesso é recomendado que a jornada de adoção de tecnologias esteja integrada a uma visão maior. É preciso mapear as necessidades focando sempre na busca por excelência operacional e balancear os esforços dentro de um plano bem estabelecido e gerenciado. A plataforma OKTO atende as necessidades de todos os estágios dessa jornada, seja por meio da implementação de metodologias ágeis e lean, seja na implantação de soluções de conectividade e sistemas para dar mais inteligência e agilidade na tomada de decisão por meio da análise de dados no campo”, explica Eskenazi.

Agricultura 4.0 e a busca por confiabilidade

Para isso, a Atech conta com o apoio de parceiros técnicos que ajudam no desenvolvimento de sistemas voltados para a Agricultura 4.0, como a Compass, especializada na difusão do conhecimento em engenharia da confiabilidade e gestão de ativos, e a Desh Tecnologia, especializada no desenvolvimento de soluções de conectividade, como redes MESH.

Unindo a experiência no desenvolvimento de soluções à análise da confiabilidade de ativos, a Compass em parceria com a Atech oferece o sistema Orion, integrado à plataforma OKTO para realizar a Gestão de Ativos. O sistema por meio da análise de dados coletados dos equipamentos agrícolas, auxilia no planejamento de manutenções preventivas, reduzindo custos, e na identificação de problemas que possam afetar a segurança operacional e ambiental de maneira eficaz.

A conectividade é fundamental para esses avanços. E, neste contexto, a Atech se uniu à Desh Tecnologia, empresa investida pelo Fundo Aeroespacial liderado pela Embraer, para o desenvolvimento de um software de gestão de Redes MESH, tecnologia ideal para solucionar o desafio de conectividade no campo, em que redes celulares e WiFi não são alternativas.

Seguras, confiáveis e de fácil implementação, as redes MESH vão dar a cobertura e a confiabilidade necessárias para dar apoio aos avanços da agricultura 4.0.

Para Adriano S. Yamaoka, CEO da Desh Tecnologia, existe uma escassez de conectividade no campo e, em muitos casos, quando existe conectividade para uma área mais abrangente, o custo é muito elevado. “A proposta da Desh por meio das redes MESH é oferecer uma tecnologia que englobe características técnicas diferenciadas para entregar boa conectividade com bom custo-benefício. Isso na agricultura 4.0 vai ser essencial, pois o acesso remoto e a análise dos dados coletados é o que vai levar um grande valor para as aplicações, agregando produtividade na colheita e ganho de energia”, explica Yamaoka.

Além da tecnologia desenvolvida em parceria com a Atech por meio do software de Gestão de Redes MESH, a empresa também está trabalhando no desenvolvimento de um sistema de monitoramento remoto de condição.

Transformando dados brutos em insights

A geração de imagens de satélite associada à coleta de dados do campo também é uma das características da Agricultura 4.0 que pode trazer avanços importantes na tomada de decisão, impulsionando ações preventivas que podem reduzir custos para os produtores rurais. É neste campo que a VISIONA, joint-venture entre a Embraer e a Telebras, atua, por meio da concepção de sistemas espaciais. “Temos acompanhado bastante a questão da agricultura 4.0 e as iniciativas do setor, principalmente em função do acordo de cooperação que assinamos com a Embrapa. O que temos visto, no entanto, é uma dificuldade em conectar todo o fluxo desde o planejamento até o escoamento da produção do campo”, explica Cleber Oliveira, diretor de desenvolvimento de negócios da VISIONA.

De acordo com o executivo, a questão da banda larga é uma grande oportunidade para o negócio da empresa. “Temos apoiado principalmente a Embrapa em questões relacionadas ao uso de satélites diretamente, de forma que a conectividade seja resolvida por meio do uso da banda larga no campo. As empresas precisam escoar os dados que coletam, e o satélite é a melhor forma de fazer isso, proporcionando cobertura de 100% no território nacional”, afirma.

No sentido de dar mais inteligência à análise dos dados brutos para gerar insights relevantes para as atividades no campo, a Aquarela, empresa também investida pela Embraer, utiliza Inteligência Artificial e Machine Learning para identificar falhas e pontos de melhoria nas atividades do agronegócio, da preparação do solo à colheita.

