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Live “Mulheres na Defesa” reúne grandes profissionais da Marinha e da Atech para falar sobre desenvolvimento e mercado

O Portal Defesanet realizou nesta terça-feira (27), em seu canal no YouTube, a live Mulheres na Defesa, da qual participaram nossas colaboradoras Andrea Hemerly, que atua na direção do Programa Fragatas Classe Tamandaré, e de Adriana Invernort Cappellotto, responsável pela Gestão de Operações nos Programas Labgene e Classe Tamandaré.

O evento online ainda contou com a participação da Almirante Luciana Marroni, Diretora de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM), e da Capitão de Mar e Guerra da reserva da Marinha Carla Lage, que atuou na coordenação do Programa Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). A apresentação e mediação foi feita por Nelson Düring,  editor do Portal Defesanet.

Evolução

As participantes compartilharam com o público um pouco sobre as suas trajetórias profissionais e o que as levou a escolher esta carreira.

A Almirante Luciana Marroni, segunda mulher a ser promovida ao posto de General da Marinha, contou como viu de perto a evolução na aceitação de mulheres na Força ao longo dos anos. Vale lembrar que a Marinha foi a primeira das três Forças no Brasil a institucionalizar a participação feminina em seu quadro, a partir de 1980, e hoje não impõe nenhuma restrição ao avanço da carreira das mulheres até o mais alto posto.

“Na época em que entrei na Marinha, eu tinha acabado de me formar e meu irmão havia ingressado havia pouco tempo no corpo médico e me contou que a Marinha também recebia mulheres. Motivada, eu fiz o concurso e fui aprovada. Quando cheguei, já havia muitas mulheres ali, ainda que fossem minoria em comparação com os homens, o que me surpreendeu. Porém, naquele momento existia apenas o ‘corpo feminino’, no qual se enquadravam todas as mulheres da área técnica, independente da sua formação. Este quadro só foi alterado em 1997, quando houve uma igualização de gênero, e então migrei para o ‘corpo de engenheiros’, passando então a ter acesso às mesmas oportunidades que os homens.”

Este foi um momento muito importante na Marinha, que desde então vem abrindo mais oportunidades para as mulheres. “A Força evoluiu muito, graças ao reconhecimento da competência das mulheres ao longo dos anos. Mulheres estas que chegaram antes de mim e abriram este caminho”, salientou a Almirante Luciana Marroni.

E seu trabalho gera frutos além do imaginado na época de sua implantação até hoje, uma vez que o DCTIM tornou possível o teletrabalho que hoje, em meio à pandemia, é essencial para salvaguardar a segurança dos integrantes da Força.

Guardando os mares

A comandante Carla Mello Lage fez a passagem de Capitão de Mar e Guerra do Quadro Técnico da Marinha para reserva no dia 26 de abril, após 31 anos de serviços prestados à Marinha, com foco principalmente em tecnologia.

Apaixonada pelo que faz, a profissional ingressou na carreira militar em 1990 e atuou em diversas funções na Marinha, com destaque para Superintendente Técnica e de Pesquisas no Centro de Análise de Sistemas Navais e Coordenadora de Ciência, Tecnologia e Inovação do Programa do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, o SisGAAz, na Diretoria de Gestão de Programas da Marinha. Para desempenhar da melhor forma as suas funções, sempre investiu em capacitação. Tanto que possui doutorado em Ciência da Informação e Tecnologia pela Universidade do Estado da Pennsylvania.

“Eu sempre fui da área de computação e achei interessante unir a carreira naval à área da qual eu já gostava, então prestei o concurso para a Marinha. Enfrentei algumas barreiras, mas não sei se por ser mulher ou se por trabalhar com tecnologia, que gerava resistência nos profissionais mais antigos quando começou a ser implementada. Vi várias mudanças durante estes anos de trabalho. O mais recente e que marcou o encerramento da sua carreira na Marinha foi o SisGAAz (Programa do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul), focado na Vigilância e Monitoramento Marítimo no nosso território”.

