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CISCEA faz implantação de nova versão do SAGITARIO no ACC Brasília

Projeto de atualização do sistema de gestão e controle de tráfego aéreo foi realizado em conjunto com a empresa Atech, do Grupo Embraer, e está em operação no Centro de Controle de Área de Brasília desde janeiro

O SAGITARIO (Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional), sistema de gerenciamento e controle de tráfego aéreo em operação no Brasil e desenvolvido pela Atech, empresa do Grupo Embraer, em conjunto com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), passou por atualizações recentes e sua nova infraestrutura de hardware foi implementada pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), no Centro de Controle de Área de Brasília (ACC-BS), em janeiro de 2021.

A partir dessa atualização, que teve todo o processo acompanhado pela Atech, o ACC-BS passou a operar com máquinas de última geração e com a versão mais recente do SAGITARIO. Foram realizados os Testes de Aceitação em Campo para realizar as atualizações, testes operacionais e análises dos documentos para integração do sistema.

Centro de Controle de Brasília: Sistema de gestão e controle de tráfego aéreo – SAGITARIO

As principais etapas dessa implantação contemplam o levantamento em campo, projetos executivos de instalação elétrica e eletrônica, planos e materiais para treinamento, procedimentos e testes de aceitação em campo, voo do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) para validar o sistema, operação assistida, documentação definitiva e garantia”, explica Francisco Accacio Oliveira da Silva, Gerente de Projetos da Divisão Operacional da CISCEA.

Nos próximos dois meses, a CISCEA e a Atech acompanharão a operação do ACC-BS in loco, e, na sequência, darão início à implantação e modernização do Controle de Aproximação de Brasília (APP-BR), que também ganhará a nova versão do SAGITÁRIO, em processo previsto para ser finalizado ainda em 2021.

De acordo com o Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior, presidente da CISCEA, “a atualização do hardware e a instalação da versão mais atual do SAGITARIO no ACC-BS é um importante passo para a implementação da Centralização de Planos de Voo, projeto de extrema relevância do Subdepartamento de Operações (SDOP) do DECEA, reforçando o compromisso da CISCEA na implantação de sistemas, equipamentos e infraestrutura de ponta para as atividades de gerenciamento e controle”.

O SAGITARIO está em operação nos CINDACTAs de Brasília, Curitiba, Recife e Manaus, além de 18 APPs — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Vitória, Curitiba, Macaé, Pirassununga, Campo Grande, Porto Alegre, Porto Velho e Cuiabá.

“Fazer parte do desenvolvimento de sistemas e soluções que elevam o nível do Brasil no gerenciamento do tráfego aéreo, garantindo sua soberania em áreas estratégicas do país, reforçam o DNA integrador e tecnológico da Atech”, finaliza Marcos Resende, diretor de negócios ATM da Atech.

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Céus abertos para o vanguardismo da aviação brasileira

Brasil é considerado um dos cinco países mais desenvolvidos do setor e pode ganhar destaque em próxima eleição do órgão máximo da aviação no mundo

 O Brasil tem reafirmado seu papel de liderança e protagonismo na aviação civil mundial. A mais nova prova disso é a candidatura do Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino ao cargo máximo da maior entidade do segmento: Secretário-Geral da Organização de Aviação Civil Internacional – OACI, também conhecida por sua sigla em inglês ICAO, agência das Nações Unidas formada por 193 países e responsável por  promover o desenvolvimento seguro e ordenado da aviação civil mundial, por meio do estabelecimento de normas e regulamentos necessários para a segurança, eficiência e para proteção ambiental.

Sua indicação pode, portanto, consagrar a trajetória bem-sucedida do Brasil no controle de tráfego aéreo e o país como uma das principais lideranças no mundo na aviação civil internacional.

Conhecido por sólida experiência na área, visão ampla do setor, liderança, bom trâmite internacional e bom humor, Brigadeiro Bertolino ocupa hoje o posto de assessor aeronáutico da Delegação Brasileira na OACI, em Montreal, no Canadá e de Representante Alterno no Conselho da OACI. Sua candidatura ao cargo máximo da instituição se deu em função do seu conhecimento em administração de organizações complexas nos âmbitos regional, nacional e internacional, em recursos humanos, computacionais e financeiros em benefício dos Estados Membros da Organização.

Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino

Destaque internacional

Ao todo, são mais de 24 anos dedicados à OACI, exercendo, entre outros cargos, a vice-presidência do Grupo do Caribe a América Latina (LAC3) da CANSO, a relatoria do Grupo de Trabalho de Automatização e Base de Dados do Subgrupo AIS do Grupo Regional de Planejamento e Execução do Caribe e América do Sul (GREPECAS), além da atuação como membro do Painel para o Uso Aeronáutico da Internet Pública. Nos últimos quatorze anos, teve sob a sua supervisão a Agência Regional de Monitoração das Regiões do Caribe e América do Sul (CARSAMMA). Atualmente, exerce a função de Vice-Presidente do Grupo Regional de Planejamento e Execução do Caribe e América do Sul (GREPECAS).

Paralelamente, construiu sua trajetória como docente, instrutor, e assessor estratégico e chefe do Departamento de Efetividade Institucional do Colégio Interamericano de Defesa (IADC), em Washington DC – EUA.

Legitimamente brasileiro

Seu legado em solo e no céu brasileiro não é menos importante. Brigadeiro Bertolino já esteve à frente de diversos e relevantes projetos de desenvolvimento do tráfego aéreo no país: do planejamento de grandes eventos do Brasil como Rio + 20, Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações 2013, Copa do Mundo FIFA 2014 e Jogos Olímpicos 2016, implantação do Sistema SISNOTAM no Brasil e no Uruguai, depois participar da ativação do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), uma nova Unidade da Força Aérea,  e da Central de Transporte de Órgãos do Ministério da Saúde dentro do CGNA, entre inúmeros outros projetos e iniciativas.

Parcerias

De acordo com o Brigadeiro, para o efetivo desenvolvimento da aviação no mundo é fundamental a parceria entre os entes do setor, a indústria e as universidades. “No Brasil, por exemplo, a Força Aérea Brasileira tem entre  suas parceiras,  a Atech, do Grupo Embraer,  que nas últimas duas décadas tem atuado em conjunto com a FAB para o domínio do sistema de trafégo aéreo, chegando hoje à  evolução e inovação de  soluções para a gestão e defesa de 100% do espaço aéreo brasileiro”, destaca ele, ao ressaltar que esse cenário tem contribuído para colocar o país entre os maiores players do segmento. No âmbito acadêmico, ele explica a relevância de uma atenção especial às universidades. “É fundamental trabalhar o conhecimento e a inovação para garantir a qualidade dos serviços nas próximas gerações”.

Desafios da aviação

Mas qual o futuro da aviação no mundo? Quais as pautas prioritárias que a OACI tem que abraçar nos próximos anos?

Para o Brigadeiro Bertolino, o segmento da aviação foi um dos mais impactos pela pandemia e deve ser um dos últimos a se recuperar, exigindo da OACI a condução do processo de retomada. “É um grande desafio trazer de volta a confiança do passageiro em suas viagens, mas precisamos de medidas para que isso aconteça de forma gradual e segura”, destaca.

Atech é parceira da FAB no desenvolvimento de sistemas para controle do espaço aéreo brasileiro

Outra grande bandeira está relacionada ao descompasso da inovação e da criação de normas regulamentadoras para o setor. “A aviação tem como uma de suas características principais a inovação, contudo, ela anda em uma velocidade muito maior que o processo de criação ou alteração de uma norma. Não podemos esperar, por isso devemos adotar mecanismos para agilizar a incorporação das inovações tecnológicas às publicações da OACI, muitas vezes isso pode ser feito com mudanças simples, em um processo de decisão colaborativa”, explica Bertolino, ao ressaltar que ainda é importante considerar as especificidades, capacidade de investimento, e de demanda de tráfego de cada país.

A disseminação e a popularização dos drones também é uma pauta relevante. Segundo o Brigadeiro Bertolino, a OACI apresentou um estudo recentemente destacando que, em uma cidade como Paris, daqui a cinco anos, a expectativa diária de circulação é de mais de 87 mil equipamentos. “Será preciso a um bom planejamento para o gerenciamento desses drones no mesmo espaço aéreo que as aeronaves”.

O candidato à secretário-geral na ICAO pontua também o novo cenário que deve surgir com a implantação, por diversos países, do ADS-B Satelital (Sistema de Vigilância Dependente Automática por Radiodifusão) de aeronaves, para a vigilância global de tráfego aéreo. “Certamente será um tema palpitante da instituição nos próximos anos”.

