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Energia: “Novo normal” leva o mercado a acelerar adoção de novas tecnologias

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Com a pandemia do Covid-19 e a recomendação de isolamento social, diversas concessionárias de energia cancelaram a medição presencial e passaram a cobrar com base na média dos últimos seis meses, já que ainda são pouquíssimos os medidores inteligentes, que permitem a medição remota, em funcionamento. O problema é que muitos clientes foram surpreendidos com o alto valor de suas contas.

Os medidores inteligentes permitem a entrega de uma fatura com um valor extremamente confiável e novos modelos de tarifação, medição e cobrança, identificando os horários de pico e o comportamento de consumo de cada região para determinar diferentes preços para a energia consumida em diferentes horários.

Mesmo com o fim da pandemia, será que voltaremos a circular com tanta liberdade como antes da chegada do vírus? Ou o “novo normal” será evitarmos nos expor a riscos desnecessários? Será que as concessionárias voltarão a ter colaboradores encarregados pela medição manual ou mesmo tantas equipes de manutenção, ou vão começar a acelerar a adoção de novas tecnologias que vão automatizar tarefas antes presenciais e manuais?

O processo de adoção de novas tecnologias já vem impulsionando a transformação digital no setor de energia, e concessionárias como a EDS, por exemplo, já utilizam a tecnologia de Redes MESH oferecida pela Atech para conexão de religadores. Segundo Ricardo Hayashi, product manager da Atech em Conexões Inteligentes, a solução de Rede MESH tem atendido à demanda do setor de energia por apresentar maior eficiência no monitoramento remoto dos religadores e, também, da medição inteligente.

Tecnologia para medição e manutenção remota

Um exemplo prático está na identificação da ausência de energia em uma determinada área. Com tecnologia de Redes MESH a distribuidora EDS pode restabelecer parte do serviço e redirecionar o fornecimento de energia de forma rápida e remota, sem a necessidade de aguardar a presença física de profissionais que atuariam “in loco”, contribuindo para manter o distanciamento do “novo normal”, já que menos colaboradores serão necessários para solucionar o problema.

As Redes MESH também contribuem para melhorar a medição remota de consumo de energia. Hayashi destaca que a tecnologia de Redes MESH auxilia o monitoramento, o controle e o diagnóstico da estrutura da rede de distribuição de energia, disponibilizando o acesso a todas as informações em qualquer período e local – inclusive com uma tabela estatística do nível de demanda de energia para auxiliar a identificação, por exemplo, de sobrecarga nas subestações.

“Dessa forma”, diz o especialista, “as Redes MESH permitem responder com agilidade a problemas que possam afetar as redes de distribuição e o fornecimento de energia. É uma forma de resolver em minutos um problema que levaria horas para ser solucionado de forma manual, sem a necessidade de custos de deslocamento de equipes e, principalmente, entregar um melhor nível de serviço ao cliente”.

O “novo normal” e o novo setor de energia

Segundo um estudo divulgado no final de abril pela AIE (Agência Internacional de Energia), a pandemia de Covid-19 representa o maior choque para o sistema global de energia em mais de sete décadas, com a queda na demanda neste ano ultrapassando o impacto da crise financeira de 2008 e resultando em um declínio anual recorde nas emissões de carbono de quase 8%.

Segundo executivos da AIE, ainda é muito cedo para determinar os impactos a longo prazo, mas eles afirmam que o setor de energia que emergirá dessa crise será significativamente diferente daquele que veio antes.

As projeções do estudo Global Energy Review da AIE sobre demanda de energia e emissões relacionadas a energia para 2020 são baseadas em suposições de que os bloqueios implementados em todo o mundo em resposta à pandemia serão progressivamente aliviados na maioria dos países nos próximos meses, acompanhados por uma recuperação econômica gradual.

As energias renováveis devem ser a única fonte de energia que registrarão crescimento em 2020, com participação na geração global de eletricidade graças ao acesso prioritário às redes e aos baixos custos operacionais. Apesar dos problemas nas cadeias de suprimentos que interromperam ou atrasaram a implantação de novas tecnologias em várias regiões importantes este ano, a energia solar fotovoltaica e a energia eólica deverão ajudar a elevar a geração de eletricidade renovável em 5% em 2020, auxiliada por uma maior produção de energia hidrelétrica.

O relatório projeta que a demanda de energia cairá 6% em 2020 – sete vezes o declínio após a crise financeira global de 2008. Em termos absolutos, o declínio é sem precedentes – o equivalente a perder toda a demanda de energia da Índia, o terceiro maior consumidor de energia do mundo. As economias avançadas devem ter os maiores declínios, com a demanda caindo 9% nos Estados Unidos e 11% na União Europeia. O impacto da crise na demanda de energia depende fortemente da duração e do rigor das medidas para conter a propagação do vírus. Por enquanto, o cenário é de incertezas, e a única certeza que podemos ter é que será preciso investir em novas tecnologias para que o setor de energia mantenha a sua competitividade.

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