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Maquinário conectado melhora estratégias de manutenção do maquinário agrícola

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

O setor de agronegócio no Brasil vem apresentando um crescimento constante e, após a previsão de que a safra de soja no período de 2018/2019 deverá ser superior à dos Estados Unidos, até então líder mundial, agora a grande notícia é de que produção de café deve ser a maior da história, com uma colheita de quase 60 milhões de sacas beneficiadas de 60 quilos.

A estimativa sobre a produção de soja foi divulgada em maio pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, dando conta de que o Brasil deve produzir cerca de 117 milhões de toneladas, um pouco acima dos 116 milhões dos norte-americanos. Já a estimativa sobre a colheita de café foi divulgada em dezembro pelo IBGE, apontando um crescimento de mais de 33% em relação à safra passada.

Para alcançar esses números, o setor de agronegócio investe alto em tecnologia e no desempenho do maquinário. Grandes produtores já perceberam a importância de contar com máquinas modernas e desenvolvidas para atender as necessidades e particularidades de cada tipo de solo e de clima, que variam conforme a região do Brasil, requerendo estratégias diferenciadas de manutenção.

Somente o setor de máquinas agrícolas, usadas no preparo do solo, plantio, aplicação de defensivos e colheita, junto com máquinas rodoviárias, deve movimentar US$ 16,7 bilhões em 2018, segundo a Anfavea (Associação Nacional de Veículos Automotores). E não podemos deixar de lado outros maquinários que compõem a cadeia do agronegócio, como os usados no processamento de leite, por exemplo.

A agricultura 4.0

O conceito 4.0, que em primeiro lugar foi adotado pelo setor de manufatura, leva para o campo um novo modelo de maquinário com diversas tecnologias de Internet das Coisas embarcadas, que demandam novos modelos de gestão e de manutenção, baseados na análise dos dados enviados em tempo real sobre o seu desempenho. Essa inteligência é fundamental para que os especialistas possam implantar sistemas de agricultura de precisão, conectando máquinas e serviços.

Com a adoção de tecnologias de IoT, os gestores do agronegócio esperam minimizar perdas, ajustar processos e maximizar resultados. Com a Internet das Coisas, a descoberta antecipada de um ataque de praga, por exemplo, permite atuar com defensivos em áreas pontuais, corrigir processos e evitar perdas, assim como garantir a confiabilidade e a disponibilidade do maquinário, estratégia fundamental para garantir mais segurança e eficiência na gestão de ativos.

Para crescer em um ambiente tão sujeito a variações como o setor agrícola, a informação é o principal insumo e mais do que nunca são os dados dos sensores embarcados em máquinas e equipamentos que vão permitir ao gestor tomar decisões mais assertivas sobre a estratégia de operação no campo, manutenção e também sobre as necessidades do negócio.

Conectividade garante uma melhor estratégia de manutenção

O uso de inovadoras tecnologias no agronegócio depende de conectividade, em que as Redes MESH aparecem como a melhor opção para garantir a troca de informações. Afinal, de que adianta investir em sensores e máquinas inteligentes que produzem um grande volume de dados que poderiam ser usados para melhorar a estratégia de manutenção e, também, de produção, se não há como extrair e analisar em tempo real essas informações? Sem conectividade, todos os dados precisam ser extraídos, cruzados e analisados manualmente, perdendo toda a agilidade necessária para manter a competitividade, a redução das perdas nas lavouras, e o aumento da eficiência operacional de seus ativos.

Em locais remotos, longe dos grandes centros urbanos, as Redes MESH aparecem como a melhor opção para garantir a troca de informações entre os dispositivos e os softwares de monitoramento e análise. Essa tecnologia de conexão consiste em nós (pontos) de rádio organizados em uma topologia MESH (em malha), que se conectam sem fios, e sem envolver uma operadora de telecom ou um provedor de serviços de internet, entregando um alto grau de escalabilidade, simplicidade, caráter colaborativo e com baixo custo de implantação, operação e manutenção.

 

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