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Inovação é a criação de algo novo que cause impacto e gere valor e não incrementos sucessivos do velho

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O impacto da inovação e das novas tecnologias nos negócios e pessoas foi a temática de abertura do segundo dia do 6° e-Fórum Atech.

Aspectos ligados ao papel dos governos, do setor privado e das universidades no processo de inovação foram tratados pelos painelistas Claudio Caiani Spanó, diretor presidente da COMPASS, Cristiano Lincoln Mattos, CEO da TEMPEST, e Denis Balaguer, diretor do Centro Inovação da Ernst Young.

Ponto pacífico entre os três painelistas é a definição de inovação como a criação de algo novo que cause impacto e gere valor e melhore o negócio de alguma forma.

Especialista no tema, Spanó explicou que a engenharia de confiabilidade é uma ciência que permite, por meio de análise de dados, avaliar a probabilidade de um processo parar ou causar um acidente e quando isso pode acontecer. Geralmente é aplicada na manutenção e gestão de ativos e no desenvolvimento de novos produtos.

Segundo ele, a Indústria 4.0 prega a aplicação de diversas tecnologias no negócio, entretanto, antes disso, existe um outro patamar, que nem sempre é lembrado. “Para uma efetiva gestão de ativos, a integração dos dados e informações é essencial”, disse ele, ao destacar que muitas vezes há sistemas espalhados que não conversam e, portanto, dificultam a composição e a análise para a geração de processos de suporte às decisões.

A cibersegurança é outro tema que tem ganhado destaque nos últimos anos, cenário que foi reforçado durante a pandemia do novo coronavírus. Especialista no assunto, Lincoln Mattos afirmou que a inovação na área surge com o profundo conhecimento da realidade e dos problemas das empresas. “A maioria das nossas soluções nasceram a partir de uma necessidade do próprio cliente”, ressaltou, ao ponderar que a segurança nunca pode ser um entrave ao processo de inovação do empreendedorismo.

Essa proximidade é uma das bases da inovação em cibersegurança, de acordo com o painelista, que também aponta como outro pilar a adaptação aos crimes cibernético, espionagem, fraudes ou outras atividades maliciosas. “Vivemos um universo de ataque e defesa. Do outro lado, sempre temos um outro humano, tão inteligente e ferramentado como nós”, enfatizou ele, ao afirmar que esse cenário merece ação. “Nada em segurança é estático, tudo está sempre em um contexto de mudança e adaptação, portanto, de inovação”.

Ao destacar que o processo de reinvenção das empresas toma estratégias diferentes, uns trabalhando na fronteira tecnológica, outros na inovação de produtos e serviços e outros no modelo de negócios, Balaguer ponderou sobre a importância do desmonte e de alguns mitos relacionados à novação. “Ela não está ligada a um indivíduo criativo, mas sim a um processo sistemático, com metodologia e métrica”.

Para o executivo da Ernst Young, por se tratar de um processo empresarial, a inovação está baseada em três pilares que visam a sua inserção no DNA do negócio: Intenção – estabelecimento de onde se quer chegar; Cultura – estímulo a comportamentos de trocas de experiências, interação, experimentação e aprendizado; e Estrutura – ferramentas adequadas, processos bem desenhados e pessoas qualificadas.

O incentivo e a integração entre governo, empresas e academia também foram apontados pelos três como uma necessidade em favor da inovação e do desenvolvimento.

Spanó lembrou que, na década de 80, Brasil e Coréia do Sul integravam um patamar econômico similar e, depois de 20 anos, o  país asiático mostrou desenvolvimento significativamente superior. “O que teve de diferente? Investimento massivo em pesquisa e desenvolvimento”, respondeu, ao lembrar que é preciso incentivar a inovação. Quanto à academia, o painelista apontou para a necessidade de uma ação colaborativa entre todos os agentes do processo. “Todo mundo sai ganhando, inclusive o país”.

Lincoln Mattos afirmou que o governo, como provedor de inovação e serviços à sociedade, tem muitos desafios a enfrentar, mas também agrega casos de sucesso, como o processo eleitoral, com as urnas eletrônicas, e o sistema de declaração de imposto de renda, via internet. “Casos positivos de inovação em escala continental”. Já sobre o papel da academia, o painelista disse que esses arranjos societários são muito positivos e que são as universidades que têm a semente para fazer florescer a inovação.

Já Balaguer ressaltou que a inovação é papel estratégico das empresas. Pela própria necessidade do negócio, contudo, o governo precisa criar um ambiente econômico de fomento. Também lembrou que o Brasil não tem um histórico e uma trajetória de universidades criadas a partir de demandas de negócios, como outros países, por isso, deve criar incentivos de aceleração.

O 6° e-Fórum Atech colocou em debate o tema “Future, NxT – o papel da tecnologia e da inovação para governos, pessoas e organizações” e o segundo dia foi marcado pelo subtema “O papel da inovação: os novos passos da tecnologia (dual) aplicada”. O painel da manhã contou com a moderação do diretor de TI e Inovação da Atech, Mauro do Santo Junior, e a participação do presidente da Atech, Edson Mallaco.

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