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Debate sobre as práticas sustentáveis aponta novos caminhos para a indústria e a economia

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Em uma economia cada vez mais globalizada, e onde as mudanças ocorrem em progressão geométrica, atender às demandas do mercado internacional são fundamentais para sobreviver à forte concorrência. E poucas demandas são mais urgentes e imperiosas que a adoção de práticas sustentáveis na produção e oferta de produtos e serviços. Esta foi a linha matriz do debate realizado no painel “O que não parou foi a Indústria: preparando-se para o futuro sustentável”, que fechou o 6º Fórum Atech.

Com o tema “Future, NxT: O papel da Tecnologia e da Inovação para Governos, Pessoas e Organizações”, o evento discutiu a adoção de novos sistemas tecnológicos no dia a dia, em busca de maior eficiência e produtividade sem abrir mão da sustentabilidade e da qualidade de vida.

Representantes do governo e da iniciativa privada, de instituições acadêmicas e do mercado colocaram opiniões e propostas em debate, de forma virtual, destacando que a sustentabilidade exige esforços e práticas de todos os agentes sociais para funcionar plenamente.

Dessa forma, toda a abordagem do painel enfocou o papel da inovação no novo século, que vem como resultado de um ciclo complexo, da combinação de diversos fatores, interesses e elementos que se unem em sinergia, apresentando o conceito de Hélice Quíntupla, que une indústria, Estado, academia e sociedade civil e ambiente com preocupação ecológica, em prol de uma sustentabilidade de longo prazo, considerando padrões verdes.

O painel “O que não parou foi a Indústria: preparando-se para o futuro sustentável”, foi moderado pelo gerente executivo & head da unidade B2B da Atech, Jefferson Inácio de Castro. Participaram do debate: General de Brigada Marcelo Carvalho Ribeiro, Diretor da DMAT EB (Diretoria de Material do Exército Brasileiro); Pedro Mizutani, Presidente do Conselho do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e Conselheiro da Cosan e da União das Indústria da Cana (UNICA); Sóstenes Arruda, Diretor Jurídico da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), Diretor do Comdefesa-GO, Membro do Fórum Aliança pela Inovação em Goiás, do Conselho de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) e Sócio Diretor da empresa Griffin Consultoria em Negócios; e Elso Alberti Junior, Diretor de Desenvolvimento de Negócios do Parque Tecnológico São José dos Campos.

O General de Brigada Marcelo Carvalho Ribeiro afirmou que as Forças Armadas têm adotado cada vez mais práticas sustentáveis em suas operações e que esse é um grande desafio para todo o país. Ele destacou os problemas ambientais surgidos no país e que isso sempre aciona um alerta. “A partir da crise, o Exército tem de estar sempre pronto”.

Ele comentou que um dos desafios enfrentados é aproximar, cada vez mais, as entidades governamentais da iniciativa privada e dos institutos de pesquisa e tecnologia, para buscar novas soluções. “O diálogo é um fator primordial. Precisamos entender que vivemos em um único ecossistema e que o sucesso de uma empresa ou de uma pessoa tem de vir com o sucesso dos demais agentes”.

Outro aspecto abordado por ele foi a necessidade de aprimoramento constante da logística. “Ela está em tudo. Precisamos ter um bom nível de prontidão logística, buscar tecnologias para melhorar processos, aquisição de insumos, o que precisa de suprimento imediato, o ter ciência do que depende do exterior, e outras medidas.

Sóstenes Arruda endossou os comentários do General e destacou os acordos que vêm sendo realizados no estado de Goiás entre governo do Estado, prefeituras, empresas e associações para criar ações mais fortes. “O Brasil tem de ter um sentido de corpo. O governo não pode ir para um lado e a indústria para outro”.

A abordagem da sustentabilidade ganhou novos contornos na fala de Arruda. Ele frisou a necessidade de o Brasil se tornar cada vez mais autossuficiente em produtos essenciais e que a pandemia tornou isso ainda mais notório na área de saúde. “Nós precisamos ampliar os investimentos no sistema público e garantir que a indústria tenha condições de fabricar as matérias primas e os medicamentos”, explicou. “Não podemos depender apenas das cadeias globais de suprimentos de materiais”.

Elso Alberti Junior falou da relação de simbiose que existe entre as empresas do Parque Tecnológico São José dos Campos, entidades governamentais e órgãos de pesquisa. E que a solução para o país deslanchar economicamente, e de forma sustentável, é gerar produtos e serviços de maior valor agregado. “Para a nossa indústria é preciso gerar não só commodities. Temos de pensar em adicionar valor às nossas exportações. Se não fizermos nada, em dez anos a indústria vai ter uma participação irrisória no PIB”, afirmou.