Por fim, o Brigadeiro Bertolino elencou a questão do meio ambiente como uma pauta relevante para ser debatida entre os países. “Há uma necessidade de buscar uma equalização entre a importância da preservação do meio ambiente e a força econômica ligada às empresas e aos países”.

A eleição para a cargo de secretário-geral da OACI será realizada em Montreal, entre fevereiro e março de 2021. Brigadeiro Bertolino afirma que, caso conquiste o posto, terá como foco a resolução de questões internas e externas com ética e transparência, priorizando a motivação e o bom ambiente de trabalho na instituição e suporte total ao Conselho em sua missão de definir as políticas e estratégias. Fomentará uma maior participação feminina no staff da OACI. Outro ponto importante será dar representatividade a todas as regiões do mundo, dentro da OACI. Além disso, abrirá um amplo canal de diálogo com todos os stakeholders da aviação e adotar medidas para benefício de todos os Estados Membros.

O Brigadeiro Bertolino será o Secretário Geral de todos os Estados-Membros.

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A importância da autonomia do conhecimento em momentos de crise

por Marcos Resende, diretor de negócios da Atech

Não há dúvidas de que a crise causada pela pandemia do novo coronavírus tem muito a nos ensinar. Afinal, parece que são nas fases de maior dificuldade que nos deparamos com momentos mais reflexivos e atentamos para questões que envolvem não apenas o nosso cotidiano, o nosso universo particular, mas também o de outras pessoas. Parece óbvio dizer o quanto o coletivo impacta as nossas vidas, mas com o novo coronavírus realmente nos demos conta disso, de como nos afeta em diferentes esferas.

É comum também levarmos nossas memórias para eventos passados e traçar paralelos entre a crise corrente e outros momentos críticos, como guerra ou épocas de escassez aguda de um recurso.

No presente momento, as principais dificuldade encontradas têm sido a falta de recursos em diferentes segmentos. Da mesma forma que ocorre em situações de guerra, tem-se notado a insuficiência de profissionais da área da saúde para suportar as atividades do dia a dia, assim como a carência de materiais de proteção individual para aqueles que estão trabalhando na linha de frente e a ausência de equipamentos médico hospitalares.

Um caso que ganhou notoriedade nos noticiários brasileiros foi o dos respiradores artificiais adquiridos por diversos estados e que ficaram retidos no exterior. Segundo informações publicadas pelos veículos de comunicação, a empresa que vendeu os produtos para o Brasil cancelou a compra sem motivo aparente e que os mesmos acabaram sendo utilizados no combate ao novo coronavírus em outro país, que teria acertado pagar um valor maior à empresa que vendeu os equipamentos. O ocorrido causou uma distensão não imaginada na sociedade e nas relações entre os países envolvidos.

Diante desse ocorrido, há um questionamento que certamente passou pela cabeça de muitos brasileiros: por que nosso país é tão dependente de insumos de tecnologias vindas de fora?

Em situações como a que ocorreu com o Brasil é que percebemos a importância do conhecimento e das técnicas produtivas para o desenvolvimento dos recursos necessários para o enfrentamento da pandemia, ou de qualquer outro episódio que condicione o país a uma situação de evento não preditivo.

Mesmo para os países que possuem autonomia do conhecimento, a situação não é das mais favoráveis. Imagine para aqueles que dependem quase que totalmente dos insumos vindos do exterior. O estado se vê obrigado a desenvolver ou criar formas alternativas de suprir esta negação e buscar alternativas de produção a qualquer preço, sob pena de perder vidas durante os momentos mais graves.

No entanto, o desenvolvimento do conhecimento e de tecnologias críticas para uma nação é, geralmente, difícil e demorado e envolve questões como geração, transferência, absorção/adaptação e utilização. Para que isso saia do papel, é necessário consolidar uma visão estratégica em momentos de calmaria e prosperidade.