Hoje o SisGAAz está focado em radares de superfície e médio e longo alcance. Sua coordenação é feita pela Marinha, com o apoio de outros braços das Forças Armadas. A garantia da soberania nacional passa por este monitoramento. Ao todo, são 22 milhões de quilômetros quadrados a serem monitorados e cuidados no Brasil, sendo 7,4 mil quilômetros de costa e 3,5 milhões de quilômetros quadrados apenas na Amazônia Azul.

Inspiração na área civil

Andrea Hemerly, que atua na direção do Programa Fragatas Classe Tamandaré, é formada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Espírito Santo, possui mestrado e doutorado em Ciência da Computação pela PUC-Rio e trabalha na Atech, empresa do Grupo Embraer, onde atua na direção do Programa Fragatas Classe Tamandaré.

A profissional atua no desenvolvimento dos sistemas de gerenciamento de combate e de integração de plataforma, customizando a tecnologia para as necessidades da Marinha, trazendo-a para o Brasil.

O sucesso foi tanto que Andrea foi agraciada com a Medalha Mérito Tamandaré, concedida pela Marinha do Brasil, por conta dos resultados do seu trabalho.

“Toda tecnologia desenvolvida na área da Defesa acaba beneficiando vários setores produtivos, com a chamada dualidade e transbordamento para o mundo civil. O ATM (gestão de tráfego aéreo) é um exemplo real e palpável de como projetos desenvolvidos para fins de Defesa contribuem para a sociedade como um todo.”

Mulheres na tecnologia nuclear

Adriana é pós-graduada em Business Administration pela Fundação Getúlio Vargas, e tem mais de 18 anos de experiência em Supply Chain e Gestão de Projetos. Na Atech, desenvolveu atividades em Supply Chain para Defesa e Segurança, de 2016 a 2019, e desde janeiro do ano passado é responsável pela Gestão de Operações na Diretoria de Defesa, atuando no Programa Labgene (Laboratório de Geração Nucleoelétrica), parte essencial do Programa Nuclear da Marinha e também no programa Classe Tamandaré.

“O programa começou em 1979 e sempre foi muito estratégico, tendo sido traçado ao longo do tempo para dominar o ciclo do combustível nuclear. Hoje estamos fazendo um reator que vai dentro do submarino para dar mais autonomia a ele. Mas a energia nuclear tem múltiplas funções, sendo usadas para fins médicos, para alimentar nossos reatores, além da propulsão nuclear naval. Trata-se de uma ferramenta maximizadora para os resultados do monitoramento da Amazônia Azul.”

A profissional ainda salientou que atualmente temos uma indústria nacional resiliente e adaptável para as necessidades da Marinha do Brasil, gerando assim emprego e fomentando o crescimento tanto das Forças Armadas quanto da nossa economia.

Futuro

A Almirante Luciana Marroni acredita que há mercado para quem se interessa pelo setor. “A área técnica costuma atrair menos as mulheres, mas tenho visto isso mudar – e torço por isso. Para entrar na Marinha basta ter determinação e vontade. É uma instituição muito boa, baseada em disciplina e hierarquia. Quem faz sua parte bem feita conquista oportunidades de forma igual para homens e mulheres. Aqui dentro posso garantir que a competência e dedicação é que definirão a sua carreira. Confiem em si mesmas, prestem o concurso e entrem. Há muitas oportunidades”.

A comandante Carla Mello Lage concordou com a colega e acrescentou que tecnologia é tudo: não o futuro, mas também o presente. “Me orgulho de ser Marinheira. Conquistei muitas coisas profissionalmente, pude estudar e não me arrependo desta escolha!”

Adriana Invernort Cappellotto afirmou acreditar em um mercado igualitário, com oportunidades para todas as pessoas, independente do gênero. “Precisamos incentivar as meninas a brincarem de piloto, engenheira e o que mais quiserem e as jovens a buscarem seus sonhos. Competência é uma qualidade de quem faz, como fazem estas mulheres incríveis que participaram conosco desta live”.

Andrea Hemerly, por sua vez, salientou que a Atech está bem posicionada nas Forças Armadas e que o objetivo é continuar apoiando-as como parceiros tecnológicos nos processos de grande complexidade tanto nos que já estão em andamento quanto naqueles que virão.

live está disponível na íntegra em: https://www.youtube.com/watch?v=haOAIJYoNIg. 

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