Em sua visão, a inovação é o caminho para atingir esse objetivo de gerar maior valor nas exportações. “Os parques tecnológicos têm a missão de promover, de maneira adequada, estrutura sustentável para que o conhecimento chegue ao mercado”.

Pedro Mizutani destacou o potencial do agronegócio para a inovação e geração de valor nas exportações, defendido por Alberti Júnior. Segundo ele, os grandes produtores sempre investiram em tecnologia e na pesquisa, para obter novas variedades de produtos, mas que a adoção de novos equipamentos tecnológicos não era muito aceita pelos pequenos agricultores.

“Isso mudou com a pandemia, porque eles precisaram se adaptar às mudanças”, explica. “A pandemia nos ensinou muita coisa, como a valorização da ciência e da união da sociedade como um todo”.

Ainda de acordo com Mizutani, a adoção de novas tecnologias têm sido fundamentais para a redução de custos e que a indústria precisa trabalhar mais para atender às demandas do campo. “Precisa haver uma modernização. Empresas têm buscado formas de atender o pequeno agricultor com ajustes de preços, formas e transferência de tecnologia”.

Sustentabilidade ambiental

O painel seguiu com as impressões dos participantes em relação a como governo, indústria e academia têm lidado com a questão das práticas de sustentabilidade ambiental. O General Ribeiro comentou que todo organismo, seja público ou privado, é chamado a esse desafio. “É preciso olhar o mundo e as pessoas de forma diferente. Os relacionamentos devem ser aperfeiçoados e o sucesso está baseado no (cuidado com o) meio ambiente.

Ribeiro explica que, para adotar ações sustentáveis, é preciso criar novos dispositivos tecnológicos. “Temos obrigação de gerar e despertar inovação. E isso vai acontecer quando a gente comunicar nossas demandas. Então, temos de chamar o diálogo com os fornecedores”.

Mizutani comentou que o setor agrícola deu um grande salto rumo à sustentabilidade, com a abolição de antigas práticas como a queima da cana. E concorda com o general sobre a importância de investir em pesquisa e tecnologia para adotar novas práticas de preservação ambiental. Em algumas operações, há 30 anos, se usava produtos baseado em chumbo. Depois, passamos a usar outros produtos. Hoje, usamos ultravioleta. A sustentabilidade é muito importante”.

Sóstenes frisou que, em um ambiente altamente competitivo, a inovação surge como um diferencial de crescimento. E que a adoção de práticas sustentáveis é um dos pilares desse pensamento disruptivo. “Toda empresa que é líder de um segmento, ao adotar medidas de sustentabilidade, vai influenciar o mercado e seus concorrentes”. A criação de indicadores de qualidade ambiental também deve fazer diferença no futuro. “O IBGE, em breve, vai calcular o PIV, Produto Interno Verde, assim como faz com o PIB”.

Ele também destacou as ações coordenadas para preservar matas nativas próximo a áreas de cultivo como uma ação de impacto até mesmo para as exportações. “Goiás apoia o pequeno produtor para ele manter uma pequena área, evitar que entre fogo e caçador”. Segundo ele, o governo estadual realiza o inventário daquela área, monetiza e emite títulos a serem apresentados no mercado externo. “Isso permite entrada do produto em mercados mais restritivos, como a Europa”.

Elso Alberti Junior endossou as opiniões anteriores de que setor de alta tecnologia abre novas possibilidades de crescimento econômico com sustentabilidade. E que a busca por inovação vem criando uma nova mentalidade empresarial. “Nossa produção industrial era muito focada na lucratividade. Depois passou a se pensar na qualidade, com o certificado ISO 9001 sendo mandatório”, analisou. “Depois, a atenção foi para a segurança do trabalho. Agora, é a sustentabilidade. É algo a ser incorporado naturalmente nas empresas, até porque é uma questão de competitividade”.

Ele avaliou que sociedade vem impondo, cada vez mais, ações positivas da indústria. E que as empresas precisam ter meios para atender a essas demandas. “Quando falamos em inovação é como se fosse uma pregação. A gente acredita, de fato, que esse é um caminho de transformação no país. Nós não caminharemos sem cultura ambiental, cultura de sustentabilidade, de segurança devidamente enraizada nas nossas empresas. Isso já vai acontecer”.

Ao encerrar o painel, Jefferson Inácio de Castro reforçou a necessidade de colocar a sustentabilidade na pauta de qualquer discussão visando o presente e o fututo. “É uma questão inevitável e primordial e devemos sempre nos dispor de novas tecnologias e da inovação para nos auxiliar nesse processo”, disse.

 

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