A visão estratégica da Força Aérea Brasileira (FAB) na consolidação de conhecimentos críticos para operação dos sistemas de gerenciamento de tráfego aéreo e de defesa aérea é um bom exemplo de autonomia tecnológica no país. E, desde os anos 1990, a organização vem investindo amplamente neste segmento. Primeiro com o sistema X-4000 de controle de tráfego aéreo, que permitiu a independência tecnológica e a sedimentação de conhecimento no país, e, a partir de 2011, com o Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITARIO), ambos desenvolvidos pela Atech, empresa nacional e pertencente ao Grupo Embraer. Antes do X-4000 e do SAGITARIO, o sistema utilizado era importado e a cada atualização ou necessidade de manutenção o Brasil ficava refém do país desenvolvedor da solução. O SAGITARIO trouxe autonomia, modernidade, flexibilidade e melhor aproveitamento dos profissionais brasileiros para o gerenciamento do espaço aéreo nacional, para além dos benefícios relacionados diretamente à nossa economia, tendo se tornado um produto tipo exportação.

Embora estivesse há muitos anos utilizando os sistemas vindos do exterior no segmento de tráfego aéreo, a FAB se planejou e deu início à sua jornada de independência muito antes de 2011, reforçando o real valor do investimento na formação, desenvolvimento e manutenção de tecnologias próprias. Esse projeto não teria ganhado vida sem visão estratégica, planejamento, defesa da indústria e da capacitação nacional.

Na globalização, o vínculo entre conhecimento, poder, desenvolvimento e tecnologia é responsável pelo estabelecimento de diferenças econômicas e posições comerciais. Países como o Brasil, que estão em desenvolvimento e almejam ser menos dependentes devem se concentrar no estabelecimento de estratégias que elevem sua autonomia tecnológica, investindo em soluções próprias para problemas específicos, essencialmente os que tenham ligação estreita com setores-chave da economia, além de empregar esforços efetivos e contínuos em programas de pesquisa e inovação, incentivos ao desenvolvimento nacional, manutenção de conhecimentos críticos, desenvolvimento da indústria e preservação de empregos.

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SAGITARIO na vanguarda do controle do espaço aéreo brasileiro

O controle do espaço aéreo em todo o mundo requer alta precisão e tecnologia. Afinal, é preciso ter a certeza de que as aeronaves que estão voando ao mesmo tempo possam cruzar os céus em segurança.

De acordo com informações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), em 2018, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, houve, em média, 800 decolagens e pousos por dia entre aviões comerciais e militares de diferentes tamanhos.  No mesmo ano, foi registrada movimentação de mais de 42 milhões de passageiros, superando a marca alcançada em 2014, quando, com a Copa do Mundo no Brasil, o aeroporto teve 39,5 milhões de passageiros (fonte: agenciabrasil.ebc.com.br).

Todo o espaço aéreo brasileiro – 22 milhões de quilômetros quadrados, incluindo uma extensa área sobre o oceano – é controlado e vigiado por sistemas de controle de tráfego e de defesa aérea desenvolvidos pela Atech.

Uma dessas soluções é o SAGITARIO, sistema desenvolvido pela empresa, em parceria com o DECEA, que executa o gerenciamento de todas as aeronaves que estão no ar. Um dos pontos de destaque é o fato de o SAGITARIO ter sido criado com a participação dos profissionais que atuam na linha de frente do controle aéreo, proporcionando um conjunto de recursos operacionais de apoio à tomada de decisão, conforme recomendações dos organismos reguladores da aviação civil internacional, tais como ICAO (International Civil Aviation Organization) e EUROCONTROL (Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea).

O sistema atua desde o momento que antecede a decolagem até o estacionamento da aeronave no aeroporto de destino, e possibilita que todo foco de ação do controlador de tráfego aéreo seja voltado à sua área de trabalho, aumentando significantemente sua consciência situacional.

Apesar de o nome remeter a astronomia, o SAGITARIO é baseado em tecnologia. A nomenclatura vem da sigla para “Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional”. Criado com o objetivo de garantir a segurança durante o voo de aeronaves, o SAGITARIO é capaz de processar dados de diversas fontes de detecção de aeronaves, como radares e satélites, e consolidá-los em uma única apresentação visual para o controlador de voo.

O sistema monitora aviões e helicópteros quando eles estão em voo. Radares e satélites, entre outros sensores, detectam a posição da aeronave e mandam as informações para os centros de controle. O SAGITARIO trata esses dados da situação aérea e os fornece para os controladores de tráfego aéreo (ATCO). Estes, então, se comunicam com os pilotos por meio de enlace de rádio, e também repassam as informações para o centro de controle responsável pela próxima parte do voo.

Na prática, as ações decorrentes do sistema SAGITARIO permitem controlar maior demanda de tráfego aéreo, diminuir o tempo de voo, com consequente economia para as empresas aéreas, reduzir a emissão de gases – contribuindo de forma positiva para o meio ambiente -, e promover aumento da pontualidade das empresas. A concepção avançada privilegia também a interação, ao reduzir os comandos de teclado, permitir maior concentração ao controlador e diminuir a fadiga do ATCO. Se destaca a capacidade do sistema em permitir a sobreposição de imagens meteorológicas sobre a imagem do setor sob controle, aumentando a consciência situacional dos controladores e a evolução de mau tempo em determinada região do país. Os planos de voo também podem ser editados graficamente sobre o mapa, possibilitando a inserção, remoção e reposicionamento de pontos do plano e cancelamento de operações.

Outra característica é o CPDLC (Controller Pilot Data Link Communications), que permite a comunicação entre o órgão de controle e as aeronaves por meio de mensagens de textos enviadas por intermédio de um enlace de dados (data link) e que, em conjunto com a tecnologia ADS-C (Automatic Dependent Surveillance – Contract), o equipamento a bordo das aeronaves transmite informações sobre sua posição, nível de voo e meteorologia corrente  para o sistema instalado em terra. Dessa forma, o sistema possibilita maior agilidade no controle, além de evitar eventuais interpretações errôneas, muitas vezes causadas pelas barreiras linguísticas entre controlador e pilotos.

OPERAÇÕES MAIS SEGURAS E EFICIENTES

Ainda que no imaginário das pessoas o controle seja sempre pela torre, que é um dos ícones mais visíveis em um aeroporto, o SAGITARIO está instalado nos ACCs (sigla em inglês para Centro de Controle de Área) e APPs (Centro de Controle de Aproximação) – usualmente instalados fora do aeroporto e de onde cada um dos voos é gerenciado.

Controlador operando as consoles SAGITARIO do APP-Rio de Janeiro (Foto: Fábio Maciel) http://www.defesanet.com.br/

Detalhando: os APPs controlam a aeronave durante pousos e decolagens e são instalados em cidades do Brasil. Já os ACCs monitoram o voo em rota e estão localizados em quatro pontos do país, cobrindo todo o território nacional. Essas regiões também são atendidas pelos CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) I, II, III e IV, órgãos que atuam não só no gerenciamento como também na defesa aérea.

Esse monitoramento é essencial para o Brasil e, quando há aeronaves não reconhecidas pelos controladores de tráfego circulando no céu, o Centro de Operações Militares do CINDACTA é acionado. A equipe de Defesa, então, tenta entrar em contato com o piloto e, se não houver resposta, toma as providências necessárias para garantir a segurança aérea do país.

Fonte: https://journalofwonder.embraer.com/br/pt/102-quem-esta-voando-no-ceu-agora-o-sagitario-responde

O SAGITARIO cobre todo território brasileiro. Os CINDACTAs e os ACCs cobrem as regiões de Brasília, Curitiba, Recife, Manaus e uma parte do oceano Atlântico que está sob responsabilidade do Brasil. Atualmente, há 18 APPs com o SAGITARIO implantados no país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Vitória, Curitiba, Macaé, Pirassununga, Campo Grande, Porto Alegre, Porto Velho e Cuiabá.

Centro de controle de área instalado no Cindacta III, em Recife. Fonte: https://aeromagazine.uol.com.br/artigo/brasil-controla-maior-parte-do-trafego-aereo-no-atlantico-sul_4560.html

Durante a Copa do Mundo 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o sistema SAGITARIO foi considerado um dos grandes aliados das autoridades brasileiras já que, com ele, foi possível conduzir com sucesso o transporte aéreo para os dois eventos, mantendo o nível de segurança e eficiência das operações, mesmo com o significativo aumento no fluxo de aeronaves no espaço aéreo brasileiro.

O SAGITARIO marca, em resumo, a evolução do sistema de controle aéreo no Brasil, trazendo avanços na comunicação, navegação e vigilância para o comando e o controle do espaço aéreo brasileiro. Com o SAGITARIO, os controladores dispõem, atualmente, de um dos mais avançados sistemas de controle e gerenciamento de tráfego aéreo do mundo, que coloca o Brasil dentre os poucos países com o domínio tecnológico para desenvolver e manter, de forma soberana, um sistema deste porte e significância estratégica.

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